Company Handbook
Por que este documento existe
Este handbook não é decoração de parede. É um contrato bilateral entre você e a C-137 Labs.
Ele define quem somos, como operamos, o que esperamos de você, e o que você pode esperar de nós. Se algo aqui não fizer sentido na prática, é um bug — e bugs a gente corrige rápido.
Leia com atenção. Não porque é obrigatório, mas porque é a forma mais rápida de entender se este é o lugar certo para você.
O que é a C-137 Labs
Somos uma venture builder AI-First. Criamos, financiamos e operamos empresas de tecnologia do zero — em mercados que já existem, com modelos que ainda não existem.
Não somos agência. Não somos software house. Não somos aceleradora. Somos sócios-operadores: entramos com capital, produto, tecnologia e go-to-market. Dividimos risco e resultado.
Nosso modelo funciona porque combinamos três coisas que raramente coexistem: velocidade de startup, disciplina de fundo de investimento e infraestrutura compartilhada de venture builder.
Para quem a C-137 é — e para quem não é
Este é um ambiente de alta performance com autonomia real. Isso significa que funciona muito bem para algumas pessoas e muito mal para outras. Nenhuma das duas coisas é defeito.
A C-137 é para você se você funciona bem com ambiguidade. Não precisa de alguém dizendo exatamente o que fazer — precisa de contexto e espaço para resolver. Você prefere pedir perdão a pedir permissão, mas tem bom senso suficiente para saber quando precisa alinhar antes. Você se incomoda com trabalho medíocre — o seu próprio, especialmente. E você entende que feedback direto não é agressão, é respeito.
A C-137 provavelmente não é para você se você precisa de processos rígidos e supervisão constante para entregar. Você evita conflito mesmo quando ele é necessário. Você trata prazos como sugestões. Ou você prefere ambientes onde a velocidade de mudança é baixa e previsível.
Nenhum desses perfis é errado. Mas encaixe cultural é tão importante quanto competência técnica, e somos honestos sobre isso desde o dia zero.
Nosso DNA
#AwesomePeople — Gente autônoma, curiosa, e que eleva o padrão do time. Na prática: você não espera instrução, busca contexto e age. Quando vê algo errado, conserta em vez de apontar. Quando um colega trava, ajuda em vez de ignorar. Não contratamos para preencher vaga — contratamos pessoas que tornam o time inteiro melhor. Se você é a pessoa mais fraca do squad, ou cresce rápido ou não fica.
#EpicPerformance — Autonomia real com accountability real. Na prática: seu Lead não vai cobrar progresso se você estiver entregando. Vai cobrar se você não estiver. A métrica é resultado, não atividade. Reunião de status sem decisão é desperdício. Card atualizado sem progresso real é teatro. Performance é medida por output, não por presença.
#BetaMindset — Crescimento constante, errar rápido, aprender mais rápido. Na prática: shipar v1 imperfeito > planejar v3 perfeito. Feedback é presente, não agressão. Post-mortems sem blame — o objetivo é aprender, não punir. Se você não está desconfortável com a velocidade, provavelmente está devagar demais.
#DirectByDefault — Comunicação direta é o padrão, não a exceção. Na prática: se você tem um problema com alguém, fala para a pessoa — não para o Slack, não para um terceiro, não para o CEO antes de tentar resolver direto. Feedback é na hora, não acumulado para o quarterly. Más notícias são comunicadas rápido — surpresa negativa é a pior coisa que você pode dar ao time. O que não existe é política, triangulação ou comunicação passivo-agressiva.
#TechLovers — Replace service with software, replace human with agent. Na prática: se você está fazendo manualmente algo que uma IA pode fazer por você, está trabalhando errado. Usamos integrações MCP, Claude, automações — seu tempo é para pensar, decidir e criar. Se o seu primeiro instinto é abrir uma planilha e preencher célula por célula, pare e pergunte: "como uma IA faria isso em 10 segundos?" A plataforma da C-137 existe para que cada nova venture custe menos que a anterior.
O que esperamos de você
Entregue o que combinou, no prazo que combinou. Prazos são definidos em conjunto, mas uma vez acordados, são compromissos reais. Se vai atrasar, avise antes — nunca depois.
Comunique proativamente. Mantenha seus issues no Linear atualizados. Responda no Slack dentro de um turno. Se está travado, peça ajuda. Se terminou antes, puxe a próxima tarefa. Silêncio não é sinal de produtividade — é sinal de risco.
Entregue o seu primeiro. Sua responsabilidade primária é o que você combinou entregar. Antes de se envolver no trabalho de outra pessoa, garanta que o seu está no trilho. Ajudar é bem-vindo — mas nunca como desculpa para não ter entregue o próprio. Se o seu está em dia e você vê alguém travado, aí sim: ofereça ajuda. A ordem importa.
Use AI-first como padrão. Antes de fazer qualquer tarefa, pergunte: "uma IA pode fazer isso melhor ou mais rápido?" Se a resposta é sim, use. Não estamos pedindo que você saiba programar — estamos pedindo que pense como alguém que tem um exército de assistentes inteligentes à disposição. Porque você tem.
O que você pode esperar de nós
Clareza sobre o que importa. Você sempre vai saber qual é o North Star da venture e quais Projects entram no cycle. Se não sabe, é falha nossa — cobre.
Reconhecimento real e skin in the game. Para quem entrega consistentemente e quer construir junto no longo prazo, temos um modelo de Partnership. Não é só fee — é participação real no que estamos criando.
Feedback honesto e rápido. Não guardamos feedback para o quadrimestre. Se algo não está bom, você vai saber agora. Se está excelente, também.
Autonomia com suporte. Você é um manager of one, mas não está sozinho. Tem Lead, tem liderança, tem o squad inteiro. A iniciativa é sua — o suporte é nosso.
O Modelo Operacional
A C-137 opera com um time fulltime dedicado, organizado por thesis areas, com cultura async-first e um workflow de desenvolvimento já definido (bets → Shape Up → cycles). A plataforma da C-137 — scaffold de código, deploy pipeline, analytics padronizado, shared libs — existe para que cada nova venture custe menos que a anterior. Decisões estratégicas vivem no Venture Builder System (Notion); execução vive nos Platform Modules (código). Detalhes da arquitetura estão no Platform Vision doc.
O que este handbook cobre é a camada de gestão de pessoas que dá sustentação a tudo isso: como garantir que as cerimônias aconteçam com consistência, que cada pessoa saiba onde está e para onde vai, que metas estejam claras e mensuráveis, e que a compensação esteja alinhada com resultado real. Se você tem e-mail da C-137, é tratado igual e cobrado igual — independente de modelo de contratação.
Dois problemas específicos precisam ser resolvidos: accountability fraca (gente que some ou desacelera sem aviso) e cerimônias sem ritmo (existem no papel mas não na prática).
Princípios de Design
Visibilidade como mecanismo de accountability. Não precisamos de controle — precisamos que o trabalho de cada pessoa seja visível. Quem entrega consistentemente se destaca. Quem some, também.
Cerimônias mínimas mas inegociáveis. Poucas cerimônias, mas as que existem são obrigatórias. Faltar sem aviso é sinal sério. A consistência do ritmo é mais importante que a perfeição do formato.
Compensação como alavanca de alinhamento. O fee fixo garante estabilidade. O bônus quadrimestral é o que diferencia quem entrega de quem só cumpre horário. A conexão entre performance e recompensa financeira precisa ser direta e previsível.
Cultura é o que acontece quando ninguém está olhando. Valores escritos na parede não mudam comportamento. Consequências reais sim.
Iterate to Greatness. A primeira versão não precisa ser perfeita, mas precisa existir. Ship v1 rápido, depois melhore obsessivamente. Deadline agressivo expõe complexidade escondida. Se não tem deadline, vai demorar 3x mais. Se o deadline é de 2 semanas e demora 1 mês, ainda shipou 3x mais rápido do que sem deadline nenhum.
Handbook-First. Se algo é perguntado duas vezes, a resposta vira documentação. Se uma decisão é tomada em call, o resultado é escrito no Notion dentro de 24h. Se um processo existe só na cabeça de alguém, ele não existe. Otimizar para a velocidade de knowledge retrieval (qualquer pessoa encontra a informação sozinha), não para knowledge transfer (depender de alguém te explicar).
Managers of One. Cada pessoa na C-137 é esperada a ser capaz de definir sua própria direção, identificar o que precisa ser feito, e executar sem ser mandada. Contratar pessoas que precisam de supervisão constante é um erro de contratação, não um problema de processo.
Founder Mode. Coexiste com Managers of One — não é contradição. Managers of One significa que ninguém precisa ser gerido. Founder Mode significa que os projetos, produtos e entregas precisam ter curadoria de qualidade e consistência. São coisas diferentes: uma é sobre pessoas (autonomia), a outra é sobre o trabalho (padrão). O Venture Lead — o CEO para algumas ventures, um EIR para outras — está nos detalhes do produto, revisa entregas voltadas ao cliente, e garante que o que shipa tem o nível certo. Não está gerenciando pessoas. Está garantindo que o output coletivo tem a qualidade que a venture exige. A premissa do Manager Mode ("contrate gente boa e saia do caminho") destrói ventures em estágio inicial porque confunde autonomia de pessoas com ausência de curadoria sobre o trabalho. Na C-137, as pessoas são autônomas E o trabalho é curado. Na holding, o Business Lead opera como braço operacional do CEO, garantindo que a máquina funcione sem centralizar tudo no CEO.
1. Estrutura de Papéis
A C-137 opera em dois níveis: a holding (C-137 Labs) e as ventures (Alana Shopping, Noma Guide, etc). Cada nível tem papéis distintos com responsabilidades claras. A holding existe para criar, financiar, e dar suporte às ventures — não para gerenciá-las no dia a dia.
Princípio de design: papéis humanos existem para decisões que exigem julgamento. Tudo que é cobrança, tracking, reminder, pattern detection, e compilação de dados é responsabilidade de agents automatizados, não de pessoas. Nenhum humano na C-137 deveria gastar tempo fazendo trabalho de bot.
Papéis Humanos
CEO — Holding + Ventures selecionadas
Dono da visão, das teses e da mesa de apostas da C-137 Labs. Define quais ventures criar, matar, ou escalar. Último recurso de decisão em conflitos de prioridade entre teses. Dono do capital e da alocação de recursos entre ventures.
Na holding, o CEO define a estratégia do portfólio, conduz a Betting Table, decide compensação, e garante que a cultura da C-137 se mantenha coerente conforme o número de ventures cresce. O CEO não gerencia o dia a dia da holding — o Business Lead existe para isso.
Nas ventures, o CEO é Venture Lead de ventures selecionadas — tipicamente as mais estratégicas ou em estágio inicial onde a presença direta do fundador é crítica (ex: Alana Shopping). Nessas ventures, segue a cadência descrita abaixo no papel de Venture Lead. Nas ventures onde um EIR é Venture Lead, o CEO mantém governança via Betting Table, Initiative Reviews, e skip-level quando necessário — mas não está no dia a dia do produto.
A decisão de quando o CEO entra ou sai como Venture Lead de uma venture é estratégica: ventures novas ou pré-PMF geralmente precisam do CEO diretamente. Ventures que atingiram PMF e têm EIR forte podem transicionar. O handoff é um milestone, não um default.
Business Lead (BL) — Holding
Braço operacional do CEO na C-137 Labs. Garante que a máquina da venture builder funcione sem que tudo passe pelo CEO.
Perfil: experiência em startups e/ou consulting (McKinsey, Bain, BCG, ou equivalente em velocidade e rigor). Confortável com ambiguidade. Capaz de montar um board deck de manhã e debugar um processo de onboarding à tarde. Generalista senior que sabe quando ir fundo e quando delegar.
Responsabilidades:
Operações cross-venture: shared services (payments, auth, AI core), processos de contratação, onboarding, legal, contabilidade, compliance. Tudo que é infraestrutura da holding, não de uma venture específica. O primeiro nível de operações administrativas (invoices, expenses, time-off, onboarding checklist, contratos) é automatizado por agents — o BL intervém apenas em exceções e decisões que exigem julgamento.
GTM e validação de novas teses: antes de uma venture ter Venture Lead, o BL pode conduzir discovery, validação de mercado, e montagem do pitch inicial. Prepara a tese para que um Venture Lead (CEO ou EIR) assuma.
Handoff: o BL monta a estrutura, documenta, e passa para o time da venture. Não fica permanentemente dentro de uma venture — opera na holding e "empresta" tempo para ventures conforme necessidade. Se o BL fica mais de 50% do tempo em uma venture por mais de 2 cycles, algo está errado: ou a venture precisa de um Venture Lead, ou o BL está compensando falta de autonomia do squad.
Governança e métricas: mantém dashboards de portfólio, prepara material para Betting Table, acompanha unit economics cross-venture, monitora health de cada venture.
Reporta ao CEO. Trabalha em parceria com Venture Leads, mas não tem autoridade sobre a direção de produto de nenhuma venture — isso é do Venture Lead.
Venture Lead — Por venture (Founder Mode)
A pessoa responsável pelo sucesso de uma venture específica. Pode ser o CEO (para ventures estratégicas) ou um EIR que assumiu a venture. Mesmo título, mesma accountability. O Venture Lead opera em Founder Mode: está nos detalhes do produto, conhece cada feature, revisa cada entrega voltada ao cliente, e mantém o padrão de qualidade.
Presença na venture, não na holding. O Venture Lead revisa o trabalho da venture diretamente — features, releases, UX, comunicação com o mercado. Se algo shipa para o cliente sem review do Venture Lead (ou sem ter escolhido conscientemente não revisar), o processo falhou. Isso não significa que aprova cada commit — significa que nenhuma decisão de produto significativa, nenhuma entrega voltada para o cliente, e nenhuma comunicação externa sai sem que o Venture Lead tenha visto e aprovado.
Review Cadence (por venture). Cada venture tem a seguinte frequência de review conduzida pelo Venture Lead:
| Área da Venture | Frequência de Review | Formato |
|---|---|---|
| Produto (features, releases, UX) | Semanal | Async review no Linear + sync quando necessário |
| Marca e comunicação externa | A cada peça (antes de publicar) | Async review |
| Arquitetura e decisões técnicas estruturais | Quinzenal ou por demanda | Async ou call de 25 min |
| Operações e métricas da venture | Mensal | Heartbeat review |
| Unit economics e financeiro da venture | Quadrimestral | Initiative Review |
O Venture Lead começa nos detalhes e gradualmente recua conforme o Lead desenvolve muscle memory e ganha trust. Mas o recuo é conquistado, não presumido. Venture nova ou Lead novo = Venture Lead mais presente. Venture madura com Lead de track record = Venture Lead delega mais.
Skip-Level Access. O Venture Lead tem relação direta com qualquer membro do squad, não apenas o Lead. Participar de calls de squad, fazer deep dives (2-4 semanas de audit focado), e manter conversas informais com Builders. O objetivo não é bypassar o Lead — é ter informação de primeira mão sobre o produto e a execução. Leads que se sentem ameaçados por skip-level provavelmente estão escondendo algo.
Co-Hire. O Venture Lead participa de toda contratação para a venture. Não como rubber stamp, mas como entrevistador ativo e decision-maker. Num squad de 2-4, cada contratação muda a dinâmica inteira.
Deep Dives. Uma ou duas vezes por ano, o Venture Lead faz um deep dive na venture: 2-4 semanas de audit completo — produto, entregas, processos, qualidade, pessoas. "Ninguém vai ser demitido por ser honesto, me mostre o bom e o ruim."
Functional Org, não Divisional. Se uma venture crescer a ponto de criar sub-times com "managers of managers," algo está errado. Engineering, design e produto são disciplinas transversais, não silos. O Lead gerencia o trabalho da venture, as pessoas através do trabalho — não o contrário.
Quando o CEO é o Venture Lead: opera exatamente como descrito acima, acumulando com as responsabilidades da holding. Quando um EIR é o Venture Lead: opera com a mesma cadência e padrão, com governança do CEO via Betting Table e Initiative Reviews quadrimestrais.
EIR (Entrepreneur in Residence) — Programa, não role permanente
Perfil de fundador alocado ao programa da C-137. O EIR que recebe uma venture se torna Venture Lead dela — mesmo título, mesma accountability. O programa EIR é o pipeline de talentos para Venture Leads.
O EIR tem mais autonomia que qualquer outro papel. Participa da definição de apostas (não só da execução), tem voz na Betting Table para a sua venture, e potencialmente phantom equity significativa na venture que estiver construindo.
Caminho típico: o CEO ou o BL valida a tese → EIR assume como Venture Lead → se a venture atinge PMF e o EIR prova capacidade, pode se tornar CEO permanente da venture (com ajuste de equity). Se a venture pivota ou morre, o EIR pode ser realocado para outra tese ou sair da C-137.
Diferença entre EIR e BL: o BL opera na holding e "empresta" tempo para ventures. O EIR vive dentro de uma venture e é dono do resultado dela. O BL constrói a máquina. O EIR dirige o carro.
Lead — IC sênior do squad (Player-Coach)
IC sênior que acumula coordenação do squad. Não é role separado — é o que IC3+ faz naturalmente quando assume responsabilidade pelo output do grupo. Garante que as Initiatives estejam progredindo, faz code review, conduz cerimônias do squad quando necessário. Reporta ao Venture Lead da venture.
Accountability: se o squad não entrega, o Lead é o primeiro a responder. Não é culpa individual de um membro — é responsabilidade do Lead por não ter escalado o problema antes.
Coordenação é uma responsabilidade do Lead, não seu cargo principal. A maioria do tempo é IC — no código, no design, no produto. Se um Lead está gastando mais de 30% do tempo em coordenação pura, algo está errado: ou o squad cresceu demais, ou os membros não são autônomos o suficiente. Managers entediados viram micromanagers. Um Lead que não sabe fazer o trabalho que está coordenando é "um general de cavalaria que não sabe montar a cavalo" (Chesky) — não deveria ser Lead.
O objetivo de longo prazo é Make Yourself Obsolete: compartilhar contexto máximo, em formato escrito, em canal público. Se o Lead pode tirar férias de 1 semana e o squad continua operando normalmente, está acertando. Se é gargalo de informação, está falhando.
Relação com Founder Mode: o Lead é um Manager of One — opera com autonomia plena sobre como organizar seu trabalho e o do squad. Mas o Venture Lead está nos detalhes do produto. Isso significa que o Venture Lead vai revisar entregas, questionar decisões de produto, e fazer deep dives na qualidade. Não é gestão de pessoas — é curadoria do trabalho. A reação correta é: "ótimo, mais olhos no produto = melhor resultado." A reação errada é confundir review de qualidade com falta de confiança. Trust é construído pela qualidade das entregas, não pela ausência de curadoria.
Builder
Executa dentro do squad. Fulltime dedicado. Tem autonomia total sobre como e quando organizar seu dia (ver Filosofia de Horário abaixo), mas não sobre o que entregar nem quando entregar — isso é combinado no planning. Comunica progresso diariamente. Escala bloqueios imediatamente.
Agents (Automação Operacional)
Tudo que é tracking, cobrança, reminder, pattern detection, compilação de dados, e backoffice de primeiro nível é feito por agents, não por humanos. Nenhum Lead deveria gastar tempo fazendo trabalho de bot. Nenhum Business Lead deveria processar invoices manualmente. Os agents operam nos canais e escalam para humanos apenas quando julgamento é necessário.
Squad Ops
Standup Agent: Monitora se cada membro postou o update diário até 11h. Se não postou, envia DM automático perguntando se está tudo bem. Detecta padrões: 3+ faltas em 2 semanas sem aviso prévio → notifica o Lead para 1:1 de alinhamento. O agent cobra; o Lead decide o que fazer com a informação.
Deadline Agent: Monitora cards no Linear. Se um card não se move por 2+ dias, envia reminder ao owner. Se não se move por 3+ dias, notifica o Lead. Deadline approaching sem progresso → escalation automático.
Feedback Agent: Compila feedback quinzenal. Envia reminders na sexta 13h para quem não preencheu. Compila respostas para o Lead e Venture Lead.
ACK Agent: Para comunicações que exigem leitura (mudança de processo, decisão estratégica): monitora reações no post. Sem ACK em 24h → reminder no canal. Sem ACK em 48h → DM direto.
Metrics Agent: Coleta e compila métricas operacionais automaticamente: cycle time, deployment frequency, standup compliance, card health. Alimenta dashboards sem que nenhum humano precise compilar dados manualmente.
Backoffice / DP
Invoice Agent: Monitora recebimento de invoices no 1º dia útil do mês. Se não recebeu, envia DM automático ao membro. Valida formato e dados obrigatórios (valores, dados bancários, período). Encaminha para processamento. Confirma pagamento ao membro. Humano só intervém em exceção (valor divergente, dados inconsistentes, primeira invoice de novo membro).
Expense Agent: Recebe submissions de expense via canal ou form. Valida: tem comprovante? Está dentro da policy (sem classe superior, sem upgrades)? Valor dentro do range esperado? Se OK, aprova automaticamente e agenda reembolso na próxima invoice. Se fora do padrão, escala para Business Lead.
Time-off Agent: Recebe pedidos de time-off. Registra no tracking (Notion DB). Verifica conflitos (outro membro do mesmo squad no mesmo período). Se sem conflito e com 2+ semanas de antecedência, confirma automaticamente e notifica o Lead. Se há conflito ou é em cima da hora, escala para o Lead decidir. Mantém saldo atualizado.
Onboarding Agent: Quando novo membro é confirmado, dispara checklist automatizado: criação de contas (email, Slack, Linear, Notion, GitHub), envio de documentos obrigatórios, agendamento das cerimônias da primeira semana (papo com CEO, technical assignment, team meeting), envio do template de Personal README, e tracking de conclusão de cada etapa. Lead e Business Lead são notificados do progresso, não precisam gerenciar o checklist.
Contract Agent: Monitora vigência de contratos. Alerta 30 dias antes de vencimento. Compila dados para renovação (performance score, fee atual, banda salarial do nível). Gera draft de termos atualizados para review do CEO. Humano decide; agent prepara.
Princípio: se um agent pode fazer, um humano não deveria estar fazendo. Quando em dúvida, automatize primeiro, reverta se não funcionar. O primeiro nível de qualquer processo administrativo é sempre agent. Humano entra no segundo nível — quando há exceção, julgamento, ou decisão que afeta pessoas.
DRI (Directly Responsible Individual) — por Project
Cada Project no Linear tem um DRI — uma pessoa, não "o squad." O DRI é responsável pelo outcome, não só pela execução. Se o Project deu errado, a primeira pergunta é para o DRI. Se deu certo, o mérito é do DRI (e do squad que suportou). Elimina a difusão de responsabilidade que mata entregas em times pequenos.
O DRI pode ser qualquer membro, não só o Lead. Project leads rodam — não é sempre a mesma pessoa liderando. Isso desenvolve ownership em todo o squad.
Implementação: campo "DRI" em cada Project do Linear. Lead define em cada Cycle Kickoff.
Como, Quando e De Onde Trabalhamos
Remote-first, de qualquer lugar do mundo. A C-137 é 100% remota. Não existe escritório, não existe expectativa de presença física. Você pode trabalhar de casa, de um café, de outro país. Onde você está é irrelevante — o que importa é o que você entrega e se está acessível nos momentos que combinamos.
Resultados, não relógio. A C-137 não controla horário. Não existe horário de entrada, horário de saída, expectativa de estar online em horário comercial, nem monitoramento de atividade.
Quer ir à praia no meio do dia? Vai. Quer trabalhar de madrugada? Trabalha. Quer tirar a terça-feira e compensar no sábado? Faz. Quer trabalhar no domingo porque a ideia não sai da cabeça? O laptop é seu.
O que controlamos: entregas e combinados. Cada pessoa combina metas com o Lead no planning semanal. Como, quando, e de onde cumprir essas metas é decisão 100% individual. A única restrição é respeitar as cerimônias obrigatórias (standup diário até 11h, Squad Sync segunda, etc) — porque cerimônias existem para sincronizar o squad, e sincronização exige compromisso de presença nos momentos combinados.
Dito de outra forma: autonomia total sobre o tempo e o local, accountability total sobre o resultado. Se você entrega consistentemente, ninguém vai questionar como organiza seu dia. Se não entrega, o problema não é o horário — é a performance, e será tratado como tal (ver Seção 3).
Essa filosofia é possível porque contratamos "managers of one" — pessoas que não precisam de supervisão para produzir.
1.1. Career Ladder
A C-137 tem dois tracks de carreira: IC (Individual Contributor) e M (Management). Ambos são legítimos e valorizados. Não existe hierarquia entre tracks — um IC4 Staff e um M1 Lead podem ter compensação equivalente.
A maioria das pessoas na C-137 é IC. O track M existe porque coordenar squads é uma responsabilidade real que consome tempo e energia, e deve ser reconhecida separadamente — não absorvida como "extra" no dia a dia de quem já está contribuindo tecnicamente.
IC Track — Tech
Baseado no modelo de engineering levels de Google/Amazon/Meta, adaptado para o contexto de venture builder.
| Nível | Título C-137 | Equivalência de Mercado | Scope de Impacto | Tempo Típico |
|---|---|---|---|---|
| IC1 | Junior Builder | Google L3 · Amazon L4 · Meta E3 | Executa issues bem definidas com supervisão. Entrega dentro do scope do Project. | 0-2 anos |
| IC2 | Builder | Google L4 · Amazon L5 · Meta E4 | Executa issues com autonomia. Define soluções para problemas dentro do Project. Contribui para code review e qualidade. | 2-4 anos |
| IC3 | Senior Builder | Google L5 · Amazon L6 · Meta E5 | Lidera Projects como DRI. Define arquitetura e padrões dentro da venture. Mentora IC1-IC2. Referência técnica do squad. | 4-7 anos |
| IC4 | Staff Builder | Google L6 · Amazon L7 · Meta E6 | Impacto além do Project individual. Define padrões que a venture inteira segue. Resolve os problemas que ninguém mais consegue. Venture Lead consulta em decisões técnicas. Player-Coach: ~70% craft, ~30% coordenação técnica. | 7-12 anos |
| IC5 | Principal Builder | Google L7-L8 · Amazon L8 | Impacto cross-venture. Define como shared services funcionam. Cria padrões que múltiplas ventures adotam. Referência da C-137 inteira na sua área. Player-Coach: ~60% craft, ~40% coordenação. | 10+ anos |
| IC6 | Distinguished Builder | Google L9+ · Amazon L10 | Impacto no portfólio e na indústria. Define a direção técnica da C-137 Labs. Influencia o mercado. Papel raro — máximo 1-2 na empresa. | Excepcional |
IC Track — Non-Tech (Design, Ops, Growth, Content, Analytics)
Mesmo princípio de progressão por scope de impacto, não por tempo de casa. Começa em IC1.
| Nível | Título C-137 | Scope de Impacto |
|---|---|---|
| IC1 | Associate | Executa tarefas bem definidas. Aprende os processos e ferramentas da C-137. Recebe mentoria ativa. |
| IC2 | Specialist | Executa com autonomia na sua área. Propõe melhorias de processo. Contribui para a qualidade da venture. |
| IC3 | Senior Specialist | Lidera iniciativas na sua área como DRI. Define processos e padrões dentro da venture. Mentora IC1-IC2. Referência funcional do squad. |
| IC4 | Lead Specialist | Impacto além da venture — define padrões cross-venture na sua área. O CEO consulta em decisões funcionais. Player-Coach: ~70% craft, ~30% coordenação. |
| IC5 | Principal Specialist | Impacto no portfólio. Define como a área funciona em toda a C-137. Referência externa na disciplina. Papel raro. |
M Track — Management
O track M existe para quem quer e sabe amplificar o trabalho dos outros. Não é promoção — é mudança de track. Pagar M1 ou mais não é reward por bom trabalho técnico; é reconhecimento de que a pessoa gera mais impacto coordenando do que contribuindo individualmente.
Todo M opera como Player-Coach. Não existe gestor puro na C-137. A divisão craft/coordenação muda conforme o nível, mas craft nunca chega a zero.
| Nível | Título C-137 | Scope | Craft / Coordenação |
|---|---|---|---|
| M1 | Lead | IC sênior que acumula coordenação de squad de 2-5 pessoas. DRI de Initiatives da venture. Remove blockers, conduz cerimônias, dá feedback. Reporta ao Venture Lead. | 60% / 40% |
| M2 | Venture Lead | Dono do resultado de uma venture inteira. Opera em Founder Mode. Define direção de produto, lidera squads, toma decisões de prioridade. Participa da Betting Table. | 40% / 60% |
| M3 | Business Lead | Opera no nível da holding. Coordena shared services, valida novas teses, prepara material para Betting Table. Braço operacional do CEO. Reporta ao CEO. | 50% / 50% |
Transição entre Tracks
IC → M: você precisa demonstrar que sabe amplificar o trabalho dos outros, não só o seu. Evidência: feedback que muda comportamento, remoção de blockers antes que se tornem problemas, disposição para ser accountable pelo resultado do squad. A transição é discutida no People Committee.
M → IC: legítimo e sem estigma. Nem todo mundo quer ficar em management. Se um M1 descobre que prefere contribuir diretamente, volta para IC no nível equivalente. Isso não é rebaixamento — é realinhamento.
O que muda de nível para nível
A progressão é por scope de impacto, não por tempo de casa. Cada nível é definido por: o tamanho do problema que você resolve sozinho, a quantidade de ambiguidade que você absorve sem supervisão, e o número de pessoas que se beneficiam do seu trabalho.
IC1 → IC2: Você resolve issues sem precisar que alguém defina cada passo. Você contribui para code review e qualidade. Você escala problemas proativamente.
IC2 → IC3: Você define a solução, não só executa. Você é DRI de Projects e eles são entregues no prazo. Outros membros vêm até você para tirar dúvidas. Você mentora naturalmente.
IC3 → IC4: Seu impacto vai além do Project que você está liderando. Você define padrões que a venture segue. Você resolve os problemas que ninguém mais consegue. O Venture Lead consulta sua opinião em decisões técnicas.
IC4 → IC5: Seu impacto vai além da sua venture. Você define como shared services funcionam, ou cria padrões que múltiplas ventures adotam. Você é referência da C-137 inteira na sua área.
IC para M1: Você quer e sabe amplificar o trabalho dos outros. Você dá feedback que muda comportamento. Você remove blockers antes que se tornem problemas. Você está disposto a ser accountable pelo resultado do squad, não só pelo seu.
Promoção
Promoções são discutidas no People Committee (CEO + Lead + pelo menos 1 outro lead). Não existe "ciclo de promoção" — quando a evidência está clara, a promoção acontece. Mas o critério é retrospectivo: você é promovido quando já está operando no próximo nível de forma consistente, não quando promete que vai operar.
O Lead é responsável por trazer a recomendação com evidências concretas: Projects entregues, feedback de peers, impacto documentado. O CEO valida.
Promoções são comunicadas no #c137-hq. Transparência de carreira é parte do #DirectByDefault.
Fee por Nível
Cada nível tem uma banda salarial. Dentro da banda: 75% = entrada no nível, 100% = referência, 125% = top performer pré-promoção. O midpoint é benchmarkado contra o top 10% do mercado remoto LatAm para roles equivalentes. Não pagamos pelo custo de vida local — pagamos pelo valor da contribuição. Uma IC3 em Florianópolis ganha o mesmo range que uma IC3 em São Paulo.
As bandas são comunicadas internamente. Não são publicadas externamente, mas qualquer membro pode perguntar qual é a banda do seu nível e onde está dentro dela.
Total compensation (fee + bônus quadrimestral + Venture Pool + phantom equity) mira o top 1% para os melhores performers. O fee sozinho é competitivo. As camadas variáveis são o que diferencia.
2. Cadência de Cerimônias
O ritmo abaixo é o mínimo viável. Cada cerimônia tem um dono, uma duração máxima, e uma consequência se não acontecer.
Princípio 5-Hour Meeting Rule: antes de agendar qualquer call síncrona, calcular o custo real. 5 pessoas × 1 hora = 5 horas de trabalho consumidas. Perguntar: "Isso vale 5 horas de produção? Pode ser resolvido async em um post de 15 minutos?" Se a resposta é sim para async, não vira meeting. Qualquer pessoa pode questionar "isso precisa ser uma call?" sem que seja falta de respeito — é bom senso operacional.
Calls síncronas usam o formato "Speedy Meeting": 25 min em vez de 30, 50 min em vez de 60. O tempo que sobra é buffer para a pessoa respirar entre calls.
Diário
Async Standup (obrigatório) Formato: cada membro posta no canal do squad (Slack) até as 11h no fuso do squad. Não é um status report — o Linear já mostra o que cada pessoa está fazendo. O standup captura o que o Linear não captura: momentum, confiança, e sinais de que algo precisa de atenção.
Três perguntas:
- Qual issue/project avancei e o que descobri? (Progresso real + aprendizados — não "trabalhei no card X")
- Qual é meu nível de confiança de que o Project atual shipa no prazo? (alto/médio/baixo) (Se baixo, diga por quê em uma frase)
- Preciso de alguém? (sim/não) (Se sim, marque a pessoa diretamente — não espere a weekly)
Regras:
- Bloqueios não esperam o standup. Se algo te trava, escala imediatamente no canal ou DM do Lead. O standup é para visibilidade do squad, não para resolver blockers.
- Se o Linear está atualizado e o dia foi execução pura sem novidade, "Execução normal, confiança alta, não preciso de ninguém" é um standup válido. Ninguém precisa inventar drama.
- Se não tem nada para reportar porque não trabalhou, diga isso. Transparência > performance de produtividade.
Dono: cada pessoa é dona do seu update. O Standup Agent monitora compliance — o Lead intervém apenas quando o agent detecta padrão.
Consequência de não postar: o Standup Agent envia DM automático perguntando se está tudo bem. Se virar padrão (3+ vezes em 2 semanas sem aviso), o agent notifica o Lead, que puxa 1:1 de alinhamento.
Update de cards no Linear (obrigatório) Cards devem refletir o status real no fim do dia. Se um card não se move por 2+ dias, o Deadline Agent envia reminder ao owner. Se persiste por 3+ dias, notifica o Lead. Não é micromanagement — é visibilidade automatizada.
Semanal
Squad Sync — Segunda-feira, 25 min max (obrigatório) Formato: call síncrona. O Lead conduz. Conteúdo: o que entra no cycle dessa semana, quem está fazendo o quê, dependências entre membros, riscos identificados. Não é status report — é planning.
Dono: Lead.
Technical Alignment — Quinta-feira, async ou call de 25 min O Lead revisa entregas técnicas em andamento. Code review, arquitetura, qualidade. Pode ser async (comments no PR) ou síncrono se houver discussão relevante.
Dono: Lead.
Weekly Project Update — automático O Lead publica um update por Project ativo direto no Linear. Status, progresso, blockers, health (The Needle: On Track / At Risk / Off Track). Auto-posted no canal do squad via integração Linear → Slack. Todo mundo acompanha progresso sem precisar de meeting adicional.
Quinzenal
Feedback Bidirecional — Sexta-feira Formato: formulário assíncrono ou mensagem estruturada. Builder envia feedback sobre o squad e o Lead (sexta 14h). Lead responde com feedback individual para cada membro (sexta 20h).
Conteúdo mínimo do feedback:
- O que está funcionando bem
- O que precisa melhorar
- Reconhecimento (Clappys — ver seção de cultura)
Feedback crítico deve ser dado rápido, não guardado para a sexta-feira. "Quando você atrasa feedback crítico, você rouba da pessoa a chance de melhorar." O quinzenal é o backstop, não o único canal.
Release Review — Sexta-feira (quando aplicável) Validação interna antes de ir para produção. O squad revisa junto o que está sendo entregue. Funciona como quality gate.
Leads Sync — Quinzenal, 25 min (síncrona) Apenas Leads, sem CEO. Grooming cross-thesis: o que cada squad está construindo que pode impactar outro, oportunidades de reuso de shared services, dependências cruzadas, troca de contexto técnico. Não é decision-making — isso fica na betting table. Isso é preparação e alinhamento lateral.
Dono: Leads (rotativo — um diferente conduz a cada sessão).
Mensal
1:1 Venture Lead ↔ Lead — 45 min Conversa individual. Não é status report — é desenvolvimento, desafios, alinhamento estratégico, e saúde do squad. O Lead traz:
- Progresso das Initiatives e North Star Metric
- Qualquer risco de people (alguém desengajando, conflito, etc)
- Pedidos de recurso ou decisão
1:1 Lead ↔ Builder — 25 min (frequência adaptável) Novo membro: semanal durante os primeiros 45 dias. Após 45 dias: quinzenal. Após 90 dias: mensal. Se em algum momento o membro ou o lead sentir necessidade de aumentar a frequência, aumenta sem burocracia.
O Builder traz:
- Como está se sentindo sobre o trabalho
- O que precisa para ser mais efetivo
- Feedback sobre o squad e a liderança
O Lead traz:
- Feedback direto sobre performance
- Expectativas claras para o próximo período
- Reconhecimento específico (não genérico)
Perguntas fixas em toda 1:1 (template no Notion):
- "O que você precisa para fazer seu trabalho melhor?"
- "O que eu posso fazer melhor como seu lead?"
- "Teve alguma informação que você precisou e não conseguiu encontrar no Notion?"
Heartbeat (Cycle Summary) — async, publicado no Notion No fim de cada cycle, o Lead escreve um resumo: o que foi shipped, o que aprendemos, o que ficou de fora e por quê, o que muda para o próximo cycle. Publicado no Notion, visível para toda a C-137. Substitui o Monthly Review quando o cycle e o mês não coincidem — o Heartbeat é ancorado no ritmo real de entrega, não no calendário.
Social Question Bot — mensal Bot mensal no Slack (#cultura ou #random) com uma pergunta social: "O que você está lendo?", "Experimentou algo novo esse mês?", "Qual foi a última coisa que te inspirou?", "Melhor refeição que você comeu essa semana?" 100% opcional, sem pressão. Serve para manter conexão humana e descobrir quem são as pessoas além do trabalho.
A cada Cycle
Cycle Kickoff — início do cycle (async) No primeiro dia de cada cycle, o Lead publica um post escrito no canal do squad com: o que foi apostado neste cycle, quais Projects entram, quem é DRI de cada um, qual é o appetite (tempo alocado), e o que NÃO entra. Qualquer pessoa pode comentar ou fazer perguntas. Se não está no Kickoff, não entra no cycle.
Radical Deadline Compression aplicada aqui: antes de definir o appetite, perguntar "O que seria necessário para shipar isso em metade do tempo?" O appetite de cada Project no cycle (Shape Up) já serve como deadline — o princípio é sempre questionar se pode ser menor.
Cooldown — 2 semanas entre cycles Após cada cycle de 6 semanas, o squad entra em cooldown de 2 semanas. É o momento dedicado a tudo que não cabe numa aposta shaped: tech debt, refatoração, bugs menores, code review mais profundo, UX polish, melhoria de testes, exploração técnica, small fixes, e pair building cross-squad.
O cooldown é o mecanismo de qualidade da C-137 — não existe dia fixo dedicado a debt durante o cycle. Durante as 6 semanas, o squad está 100% focado nos Projects apostados. Durante o cooldown, o tipo de trabalho muda: o foco é "o que está errado" em vez de "o que está faltando."
O que acontece no cooldown:
- Tech debt e refatoração anotados durante o cycle (label "Cooldown" no Linear)
- Bugs P2 acumulados
- Exploração: spikes técnicos, protótipos, ideias que alguém quer testar antes de virar candidate project
- Atualização de documentação (Notion, READMEs, runbooks)
- Pair building sessions cross-squad
- Heartbeat (cycle summary) — escrito no cooldown enquanto o contexto está fresco
O cooldown não é férias — é trabalho com cadência diferente. O Lead publica uma lista priorizada (async, no canal do squad), e cada membro escolhe o que pegar. Autonomia máxima, expectativa de output se mantém.
Cadência macro: 6+2, 6+2 = 1 quadrimestre. Cada quadrimestre contém exatamente 2 cycles completos (16 semanas). O ano fiscal (abr-mar) contém 3 quadrimestres, totalizando 6 cycles por ano.
Quadrimestral
Culture Check-in — 25 min, síncrono (Venture Lead ou Lead ↔ cada membro) Conversa separada da 1:1 de performance. Foco exclusivo em como a pessoa está se sentindo no time, se os valores da C-137 estão vivos na prática, se algo está incomodando que não aparece nos feedbacks quinzenais. Perguntas-guia:
- Você se sente parte do time ou está operando solo?
- Tem algo na cultura que te incomoda mas você nunca falou?
- O que a gente deveria parar de fazer? O que deveria começar?
- Você consegue tomar decisões no seu trabalho sem precisar esperar aprovação do lead?
Esse check-in pega sinais de desengajamento e erosão cultural antes que virem desligamento. É o mecanismo de early warning mais subestimado que existe.
Initiative Review & Planning — Call de 50 min com CEO + Venture Leads + Leads Review do quadrimestre: como a North Star moveu? Quais Initiatives progrediram, quais travaram, quais precisam pivotar? Em seguida, define novas Initiatives ou ajusta as existentes para o próximo quadrimestre. Cada venture traz seus candidate Projects para a betting table. BLs apresentam métricas consolidadas do portfólio.
Quadrimestral Sync — Call de 50 min com todos (CEO + Business Leads + Venture Leads + Leads + squads) Compartilhamento cross-squad: o que cada tese entregou, o que aprendemos, o que muda. Não é review de performance — é alinhamento e contexto.
Performance Review Individual Avaliação formal da contribuição de cada pessoa. Baseada em dados, não em impressão. Ver seção de KPIs.
Meeting Audit O Lead revisa todas as cerimônias do squad: esta meeting ainda é necessária? Pode ser async? Quais participantes são realmente essenciais? Alguma cerimônia nova surgiu informalmente e deveria ser formalizada? Aplica o 5-Hour Meeting Rule retroativamente.
Cerimônias se acumulam naturalmente. A auditoria previne "meeting bloat" antes que ele mate a produtividade.
Hack Day (1 dia por quadrimestre) Um dia por quadrimestre onde todo mundo para o trabalho regular e constrói algo por conta própria. Pode ser feature, tool interno, protótipo de nova tese, integração, qualquer coisa. Apresentação rápida no final do dia (5 min por pessoa, async vídeo também aceito). Sem julgamento, sem expectativa de produção.
O Hack Day serve três propósitos: gera ideias que às vezes viram projetos reais, dá espaço criativo que o trabalho diário não dá, e cria um momento compartilhado que fortalece o time.
Cadências de Portfólio (Holding)
As cerimônias acima são de squad/venture. Abaixo estão as cadências da holding — onde se decide o que construir, o que matar, e como o portfólio evolui. Mesmo que você não participe diretamente de todas, entender que existem explica por que certas decisões acontecem.
Triagem Idea Box — Semanal, 30 min, Leads Toda segunda, os Leads revisam submissões na Idea Box (Notion). Qualquer pessoa pode submeter uma ideia — a fricção é mínima. A triagem classifica cada entrada pelo PMF Framework: Hair on Fire (cliente já busca solução ativamente, prioridade máxima), Hard Fact (problema aceito como normal, precisa convencer que vale mudar), ou Future Vision (mercado precisa ser criado, C-137 geralmente evita). Regra: mesmo que a ideia proposta seja fraca, se o problema é Hair on Fire + Core AI, explorar soluções alternativas. Priorizar o problema, não a solução.
Betting Table — Bi-semanal, 2h, CEO + Venture Leads + EIRs A cerimônia mais importante do venture builder. Onde se aprovam novas apostas, se decidem transições de stage, e se matam ventures que não passaram nos kill criteria. Funciona como Shape Up adaptado: candidatos a bet são apresentados com thesis fit, acquirer fit score, shared assets, approach (Replacement / Augmentation / Net New), e kill criteria. O exit path é pensado antes de construir.
Portfolio Review — Mensal, 1h, CEO + Business Lead Primeira segunda do mês. Visão consolidada de todas as ventures ativas: MRR, clientes, gross margin, NRR, CAC payback, health status. BLs preparam o material. O objetivo é identificar rapidamente quais ventures performam e quais precisam de intervenção ou kill decision.
EIR Review — Mensal, 1h, CEO + Venture Leads + EIRs Segunda segunda do mês. Foco nas pessoas, não nos números: como cada EIR está performando, o que precisa de suporte, se alguma realocação faz sentido. É o mecanismo que garante que EIRs não fiquem presos em ventures que deveriam ter sido killed.
M&A Intelligence Review — Mensal, 1h, CEO + Leads Terceira segunda do mês. Atualização do mapa de strategic acquirers: novos players, mudanças de estratégia de aquisição, fit scores atualizados. Alimenta a Betting Table com contexto de exit.
Thesis Review — Trimestral, 2h, CEO + Leads Revisão profunda de cada tese do portfólio: TAM atualizado, acquirers mapeados, bets ativas vs. alvo, performance agregada. Pode resultar em nova tese, pivot de tese existente, ou encerramento de tese. Shared Assets Review (1h, Leads + Tech Leads) segue na semana seguinte — quais assets podem ser reusados, quais precisam de investimento.
Kill Decision Meeting — Ad-hoc, 1h, CEO + Venture Lead + Lead Quando uma venture atinge seus kill criteria pré-definidos. Não é negociável adiar. Checklist: documentação de learnings, shared assets preservados, EIR realocado ou desligado, Linear Initiative arquivada, post-mortem documentado. Matar rápido é tão importante quanto construir rápido.
Anual
Annual Offsite (presencial, 3-5 dias) Uma vez por ano, o time inteiro se encontra presencialmente. Agenda intencionalmente leve: algum alinhamento estratégico, mas principalmente tempo desestruturado juntos. Coworking, explorar a cidade, refeições juntos. O objetivo é construir confiança que sustenta o restante do ano remote.
Para time de 6-12 pessoas, uma cidade hub no Brasil funciona. Combinar com o Initiative Review & Planning do T1 ou T3. Quando o time crescer e houver concentração geográfica, considerar coworking meetups nos clusters.
3. Metas e Acompanhamento de Performance
Framework: Initiatives + North Star Metric + Projects
Não usamos OKRs. OKRs criam burocracia de cascateamento, ficam desatualizados no meio do quadrimestre, e forçam métricas artificiais em times que deveriam estar focados em shipping. Em vez disso, usamos o modelo que o Linear pratica internamente e que já se alinha com nosso workflow de bets e Shape Up:
North Star Metric (por venture) — O único número que importa para a venture neste momento. Muda conforme o estágio. Exemplos: Alana Shopping em early-stage pode ser "merchants com integração ativa"; uma venture pós-PMF pode ser "MRR". Cada venture tem apenas uma. Sem exceção.
Initiatives (no Linear) — Goals estratégicos de alto nível. Representam as apostas aprovadas na betting table. Cada Initiative tem um owner (Lead), um target date, e um health status. Não são métricas — são direções.
Projects (no Linear) — A unidade real de planejamento e execução. Cada Initiative contém vários Projects. Cada Project tem escopo definido, DRI atribuído, prioridade (High / Medium / Low / No priority), e issues concretas. Isso é o que o time vê e trabalha no dia a dia.
Project Updates (semanal) — O Lead publica um update por Project ativo, direto no Linear, com The Needle (On Track / At Risk / Off Track). Isso substitui a necessidade de um "goal review" separado — o progresso é visível em tempo real. O CEO e outros Leads podem ver todos os Needles de uma vez (Mission Control view) sem entrar em cada squad.
A hierarquia fica assim:
North Star Metric (por venture)
└── Initiative (aposta estratégica)
├── Project A (workstream com escopo definido) — DRI: [nome]
│ ├── Issue 1
│ ├── Issue 2
│ └── Issue 3
├── Project B — DRI: [nome]
└── Project C — DRI: [nome]
Continuous Planning (em vez de ciclos rígidos de OKR)
Em vez de parar tudo a cada quadrimestre para definir OKRs, usamos continuous planning:
Ideias viram candidate projects o tempo todo — quando um insight de cliente, uma oportunidade técnica, ou uma ideia do time surge, ela é triada e organizada como um candidate project no Linear. Não espera o próximo "planning cycle".
A cada ciclo de Shape Up (6 semanas), revisamos prioridades — quais Projects promover para execução? Quais manter como candidatos? Quais descartar? Isso acontece na betting table, que já existe no workflow.
A cada quadrimestre, revisamos a North Star e as Initiatives — a direção estratégica está correta? A North Star ainda é a métrica certa para este estágio? Alguma Initiative precisa ser adicionada, pausada, ou encerrada?
Isso elimina o "blank page problem" do planejamento quadrimestral. Quando você senta para decidir o que fazer no próximo ciclo, já tem uma lista curada de Projects candidatos esperando.
KPIs do Squad (coletivos)
Cada squad acompanha métricas operacionais que indicam saúde da execução. Não são metas formais — são sinais.
Squad de Produto (ex: AI Commerce)
- Entregas no prazo do cycle (% de Projects completados dentro das 6 semanas)
- Velocidade de ciclo (tempo médio de issue aberta → merged)
- Cobertura de qualidade (% de PRs com review aprovado antes de merge)
- Bugs em produção (tendência — deve cair com cooldown dedicado + Zero-Bug Policy)
- Tech debt resolvido por cooldown (items fechados vs acumulados)
- North Star Metric da venture (a que realmente importa)
Squad de Plataforma (ex: C-137 Platform)
- Uptime dos shared services
- Tempo de onboarding de nova venture (dias de setup inicial → primeiro deploy)
- Issues de infraestrutura escaladas (menos = melhor)
- Reuso efetivo (% das ventures usando shared services vs construindo do zero)
KPIs Individuais (accountability)
Não são metas formais — são sinais de saúde operacional. Medidos automaticamente ou pelo Lead.
Consistência de presença
- Async standup postado no prazo (% de dias)
- Cards atualizados no Linear (% de dias)
- Participação em cerimônias obrigatórias (% de presença)
Entrega
- Issues completadas dentro do cycle commitment
- Qualidade do código (PRs aprovados em first review vs revisions necessárias)
- Blockers escalados proativamente vs descobertos pelo Lead
Colaboração
- Clappys recebidos (reconhecimento dos pares)
- Contribuição em code review de outros membros
- Comunicação proativa em caso de problema
- Participação em Pair Building Sessions (ver seção 9)
Scoring Quadrimestral
A cada quadrimestre, cada pessoa recebe um score baseado em 3 dimensões:
| Dimensão | Peso | Fonte |
|---|---|---|
| Resultado do Squad (North Star + Projects) | 40% | North Star progress + Projects delivered within cycle |
| Entrega Individual | 40% | Issues, qualidade, consistência |
| Cultura & Colaboração | 20% | Clappys, feedback 360, presença |
Scores são calibrados pelo Lead e validados pelo CEO.
| Score | Classificação | Consequência |
|---|---|---|
| 90-100 | Excepcional | Bônus máximo + prioridade para equity/phantom equity |
| 70-89 | Sólido | Bônus proporcional |
| 50-69 | Precisa melhorar | Plano de melhoria de 30 dias + sem bônus |
| <50 | Abaixo do esperado | Conversa séria sobre continuidade |
Performance Rating (Quadrimestral)
Além do score numérico (0-100), cada membro recebe um rating qualitativo no Performance Review quadrimestral. O rating é uma avaliação holística do Lead, validada pelo CEO.
| Rating | Definição | Distribuição esperada |
|---|---|---|
| Excepcional | Impacto desproporcional. Consistentemente opera acima do nível atual. Candidato a promoção. | ~5% do time (cap rígido) |
| Supera Expectativas | Entrega consistente acima do esperado. Impacto claro além do scope individual. | ~25-30% |
| Atende Expectativas | Entrega sólida no nível esperado. Confiável, autônomo, contribui para o squad. | ~55-60% |
| Abaixo das Expectativas | Entregas inconsistentes ou abaixo do nível. Precisa de suporte ativo para melhorar. | ~5-10% |
O cap de ~5% no "Excepcional" existe para evitar inflação de rating. Se todo mundo é excepcional, ninguém é. A disciplina de manter distribuição realista é o que torna o rating significativo. Quando um Lead quer dar "Excepcional" para alguém, precisa justificar com evidência concreta no People Committee.
Rating "Abaixo das Expectativas" por 2 quadrimestres consecutivos aciona automaticamente o Improvement Plan (ver Progressive Discipline).
Bi-Weekly Feedback Template
O feedback quinzenal do membro para o Lead segue esta estrutura. Responda cada pergunta com substância — "tudo bem" ou "nada a dizer" não é aceitável.
Sobre sua entrega:
- Qual foi sua contribuição mais significativa nestas 2 semanas?
- O que ficou abaixo do que você esperava entregar? Por quê?
- Quais foram suas maiores dificuldades e como solucionou?
Sobre o squad:
- Alguém te ajudou de forma significativa? Quem e como?
- Algum processo ou ferramenta está te atrapalhando?
- Algo está impedindo o squad de performar melhor?
Sobre crescimento:
- O que você aprendeu nestas 2 semanas?
- Em que área quer se desenvolver no próximo mês?
Clappys: Distribua até 2 Clappys para colegas que se destacaram (nome + motivo específico).
3.1. Progressive Discipline
Quando a performance não atende ao esperado, o processo é claro, documentado, e justo. Ninguém é pego de surpresa.
Estágio 1: Feedback Direto O Lead identifica o gap e dá feedback direto no 1:1. Específico, com exemplos. "Nos últimos 2 cycles, 3 dos 4 Projects que você liderou atrasaram. O squad está compensando, e isso não é sustentável." Documentado no Notion (nota do 1:1). Prazo para melhoria: próximo quadrimestre.
Estágio 2: Improvement Plan (30 dias) Se após o feedback direto não houve melhoria visível, ou se o rating quadrimestral é "Abaixo das Expectativas" por 2 quadrimestres consecutivos, o Lead formaliza um Improvement Plan escrito.
O Improvement Plan contém: gaps específicos documentados, objetivos mensuráveis para os próximos 30 dias, check-ins semanais com o Lead, e consequência explícita ("se os objetivos não forem atingidos em 30 dias, o caso vai para o People Committee").
O membro assina (ACK) o Improvement Plan. Não é punição — é última oportunidade estruturada.
Estágio 3: People Committee Se o Improvement Plan não foi cumprido, o caso vai para o People Committee (CEO + Lead + 1 outro lead). O Committee decide: extensão do plan (raro, só se houve progresso parcial claro), realocação para outro squad ou role (se o problema é fit, não competência), ou desligamento.
Estágio 4: Offboarding Se o People Committee decide pelo desligamento: comunicação direta e respeitosa, cumprimento das condições contratuais, e processo limpo. Ninguém é humilhado na saída. O Lead comunica ao squad de forma factual, sem drama.
Aceleradores: Algumas situações pulam estágios. Fraude, violação de confidencialidade, assédio, ou abandono de trabalho sem aviso levam diretamente ao People Committee (Estágio 3), sem necessidade de Improvement Plan.
4. Compensação: Partnership, não Emprego
Filosofia
Existe trabalho e existe a obra da sua vida. O tipo de trabalho que tem a sua impressão digital. O tipo que você não aceita fazer pela metade. Que te faz abrir o laptop no domingo porque a ideia não para de te puxar.
Na C-137, você constrói ventures que não existiriam em nenhum outro lugar. Não são projetos de consultoria. Não são features dentro do produto de outra pessoa. São empresas reais, com clientes reais, que resolvem problemas que ninguém mais está resolvendo da forma como nós resolvemos. Ninguém vem para a C-137 para jogar seguro. Vem para que o trabalho represente algo grande.
A compensação é construída para refletir isso. A C-137 opera como partnership: quem constrói, ganha junto quando o negócio cresce. Não existe teto de upside. Quanto mais as ventures crescem, mais todo mundo ganha — inclusive quem está em outra venture, porque fazer parte da rede já te conecta ao sucesso do portfólio inteiro.
A contrapartida é clara: a C-137 exige excelência. A carga de trabalho é alta, a intensidade é real, e espera-se que cada pessoa opere no limite do que consegue entregar. Quem entra sabe no que está entrando. Quem fica, é porque quer construir algo que importa e ser recompensado por isso.
O prêmio por resultado excepcional não é "trabalhar menos." É ganhar mais, e ter construído algo que você pode apontar e dizer: isso existe por minha causa.
Estrutura de Compensação (4 camadas)
Camada 1: Fee Fixo Mensal (estabilidade) A base contratual. Paga contra invoice, primeiro dia útil do mês. Revisada anualmente ou em caso de mudança significativa de escopo.
Cada nível da Career Ladder tem uma banda salarial. Dentro da banda: 75% = entrada no nível, 100% = referência, 125% = top performer pré-promoção. O midpoint é benchmarkado contra o top 10% do mercado remoto LatAm para roles equivalentes, ajustado anualmente. Location-independent: uma IC3 em Florianópolis ganha o mesmo range que uma IC3 em São Paulo.
O fee é o piso. Garante que ninguém se preocupe com subsistência enquanto constrói. Mas não é o que torna a C-137 financeiramente interessante — as camadas 2, 3 e 4 são.
Camada 2: Performance Bonus Quadrimestral (execução) Variável atrelada ao score quadrimestral individual (ver Seção Performance). É o mecanismo que separa "cumprir contrato" de "gerar resultado."
| Score | Bônus base (% do fee mensal) |
|---|---|
| 90-100 | 100% de 1 fee mensal |
| 70-89 | 50% de 1 fee mensal |
| 50-69 | 0% |
| < 50 | 0% |
Multiplicador por nível (aplicado sobre o bônus base):
| Nível | Multiplicador |
|---|---|
| IC1-IC2 / M1 | 1.0x |
| IC3 / M2 | 1.25x |
| IC4+ / M2+ | 1.5x |
Exemplo: IC3 Senior Builder com fee de R$ 20.000 que atinge score 92 recebe bônus de R$ 20.000 × 100% × 1.25 = R$ 25.000 ao fim do quadrimestre.
O bônus é pago no primeiro mês do quadrimestre seguinte, junto com a invoice regular.
Bônus Anual Consolidado: no final do ano fiscal (março), a média dos 3 scores quadrimestrais determina um bônus anual adicional para quem manteve consistência. Piso: média ≥ 70 para ser elegível. O multiplicador por nível também se aplica.
Camada 3: Venture Pool (crescimento compartilhado) A cada quadrimestre, o CEO define pools financeiros que recompensam tanto quem está construindo a venture que está crescendo, quanto quem faz parte da rede C-137 como um todo.
O princípio: estar na venture certa no momento certo deve ser recompensado. Mas fazer parte da C-137, compartilhar infra, conhecimento e cultura, também vale algo.
Pool da Thesis (multiplicador maior). Distribuído entre os membros do squad da venture que gerou resultado. Pool Geral da C-137 (multiplicador menor). Distribuído entre TODOS os membros, independente da venture.
Multiplicadores de distribuição por nível:
| Pool | Nível | Peso |
|---|---|---|
| Pool da Thesis | IC4+ / M2+ | 4x |
| IC3 / M2 | 3x | |
| IC2 / M1 | 2x | |
| IC1 | 1x | |
| Pool Geral C-137 | IC4+ / M2+ | 3x |
| IC3 / M2 | 2x | |
| IC2 / M1 | 1.5x | |
| IC1 | 1x |
O CEO define o tamanho de ambos os pools a cada quadrimestre, considerando: receita das ventures, margem, estágio, cash position, e milestones atingidos. Não é fórmula fixa — é decisão do CEO calibrada pela realidade do negócio. Os pools e a lógica de distribuição são comunicados com transparência.
Ventures pré-receita podem ter pool de thesis baseado em milestones (lançamento, primeiro cliente, PMF signals). Os pools crescem conforme o portfólio cresce.
Camada 4: Phantom Equity (upside de longo prazo) Para membros com contribuição de fundador na venture. Phantom equity é atrelada a evento de liquidez (venda, fundraise, etc). Vesting padrão: 4 anos, cliff de 1 ano.
| Nível / Papel | Range de Phantom Equity |
|---|---|
| M2+ / Venture Lead / EIR | 5-15% |
| IC4+ / M2 com contribuição de fundador | 3-8% |
| IC3 / M1 com contribuição excepcional | 1-3% |
| IC2 com contribuição excepcional | 0.5-1% (caso a caso) |
Rebalanceamento anual: A cada ano fiscal, o phantom equity pode ser ajustado com base na performance. Quem consistentemente supera expectativas pode receber grants adicionais. Quem está abaixo pode ter o vesting pausado. Isso garante que equity flua para quem está gerando valor — não para quem simplesmente permaneceu.
Phantom equity é formalizada por contrato específico de phantom equity/SAR (Stock Appreciation Rights). Funciona como bônus atrelado a evento de liquidez sem criar vínculo societário.
Revisão de Fee
Fees são revisados uma vez por ano, no início do T1 (abril). Critérios:
- Score médio dos últimos 3 quadrimestres ≥ 80
- Promoção de nível na Career Ladder (ajuste automático para a banda do novo nível)
- Benchmark de mercado (se está abaixo da banda, ajusta independente de score)
- Inflação acumulada (IPCA) — a revisão deve considerar poder de compra
Não existe aumento automático. Existe revisão baseada em dados.
O que NÃO oferecemos (e por quê)
Não oferecemos benefícios corporativos tradicionais (VA, VR, plano de saúde). A proposta de valor é diferente: ventures que não existiriam sem você, autonomia real para construí-las, upside financeiro direto quando elas crescem, e a rede de uma venture builder que te expõe a múltiplos negócios simultaneamente.
O que investimos para que todo mundo opere no melhor nível: acesso a ferramentas e plataformas pagas pela C-137 (as melhores do mundo — AI tools, dev tools, design tools), flexibilidade real de horário (async-first, sem horário fixo), Annual Offsite presencial (3-5 dias, empresa paga), Hack Day quadrimestral (tempo para exploração criativa e inovação), e Birthday Off.
5. Cultura na Prática
Os valores da C-137 (#AwesomePeople, #EpicPerformance, #BetaMindset, #DirectByDefault, #TechLovers) estão definidos no início deste handbook. Esta seção define como eles se materializam no dia a dia operacional.
Reconhecimento
Clappy System — Reconhecimento peer-to-peer. A cada feedback quinzenal, cada pessoa distribui até 2 Clappys para colegas que se destacaram. Isso cria visibilidade sobre quem realmente impacta o squad, direto da perspectiva dos pares — não do gestor.
Clappys não têm reward material direto. O reconhecimento é público e registrado — aparece no histórico e alimenta a dimensão "Cultura & Colaboração" do score quadrimestral, que por sua vez impacta o bônus. O caminho do Clappy até o dinheiro passa pela performance, não pelo atalho.
Fast Feedback — Feedback crítico é dado na hora, não guardado para a sexta-feira. "Quando você atrasa feedback crítico, você rouba da pessoa a chance de melhorar." O feedback quinzenal é o backstop, não o único canal.
Feedback bom é específico ("a forma como você refatorou o módulo X economizou 2 dias de trabalho do squad"), honesto ("você travou por 3 dias sem escalar, e isso atrasou a release"), e construtivo ("sugiro que na próxima vez, se travar por mais de 4 horas, poste no canal do squad").
A qualidade do feedback que você dá é tão importante quanto o que recebe. Feedback genérico ("tá tudo bem", "nada a dizer") é pior que não dar feedback. Se alguém consistentemente dá feedback sem substância, o Lead endereça no 1:1.
Comunicação
Low-Context Communication — Ao comunicar por texto, sempre fornecer o máximo de background possível. Assume que a pessoa não tem nenhum contexto. Não diga "sobre aquilo que conversamos" — diga "sobre a decisão de usar Stripe para o checkout da Alana, que discutimos na call de segunda." Em time remote e async, ambiguidade mata velocidade.
ACK Process — Para comunicações que exigem que todo mundo leia (mudança de processo, novo modelo de compensação, decisão estratégica): postar no Slack + pedir reação explícita (emoji 👀 = "li e entendi"). O ACK Agent monitora: sem ACK em 24h, reminder automático no canal. Sem ACK em 48h, DM direto. Ninguém pode dizer "não vi."
HQ Channel — Canal central no Slack (#c137-hq) para announcements que afetam a empresa inteira: novas contratações, mudanças de processo, milestones alcançados, decisões estratégicas, comunicação de Venture Pool quadrimestral. É o canal da C-137 como organização.
Suggestion Box — Canal assíncrono (#improvements no Slack) onde qualquer membro pode sugerir melhorias. CEO ou Leads revisam quinzenalmente e respondem a cada sugestão. Sugestões sem resposta em 2 semanas = falha do processo, não da pessoa que sugeriu.
Disagree and Commit — Todo mundo pode discordar durante a discussão, mas uma vez que a decisão é tomada (pelo DRI, Lead, ou CEO), todos comprometem com a execução. Não existe sabotagem passiva. Se a decisão provar-se errada, o grupo aprende junto — não existe "eu avisei."
JOMO (Joy of Missing Out) — Em time async, é impossível e desnecessário acompanhar tudo em tempo real. Se algo é realmente importante, vai chegar pelo ACK process ou pelo standup. Ninguém precisa estar online o tempo todo, ninguém precisa ler todas as threads.
Quando usar o quê — guia rápido de ferramentas:
| Ferramenta | Use para | Não use para |
|---|---|---|
| Slack | Comunicação do dia a dia, standups, dúvidas rápidas, decisões leves, celebrações, #improvements | Documentação permanente, decisões que precisam de registro, briefs de projeto |
| Linear | Trabalho de produto: issues, projects, cycles, bugs, project updates, DRI tracking | Discussão estratégica de teses, documentação de processos, knowledge base |
| Notion | Documentação permanente, templates, 1:1 notes, Heartbeats, Personal READMEs, Venture Builder System, knowledge base, processos | Comunicação rápida, tracking de execução diária |
| Call (Google Meet) | Decisões complexas que precisam de nuance, 1:1s, pair building, cerimônias com componente sync | Qualquer coisa que pode ser resolvida em texto. Se a call não tem agenda, não deveria existir |
| Comunicação externa (clientes, parceiros, fornecedores), contratos, invoices | Comunicação interna. Se você está mandando email para um colega, use Slack | |
| GitHub | Code reviews, PRs, discussões técnicas sobre implementação específica | Planejamento de produto, decisões de negócio, comunicação geral |
Regra: se a informação precisa sobreviver mais de 1 semana, vai pro Notion ou Linear. Se é efêmero, Slack. Se envolve código, GitHub. Se é externo, email. Se precisa de voz, call — mas documente o resultado em texto depois.
Qualidade como Disciplina
Zero-Bug Policy com SLA — Bugs em produção são prioridade imediata, não vão pro backlog.
| Severidade | Definição | SLA |
|---|---|---|
| P0 | Produto down / data loss | Fix em 4h |
| P1 | Feature core quebrada | Fix em 24h |
| P2 | Bug menor / cosmético | Entra no próximo cycle |
Dashboard semanal de bugs revisado pelo Lead. Debt técnico acumulado é o assassino silencioso da velocidade.
Internal Dogfooding com Feature Flags — Toda feature nova é shippada primeiro atrás de feature flag para o time interno. O squad usa o produto antes de qualquer usuário externo: Ship → internal flag → time testa por 2-3 dias → release para beta users → release geral.
Conexão Humana em Time Remote
Personal READMEs — Cada membro cria um README pessoal (template no Notion): como prefere se comunicar, horários de trabalho, o que te irrita, o que te motiva, como dá e recebe feedback, timezone, interesses fora do trabalho. Usado no onboarding e quando dois membros começam um projeto juntos pela primeira vez.
Coffee Chats — Call informal de 25 min entre dois membros antes de começarem um projeto juntos pela primeira vez, ou entre membros de squads diferentes para construir relações cross-thesis. Não é cerimônia formal — é prática encorajada quando faz sentido.
Pair Building Sessions — Sessões opcionais de 60-90 min onde dois membros resolvem um problema juntos em tempo real (call com screen share). Pelo menos 1x por semana por squad recomendado. Especialmente valioso para onboarding (sênior + novo) e problemas complexos.
Informal Communication Channels — Canais de Slack opcionais: #random, #off-topic, e quaisquer canais temáticos que o time quiser criar. A existência desses canais sinaliza que a empresa valoriza as pessoas como pessoas. Leads dão o exemplo participando.
Functional Cross-Pollination — Quando houver 2+ membros com o mesmo role em squads diferentes, criar um canal de troca (#engineering no Slack). Não é reporting line — é comunidade de prática informal.
Regras Inegociáveis
Regra do "Não Desapareça" Se vai ficar offline, avise no canal do squad antes. Não precisa dar detalhes — só precisa avisar. Desaparecer sem aviso afeta o squad inteiro.
Onboarding e Avaliação Inicial (45 Dias)
Vamos ser diretos: muita gente assume que as primeiras semanas são para "se ambientar". Na C-137, não são. Os primeiros 45 dias são o período de avaliação mais rigoroso que a pessoa vai viver aqui — mais intenso do que qualquer review quadrimestral que venha depois. A velocidade com que alguém absorve contexto, entrega resultado real, e se integra ao squad diz mais sobre fit do que qualquer entrevista.
Cada dia conta. No dia 15 há uma avaliação formal. No dia 45, uma decisão binária de continuar ou não. Não existe margem de cortesia, e não existe "vamos dar mais tempo pra ver." Quem entra na C-137 sabe que está sendo avaliado desde a primeira hora.
Novo membro entra como fulltime desde o dia 1. Full ownership from day 1. Não existe versão leve das primeiras semanas — a versão leve é a saída.
Semana 1 (Dia 1-7): Contexto + Primeira Entrega
O Lead é responsável por:
- Antes da chegada: issue real pronta para o novo membro, acesso a Linear/Notion/Slack configurado
- Dia 1: Papo com CEO (25 min) + Technical Assignment + Squad meeting + leitura do README dos colegas
- Dia 1: Novo membro cria seu Personal README
- Dia 2: Ambiente configurado (clone do template, primeiro deploy). Pode fazer merge em produção com review.
- Dia 2-3: Pair Building Session com membro sênior do squad
- Dia 3-5: Primeira entrega real (issue pequena, fim a fim)
- Dia 7: Check-in com Lead — está entendendo o contexto? Está produzindo?
Se no dia 7 a pessoa não completou nenhuma entrega real, é sinal de fit problem. Melhor endereçar cedo do que arrastar.
Marco de 15 Dias: Primeira Avaliação Formal
O marco de 15 dias não é um "check-in informal." É uma avaliação estruturada onde o Lead confronta dados reais: quantas entregas a pessoa completou, com que qualidade, com quanta autonomia. As perguntas são diretas: a pessoa está entregando no ritmo esperado? Absorveu o contexto da venture e do squad? Opera com autonomia ou precisa de hand-holding constante? A qualidade do output está no nível que o squad precisa?
Se a resposta a qualquer dessas perguntas é "não", o Lead comunica com clareza: "Você tem 30 dias para demonstrar mudança concreta. Se no dia 45 a situação não mudou, encerramos." Sem rodeios, sem ambiguidade. Esse aviso é a oportunidade real — quem leva a sério, corrige. Quem não leva, confirma a decisão do dia 45.
Marco de 45 Dias: Decisão Go/No-Go
No dia 45, Lead e CEO revisam juntos. A decisão é binária: a pessoa fica ou sai. Não existe "vamos dar mais uma chance." Não existe "está melhorando aos poucos." Se em 45 dias a pessoa não demonstrou capacidade de operar no nível da C-137, manter é injusto com o squad inteiro que está compensando. O custo de arrastar uma decisão de fit por mais 30-60 dias é altíssimo — para o squad e para a pessoa.
Se a decisão é "fica", o membro entra na cadência normal: 1:1 quinzenal, feedback quinzenal, performance review quadrimestral. Se a decisão é "não fica", comunicação direta e respeitosa, cumprimento das condições contratuais, e encerramento limpo.
A mensagem no onboarding é explícita: "Os primeiros 45 dias são avaliação mútua — e nós levamos isso a sério. Dia 15 tem avaliação formal. Dia 45 tem decisão de continuidade. Nós avaliamos você, e você avalia a C-137. Aqui a carga de trabalho é alta, buscamos excelência, e distribuímos o resultado financeiro com quem constrói. Se isso te motiva, você está no lugar certo. Se em algum momento perceber que não é, nos diga — é melhor para todo mundo."
Visibilidade de Performance
O progresso das Initiatives e da North Star é público. Heartbeats são visíveis para toda a C-137. Project Health (The Needle) é visível em Mission Control. Scores quadrimestrais são compartilhados com o squad (não o detalhe individual, mas o resultado coletivo e tendências). Venture Pool quadrimestral é comunicado com transparência: tamanho do pool e lógica da distribuição.
Isso cria alinhamento: todo mundo vê o progresso, todo mundo entende a conexão entre resultado e recompensa.
6. Fluxo de Escalação
Quando algo dá errado, o caminho é claro:
Nível 1: Squad resolve internamente Membro trava → posta no canal do squad → colega ou Lead destrava. A maioria dos problemas morre aqui.
Nível 2: Lead intervém Problema persiste por 2+ dias, ou é conflito entre membros, ou é risco para a Initiative. O Lead puxa 1:1 ou squad sync extraordinário.
Nível 3: CEO decide Conflito entre teses (prioridade de shared services), decisão de desligamento, pivô de aposta, ou qualquer coisa que envolva dinheiro ou estratégia.
Regra de ouro: escalar cedo é sinal de maturidade, não de fraqueza. O Lead que escala um problema no dia 2 é mais valioso do que o que "absorve" e entrega tarde no dia 15.
People Committee (Contratação, Desligamento e Processos)
Decisões de pessoas não são unilaterais. Para contratações e desligamentos, existe um comitê mínimo:
Composição: CEO + Lead do squad afetado + pelo menos 1 outro Lead (visão externa).
Quando se reúne:
- Antes de qualquer contratação: para validar que o perfil, o scope, e o fee fazem sentido para a tese
- Antes de qualquer desligamento: para confirmar que o processo foi justo (feedback dado, improvement plan oferecido se aplicável, dados sustentam a decisão)
- Quando há mudança de processo que afeta todos os squads (ex: novo formato de cerimônia, mudança na política de bônus)
Por que isso importa: evita contratação impulsiva, evita desligamento emocional, e cria registro formal de decisões de pessoas. Em um time pequeno, cada contratação ou saída tem impacto desproporcional. O comitê adiciona 30 minutos de governança para decisões que afetam meses de operação.
Filosofia de Contratação (Founder Mode)
A contratação é a decisão mais importante e a mais fácil de errar. A maioria das empresas opera com "presunção de inocência" — procura ausência de fraquezas. Nós operamos com "culpado até prova contrária" — procuramos evidência concreta de excelência. Candidatos precisam provar que são excepcionais, não apenas que não têm red flags.
Start with the results, work backwards to the people. Não comece pela marca no currículo ("trabalhou no Google"). Comece pelo produto: "qual produto eu admiro? Quem construiu? Quem realmente construiu?" É um trabalho de detetive descobrir quem de fato fez o trabalho vs. quem estava no time quando o trabalho foi feito.
CEO como co-contratante. O CEO entrevista todo candidato. Não como etapa final cerimonial — como avaliador ativo. A lógica: se um Lead consegue contratar alguém sem a ajuda do CEO, essa pessoa provavelmente não é boa o suficiente. Num time de 6-12, cada pessoa que entra muda a dinâmica inteira.
Entrevista: a regra dos 2 follow-ups. Nunca aceite a primeira resposta. Peça para elaborar. Depois peça de novo. Na terceira camada, quem não sabe o que está fazendo fica sem detalhes. Quem fez o trabalho de verdade consegue ir fundo indefinidamente.
A abordagem Shackleton. No final do processo de contratação, em vez de vender a C-137 como um lugar incrível, fale sobre por que a pessoa NÃO deveria aceitar: a carga de trabalho é alta, as expectativas são brutais, o CEO está nos detalhes, não existe coast mode, e os padrões de qualidade são altíssimos. Isso resolve dois problemas: filtra quem quer conforto (essas pessoas vão sair em 3 meses de qualquer forma) e atrai quem quer desafio real. As melhores pessoas querem o equivalente do Navy SEALs, não do navy.
Proxy de scaling. Para avaliar se alguém interno está escalando ou não (e se contratações externas são necessárias): quem está fazendo hoje o que deveria fazer daqui a 6 meses está escalando. Quem está fazendo o que deveria estar fazendo agora está on track. Quem está fazendo hoje o que deveria ter feito 6 meses atrás não está escalando — e a tendência quase nunca se reverte.
Always be recruiting. Mesmo sem vaga aberta, o CEO e Leads devem manter uma rede de talentos ativa. Recrutar apenas quando tem vaga cria pipeline de vendas. Recrutar continuamente cria network. A diferença entre contratar rápido e contratar bem é ter o pipeline pronto antes de precisar.
Kill Process (Ventures)
Matar ventures é tão importante quanto criá-las. A C-137 define kill criteria antes de construir — na Betting Table, no momento da aprovação do bet. Se uma venture atinge os kill criteria, o Kill Decision Meeting é convocado (ad-hoc, 1h). Não existe "mais um mês para ver se melhora."
Stages de uma venture:
Shaping → Building → Validation → Traction → Growth → (Exit ou Killed)
Timelines de referência: 2 semanas (ideia → MLP), 4 semanas (MLP → 10 clientes), 6 semanas (10 → R$100k MRR path). Total: 12 semanas até sinais claros de traction. Se na semana 12 não há sinais, a conversa de kill começa.
Essas timelines não são absolutas, mas são a referência contra a qual medimos velocidade. Se um Builder ou Lead acha que "estamos indo bem" mas a venture está na semana 10 sem MLP, a timeline resolve a ambiguidade.
Checklist de Kill:
- Kill Decision Meeting realizado com CEO + Venture Lead + Lead
- Learnings documentados no database de Apostas
- Shared assets identificados e preservados para futuras ventures
- EIR realocado para outra tese ou desligado
- Linear Initiative arquivada
- Post-mortem documentado e compartilhado com o time
O post-mortem não é blame — é aprendizado. Todo kill gera insights que melhoram a próxima aposta. A C-137 que mata rápido e aprende é mais valiosa que a que mantém ventures zumbis por medo de admitir o erro.
7. Políticas
Time-Off
A C-137 não controla horário e não funciona como CLT. Mas descanso é obrigatório — não como benefício, mas como requisito de performance. Ninguém opera no máximo por 12 meses seguidos sem pausar.
Descanso anual: 20 dias corridos por cada 12 meses de contrato. Pode ser fracionado (mínimo 5 dias corridos por vez). Antecipação permitida até metade (10 dias) após 6 meses de contrato.
Coordenação: Registre via Time-off Agent com pelo menos 2 semanas de antecedência. Não precisa justificar. O agent verifica conflitos automaticamente. Se dois membros do mesmo squad querem o mesmo período, resolva entre vocês — se não resolver, o agent escala.
Feriados: Irrelevantes. Não controlamos dias ou horários. Se quer trabalhar no Natal e folgar em fevereiro, faz sentido para você. Se quer folgar no Natal, também. O que importa é que o squad saiba quando você não está disponível.
Fim de ano (23/dez a 01/jan): A C-137 opera em modo reduzido. Não conta dos 20 dias. Você só será acionado se for realmente necessário. Se você é liderança, use esse período para builder mode de verdade — é o momento mais silencioso do ano para pensar, prototipar, e trabalhar no que normalmente não cabe no dia a dia.
Birthday Off: Dia de folga no mês do seu aniversário. Escolha qualquer dia útil do mês. Avise o squad com 1 semana de antecedência. Não desconta dos 20 dias.
Licenças especiais: Situações como licença médica, luto, licença parental, ou emergências pessoais serão analisadas caso a caso com o máximo de empatia e bom senso. Não temos uma tabela rígida de dias porque cada situação é diferente. O que garantimos: ninguém vai ser penalizado por precisar de tempo para cuidar da saúde, da família, ou de si mesmo. Registre o pedido via Time-off Agent assim que possível — quanto antes o sistema registrar, melhor conseguimos reorganizar o squad e te dar o suporte necessário. Para licenças mais longas (acima de 5 dias), alinhamos um plano de cobertura para que o squad não fique descoberto e você não volte com acúmulo.
Equipment
A C-137 é remote-first e opera com contractors. Cada pessoa é responsável pelo seu equipamento de trabalho.
O que a C-137 fornece: acesso a todas as ferramentas e plataformas necessárias (Claude, Cursor, Vercel, Linear, Notion, Slack, Figma, e qualquer outra ferramenta aprovada). Sempre as melhores ferramentas do mundo — sem economizar em software.
Se você precisa de uma ferramenta ou plataforma que a C-137 não fornece atualmente, proponha no #improvements. Se faz sentido, aprovamos e adicionamos ao stack.
Specs mínimos recomendados:
| Perfil | Processador | RAM | Armazenamento |
|---|---|---|---|
| Tech (dev, data) | Apple M2+ ou equivalente | 16GB+ | 512GB SSD+ |
| Non-tech (design, ops, growth) | Apple M1+ ou equivalente | 8GB+ | 256GB SSD+ |
Se seu equipamento atual não atende aos specs mínimos e isso está impactando sua produtividade, abra um pedido via #improvements. Avaliamos caso a caso.
Expense Policy
Princípio: mesma política para todos os níveis, incluindo CEO. Se quer upgrade pessoal (classe executiva, hotel melhor), paga a diferença do próprio bolso. A C-137 cobre o necessário, não o luxuoso.
Viagens a trabalho (quando aplicável):
- Passagem aérea: classe econômica, tarifa mais eficiente disponível
- Hospedagem: até R$ 350/noite (mercados caros como SP/Rio podem ser ajustados)
- Alimentação: até R$ 80/dia (contra comprovante)
- Transporte local: Uber/táxi com comprovante
Annual Offsite: Todas as despesas cobertas pela C-137 (passagem, hospedagem, alimentação, atividades). O orçamento é comunicado antes.
Reembolso: Envie comprovantes (NF/recibo) via canal combinado. Reembolso processado junto com a próxima invoice. Sem comprovante = sem reembolso. Sem exceção.
Segurança
Segurança de dados é obrigação de todos. Como remote-first com acesso a código, dados de clientes, e propriedade intelectual de múltiplas ventures, a superfície de ataque é ampla. Cada membro é um vetor potencial.
Obrigatório para todos (dia 1):
- 2FA ativado em todas as ferramentas (Slack, GitHub, Linear, Notion, Google, etc)
- Password manager (1Password, Bitwarden, ou equivalente) — senhas únicas por serviço
- Disk encryption ativado no laptop (FileVault no Mac, BitLocker no Windows)
- Tela bloqueada quando longe do computador — mesmo em casa
Obrigatório para Tech:
- Nunca commitar secrets, API keys, ou credenciais no repositório
- Usar variáveis de ambiente para configuração sensível
- SSH keys em vez de passwords para Git
Se perder ou tiver equipamento roubado: Reporte imediatamente no canal #security (mesma hora). Acessos serão revogados antes de qualquer outra coisa.
Código de Conduta
A C-137 é um ambiente de alta performance, com feedback direto e comunicação franca. Isso não é licença para desrespeito. A linha é clara:
Tolerância zero para: assédio (sexual, moral, ou qualquer forma), discriminação por raça, gênero, orientação sexual, religião, nacionalidade ou qualquer outra característica pessoal, bullying ou intimidação, retaliação contra quem reporta problemas.
Como reportar: DM no Slack ou email para o CEO ou qualquer Lead. Se o problema envolve seu Lead direto, escale para outro Lead ou para o CEO. Reports são tratados com confidencialidade e investigados. Retaliação contra quem reporta é tratada com a mesma gravidade que a ofensa original.
Conflitos de trabalho (discordâncias técnicas, prioridades, estilo de comunicação) são normais e esperados. Resolve-se via Disagree and Commit, 1:1, ou escalação ao Lead. Conflito produtivo é saudável. Conflito pessoal é inaceitável.
Moonlighting
Trabalho paralelo é permitido, com regras claras.
Permitido sem aviso: freelance/consultoria em áreas que não competem com nenhuma venture da C-137, projetos open-source, atividades acadêmicas ou de ensino.
Permitido com aviso prévio ao CEO: trabalho que envolve mais de 10h/semana, projetos em áreas adjacentes às teses da C-137 (para evitar conflito de interesse), advisory boards de outras empresas.
Proibido: trabalho direto para concorrentes de qualquer venture do portfólio, uso de propriedade intelectual da C-137 em projetos externos, qualquer atividade que comprometa sua disponibilidade ou performance.
Regra de ouro: se você não teria problema em contar para o CEO no café, está liberado. Se sentiria desconforto, pergunte antes.
Social Media & Representação Pública
A C-137 opera com múltiplas ventures, propriedade intelectual sensível, e parcerias estratégicas. O que qualquer membro publica online pode impactar a reputação de toda a organização e do portfólio. Isso não é paranoia corporativa — é realidade de um mundo onde qualquer post vira screenshot.
LinkedIn e perfis profissionais: Somente após aprovação no período de experiência (45 dias) você pode adicionar a C-137 ou qualquer venture do portfólio ao seu perfil. Antes disso, não associe publicamente. Depois, pode colocar cargo e empresa — sem detalhes de stack, arquitetura, projetos internos, ou métricas.
Proibido sem autorização explícita do CEO: compartilhar detalhes de stack tecnológico, arquitetura, ou infraestrutura de qualquer venture em qualquer plataforma (LinkedIn, Twitter/X, blog pessoal, fórum, GitHub público, conferência). Divulgar métricas de negócio, número de usuários, receita, ou qualquer dado interno. Falar publicamente em nome da C-137 ou de qualquer venture (entrevistas, podcasts, posts opinativos sobre a empresa).
Perfil pessoal público: Você é livre para ter opinião sobre qualquer assunto. Mas se seu perfil é público e identificável como membro da C-137, evite entrar em temas politicamente sensíveis, polêmicas de internet, ou debates que possam ser associados à empresa. Não porque censuramos opinião — mas porque a associação é inevitável e o risco é desnecessário. Na dúvida: perfil privado resolve.
Quem pode falar pela C-137: CEO para posicionamento institucional. Venture Leads para suas respectivas ventures, com alinhamento prévio. Ninguém mais, a menos que explicitamente designado.
Regra de ouro: se você publicaria aquilo no #c137-hq sem problema, provavelmente está ok. Se não publicaria, não publique fora.
Learning & Development
Aprendizado contínuo não é um benefício — é pré-requisito para trabalhar direito na C-137. Nosso DNA #BetaMindset não é só sobre iterar produto. É sobre iterar a si mesmo. Quem para de aprender para de entregar resultado em meses, não em anos.
A C-137 investe seriamente em educação. Temos budget dedicado e um programa formal de desenvolvimento. Já financiamos mestrado, pós-graduação, cursos de idiomas, especializações técnicas, e certificações profissionais. Não é exceção — é prática recorrente.
Como funciona: Proponha com uma justificativa simples: o que é, quanto custa, quanto tempo leva, e como isso se conecta com o que você faz aqui. Não existe orçamento fixo por pessoa — cada caso é avaliado pelo mérito. Coisas pequenas (curso de $50, livro, ferramenta de estudo) são aprovadas rápido. Investimentos maiores (pós-graduação, programa de meses) exigem conversa mais detalhada e normalmente estão atrelados a permanência mínima.
Conferências e eventos: Avaliados caso a caso. Se você vai apresentar ou representar a C-137/venture, a empresa cobre. Se é para desenvolvimento pessoal, avaliamos junto com o budget de L&D.
Expectativa em troca: Quem recebe investimento em educação compartilha o aprendizado com o time. Pode ser um post no Slack, uma sessão de 30 min, ou documentação no Notion. Conhecimento que fica na cabeça de uma pessoa não escala.
8. Ciclo Anual Completo
Por que o ano fiscal vai de Abril a Março
A C-137 adota o ano fiscal de 1º de abril a 31 de março, dividido em 3 quadrimestres de 16 semanas cada. Não é arbitrário — é uma decisão operacional baseada em como o Brasil realmente funciona e em como nossos cycles se encaixam.
O calendário convencional (janeiro-dezembro) tem um problema estrutural: janeiro é mês de retorno lento, fevereiro tem Carnaval, e dezembro morre com festas e férias coletivas. Você perde meses inteiros para sazonalidade.
Com o ano fiscal começando em abril, ganha-se três coisas concretas:
Planejamento estratégico acontece em março — quando o time está presente, focado, e já passou o período de festas e férias. Em vez de competir com dezembro (quando ninguém está prestando atenção) ou janeiro (quando todo mundo está voltando), o planning anual acontece no momento de maior clareza mental do ano.
T1 fiscal (abr-jul) é quadrimestre produtivo real — ninguém está de férias, não tem feriado prolongado relevante, e o time entra no ano já com momentum. Compare com tentar arrancar em janeiro com metade do time ainda retornando.
T3 fiscal (dez-mar) absorve a sazonalidade — dezembro é o primeiro mês do T3, não o final do ano. O impacto das festas é diluído no início de um quadrimestre, com 3 meses de execução plena pela frente (jan-mar). E o Annual Review + Offsite acontecem em março, quando é possível refletir sobre o ano inteiro com lucidez.
Esse modelo é usado por UK, Japão, Índia e Austrália. No contexto de venture builder, tem um benefício adicional: o reporting para LPs segue a mesma cadência quadrimestral, desalinhado do calendário corporativo convencional — menos competição por atenção de investidores no mesmo período que todo mundo está fazendo annual review.
Encaixe matemático perfeito: cada quadrimestre = 2 cycles de Shape Up (6 semanas build + 2 semanas cooldown = 8 semanas × 2 = 16 semanas = 4 meses). O ano fiscal contém exatamente 6 cycles, sem semana órfã, sem sobra.
Calendário
Com continuous planning, não existe um "big bang" quadrimestral. Candidate Projects são triados e priorizados o tempo todo. Os momentos quadrimestrais existem para revisar a direção estratégica, não para começar do zero.
| Mês | Cerimônia Especial | Foco |
|---|---|---|
| Abril | Início do Ano Fiscal + Initiative Review T1 | North Star review anual (já definida no Offsite de março) entra em execução. Betting table T1. |
| Maio | — | Execução (cycle 1 build) |
| Junho | — | Execução (cycle 1 cooldown → cycle 2 build) |
| Julho | T1 Review + Performance Review + Hack Day | Avaliação T1 + bônus T1 + Meeting Audit + dia de exploração criativa |
| Agosto | Initiative Review T2 | Ajuste de Initiatives + betting table T2 |
| Setembro | — | Execução (cycle 3 build) |
| Outubro | — | Execução (cycle 3 cooldown → cycle 4 build) |
| Novembro | T2 Review + Performance Review + Fee Review Anual + Hack Day | Avaliação T2 + bônus T2 + Meeting Audit + revisão de compensação (efetiva a partir de abril seguinte) |
| Dezembro | Initiative Review T3 | Ajuste de Initiatives T3. Sazonalidade de festas absorvida no início do quadrimestre. |
| Janeiro | — | Execução (cycle 5 build) |
| Fevereiro | — | Execução (cycle 5 cooldown → cycle 6 build) |
| Março | T3 Review + Performance Review + Annual Review + Annual Offsite + Hack Day | Avaliação T3 + bônus T3 + retro anual + planejamento do próximo ano fiscal + time presencial |
9. Implementação: Onde Vive Cada Coisa
| Componente | Ferramenta | Detalhe |
|---|---|---|
| North Star + Initiatives | Linear (Initiatives) + Notion | Initiatives no Linear com health status; North Star trackeada no Notion (Venture Builder System) |
| Issues, Projects e Cycles | Linear | Projects = unidade de planejamento com DRI; Issues = trabalho diário; Cycles = sprints de execução |
| Project Health (The Needle) | Linear | Status field em cada Project: On Track / At Risk / Off Track — atualizado semanalmente |
| Candidate Projects (backlog) | Linear | Projects com status "Backlog" ou sem prioridade — triados continuamente |
| Project Updates | Linear → Slack | Lead publica semanal; auto-posted no canal do squad |
| Bug Dashboard + SLAs | Linear | Label "Bug" + Priority P0/P1/P2; dashboard semanal revisado pelo Lead |
| Cooldown issues | Linear | Label "Cooldown" — issues anotadas durante o cycle para serem endereçadas no cooldown |
| Async standup | Slack | Canal do squad, Standup Agent monitora compliance |
| Standup Agent | Slack bot | DM automático para quem não postou; detecta padrões (3+ faltas) e notifica Lead |
| Deadline Agent | Linear + Slack bot | Monitora cards parados 2+ dias; escalation automático ao Lead em 3+ dias |
| Feedback Agent | Slack bot | Compila feedback quinzenal, envia reminders, consolida respostas |
| ACK Agent | Slack bot | Monitora reações em posts críticos; follow-up automático em 24h/48h |
| Metrics Agent | Linear + Notion | Coleta automática: cycle time, deployment frequency, standup compliance, card health |
| Invoice Agent | Slack + Notion DB | Monitora recebimento, valida formato, encaminha para processamento, confirma pagamento |
| Expense Agent | Slack + Notion DB | Recebe submissions, valida comprovante + policy, aprova automático ou escala |
| Time-off Agent | Slack + Notion DB | Registra pedidos, verifica conflitos, confirma ou escala, mantém saldo |
| Onboarding Agent | Slack + Notion + Linear | Dispara checklist automatizado para novos membros, tracked de conclusão |
| Contract Agent | Notion DB | Monitora vigência, alerta 30 dias antes, compila dados para renovação |
| Feedback quinzenal | Slack ou Notion form | Estruturado, não free-form |
| Clappys | Slack bot | Canal de cultura, bot "Give Recognition" — reconhecimento puro, alimenta score quadrimestral |
| Social Question Bot | Slack | Bot mensal em #random ou #cultura (Donut/Geekbot) |
| Announcements | Slack (#c137-hq) | Canal central para comunicações que afetam toda a empresa |
| Process Improvements | Slack (#improvements) | Sugestões de processo — revisado quinzenalmente |
| Informal channels | Slack (#random, #off-topic, etc) | Canais opcionais de conexão humana |
| Functional channels | Slack (#engineering, etc) | Comunidade de prática cross-squad (quando aplicável) |
| 1:1 notes | Notion | Página privada por pessoa, histórico acumulado, perguntas fixas no template |
| Personal README | Notion | Template por membro, criado no onboarding |
| Score quadrimestral | Notion | Dashboard por pessoa, alimentado pelo Lead |
| Culture Check-in notes | Notion | Página privada por pessoa, quadrimestral |
| Cycle Kickoff | Slack (canal do squad) | Post escrito no início de cada cycle |
| Heartbeat (Cycle Summary) | Notion | Publicado no espaço do squad, visível para toda C-137 |
| Leads Sync | Linear + Call | Quinzenal, grooming cross-thesis |
| People Committee | Notion | Registro de decisões de contratação/desligamento |
| CEO Review Cadence | Linear + Notion | Cadência de review por área (semanal/quinzenal/mensal/quadrimestral) — ver Seção 1 |
| Talent Pipeline | Notion DB | Rede de talentos ativa, sempre atualizada — even sem vaga aberta |
| Templates | Notion | Cycle Kickoff, Heartbeat, 1:1, Performance Review, Personal README, Betting Table record, Onboarding checklist, CEO Review cadence |
| Fee, bônus, Venture Pool e invoices | Planilha ou Notion DB | Confidencial, visível só para CEO. Pool comunicado ao squad quadrimestralmente. Invoices no 1º dia útil |
| Career Ladder tracker | Notion | Dashboard por pessoa: nível atual, banda salarial, próximo nível, gaps identificados |
| Triagem Idea Box | Notion (Idea Box DB) | Semanal, Leads revisam submissões e classificam por PMF Framework |
| Betting Table | Notion + Call | Bi-semanal, CEO + Venture Leads + EIRs. Registro de decisões no Venture Builder System |
| Portfolio Review | Notion + Call | Mensal, CEO + Business Lead. Dashboard consolidado de ventures no Venture Builder System |
| EIR Review | Notion + Call | Mensal, CEO + Venture Leads + EIRs. Tracking de performance e realocação |
| M&A Intelligence Review | Notion (Strategic Acquirers DB) + Call | Mensal, CEO + Leads. Atualização de fit scores |
| Thesis Review | Notion (Thesis Portfolio DB) + Call | Trimestral, CEO + Leads. Revisão profunda de teses |
| Kill Decision | Notion (Apostas DB) | Ad-hoc. Registro obrigatório: learnings, shared assets, post-mortem |
| Venture Stages | Notion (Apostas DB) | Shaping → Building → Validation → Traction → Growth → Exit/Killed. Checklists de transição por stage |
| Performance Rating | Notion | Registro quadrimestral: score + rating qualitativo |
| Improvement Plan | Notion | Template: gaps + objetivos 30 dias + check-ins semanais + consequência |
| Bi-Weekly Feedback | Notion form ou Slack | Template com 8 perguntas estruturadas + Clappys |
| Expense Reports | Notion DB | Comprovantes + aprovação. Reembolso na próxima invoice |
| Time-off Tracking | Notion DB | Registro de dias usados/disponíveis por membro |
10. Fontes e Inspirações
Este modelo absorve práticas de dez fontes com culturas e filosofias compatíveis com a C-137:
Founder Mode (Paul Graham + Brian Chesky/Airbnb) — Coexiste com Managers of One. Venture Lead nos detalhes do produto, review cadence, skip-level como norma, co-hire, functional org, deep dives. Filosofia de contratação: "guilty until proven innocent", abordagem Shackleton, always be recruiting.
Linear (99 pessoas, 15+ países) — Cooldown entre cycles, zero-bug policy com SLAs, weekly written updates, hack weeks, rotating project leads, dogfooding com feature flags, annual offsite.
PostHog (~100 pessoas, full remote) — Small teams como startups, management spread thin, "make yourself obsolete", 1:1s adaptáveis, functional cross-pollination.
Basecamp/37signals (~70 pessoas, remote-first) — Heartbeats, cycle kickoffs, The Needle, 5-hour meeting rule, managers of one, JOMO, disagree and commit.
GitLab (1.600+ pessoas, all-remote) — DRI, handbook-first, meeting audit, ACK process, low-context communication, personal READMEs, coffee chats, suggestion box.
Vercel (~175 pessoas, remote-first) — Iterate to Greatness, radical deadline compression, full ownership from day 1, pair building sessions, fast feedback.
BTG Pactual (maior banco de investimento da América Latina) — Partnership culture escalável: Player-Coach model (gestores mantêm craft ativo), Performance Rating com forced distribution (~5% cap em "Excepcional"), equity rebalancing anual por performance, bonus pool como % de receita, expense policy igualitária (CEO = junior), grow-your-own-talent (90%+ promoção interna), deferral de ganhos para retenção.
Google/Amazon Engineering Levels — Framework de Career Ladder com tracks separados para IC e Management. Progressão por scope de impacto (issue → project → venture → portfólio), não por tempo de casa. Equivalências de mercado para calibrar seniority e compensação.
Rocket Internet — Provou que venture building escala (100+ empresas, Zalando, HelloFresh, Lazada). Tech platforms por vertical, IT service centers, analytical excellence, business infrastructure pré-constituída, people machine (pipeline de empreendedores de execução). Colapsou porque escalava linearmente com headcount. A C-137 tem o mesmo playbook mas com custo marginal próximo de zero porque cada camada da plataforma é software, não pessoas.
Stanford University (PMF Framework) — Classificação de oportunidades por tipo de mercado: Hair on Fire (cliente busca ativamente), Hard Fact (problema aceito como normal), Future Vision (mercado precisa ser criado). Usado na triagem da Idea Box e na Betting Table para priorizar bets.
11. Glossário
| Termo | Significado |
|---|---|
| ACK (Acknowledge) | Confirmação explícita de que leu e entendeu uma comunicação. Feito via emoji 👀 no Slack |
| Aposta (Bet) | Uma nova venture ou produto que a C-137 decide construir, com recursos alocados e timeline definido |
| Betting Table | Cerimônia bi-semanal onde CEO + Leads decidem quais apostas avançam, pausam ou morrem |
| Clappys | Sistema de reconhecimento peer-to-peer via Slack. Alimenta o score quadrimestral de cultura |
| Cooldown | Período entre cycles para respirar: resolver débito técnico, fazer melhorias, documentar, e atacar issues acumuladas |
| Cycle | Sprint de execução no Linear (tipicamente 6 semanas). Unidade básica de ritmo de entrega |
| DRI (Directly Responsible Individual) | A pessoa responsável pelo outcome de um Project. Uma pessoa, não um grupo |
| EIR (Entrepreneur in Residence) | Empreendedor alocado na C-137 para liderar a construção de uma venture específica |
| Feature Flag | Mecanismo que permite ativar/desativar features em produção sem deploy. Usado para dogfooding interno |
| Forced Distribution | Modelo de rating onde no máximo ~5% do time pode receber "Excepcional" por quadrimestre |
| Hair on Fire | Tipo de mercado no PMF Framework onde o cliente está buscando ativamente uma solução |
| Hard Fact | Tipo de mercado onde o problema existe e é aceito como normal (as pessoas convivem com ele) |
| Heartbeat | Resumo escrito no fim de cada cycle: o que foi shippado, aprendizados, o que ficou de fora |
| Idea Box | Database no Notion onde qualquer membro pode submeter ideias de novas ventures ou produtos |
| Improvement Plan | Plano formal de 30 dias para membros com performance abaixo do esperado |
| Initiative | Objetivo estratégico de alto nível no Linear, ligado à North Star Metric de uma venture |
| JOMO (Joy of Missing Out) | Filosofia de que não é necessário acompanhar tudo em tempo real em time async |
| Kill Decision | Decisão de encerrar uma venture ou aposta. Requer post-mortem e documentação de learnings |
| Lead (Venture Lead) | Líder de uma thesis area ou venture. Responsável pelo squad e pelos outcomes da venture |
| Low-Context Communication | Prática de sempre fornecer contexto completo em comunicações escritas |
| Managers of One | Filosofia de que cada membro gerencia a si mesmo: prioriza, executa, e comunica sem precisar de cobrança |
| North Star Metric (NSM) | A métrica que melhor indica que uma venture está no caminho certo. Uma por venture, não uma por squad |
| People Committee | Reunião ad-hoc entre CEO + Leads para decidir contratações, promoções e desligamentos |
| Personal README | Documento pessoal de cada membro: como se comunica, horários, preferências, timezone |
| Player-Coach | Modelo onde líderes mantêm craft ativo (codam, designam, vendem) além de liderar |
| PMF Framework | Framework de Stanford para classificar oportunidades: Hair on Fire, Hard Fact, Future Vision |
| Project | Unidade de planejamento no Linear. Cada Project tem um DRI, deadline, e health status |
| Score Quadrimestral | Avaliação de performance a cada 4 meses, combinando métricas quantitativas e avaliação qualitativa |
| Shape Up | Metodologia de desenvolvimento (Basecamp): shaped work → betting table → cycle de execução |
| Squad | Time dedicado a uma thesis area. Tipicamente 3-6 pessoas lideradas por um Venture Lead |
| The Needle | Indicador visual de health de cada Project: On Track (verde), At Risk (amarelo), Off Track (vermelho) |
| Thesis | Tese de investimento da C-137 — uma área de mercado onde acreditamos que AI-first pode vencer |
| Venture Builder System | Sistema no Notion que gerencia o portfólio: teses, apostas, Idea Box, strategic acquirers |
| Venture Pool | Percentual de equity ou upside de ventures alocado ao time, distribuído por performance |
Changelog
Esta é a v3.0 pública do Culture & Operations Handbook da C-137 Labs. Versões anteriores existiam como documentos internos fragmentados, práticas orais, e decisões acumuladas ao longo do tempo. Esta é a primeira vez que consolidamos tudo em um único documento estruturado.
v3.0 — Fevereiro 2026 (esta versão)
Primeira publicação oficial. Consolida em um único documento: missão e DNA da C-137, modelo operacional completo (Shape Up + cycles + agents), estrutura de papéis e Career Ladder (IC1-IC6, NT1-NT5, M1-M4), cadência de todas as cerimônias (squad e portfólio), sistema de metas e performance (Initiatives + NSM + Projects + score quadrimestral), modelo de compensação (fee + bônus + Venture Pool + partnership), cultura na prática (comunicação, qualidade, conexão humana, onboarding de 45 dias), fluxo de escalação e People Committee, políticas completas (time-off, licenças especiais, equipment, expenses, segurança, código de conduta, moonlighting, social media, L&D), ciclo anual, mapa de implementação (ferramentas + agents), e glossário de termos.
*Próxima revisão planejada: Q2 FY26 (Jul-Set 2025) ou quando houver mudança estrutural relevante.*
*C-137 Labs · Culture & Operations Handbook v3.0* *Founder Mode nas ventures. Partnership culture. A obra da sua vida.* *Absorve práticas de Airbnb/Chesky, Linear, PostHog, Basecamp/37signals, GitLab, Vercel, BTG Pactual, Google/Amazon Engineering Levels, Rocket Internet e Stanford University.* *Este é um documento vivo. Se algo aqui não funciona na prática, muda.*
Company Handbook
Why this document exists
This handbook is not wall decoration. It is a bilateral contract between you and C-137 Labs.
It defines who we are, how we operate, what we expect from you, and what you can expect from us. If something here does not make sense in practice, it is a bug — and we fix bugs fast.
Read it carefully. Not because it is mandatory, but because it is the fastest way to understand if this is the right place for you.
What C-137 Labs is
We are an AI-First venture builder. We create, fund, and operate technology companies from scratch — in markets that already exist, with models that do not exist yet.
We are not an agency. We are not a software house. We are not an accelerator. We are operating partners: we bring capital, product, technology, and go-to-market. We share risk and reward.
Our model works because we combine three things that rarely coexist: startup speed, investment fund discipline, and shared venture builder infrastructure.
Who C-137 is for — and who it is not for
This is a high-performance environment with real autonomy. That means it works very well for some people and very poorly for others. Neither is a defect.
C-137 is for you if you function well with ambiguity. You do not need someone telling you exactly what to do — you need context and space to solve things. You would rather ask for forgiveness than permission, but you have enough good judgment to know when you need to align beforehand. You are bothered by mediocre work — your own, especially. And you understand that direct feedback is not aggression, it is respect.
C-137 is probably not for you if you need rigid processes and constant supervision to deliver. You avoid conflict even when it is necessary. You treat deadlines as suggestions. Or you prefer environments where the pace of change is low and predictable.
Neither of these profiles is wrong. But cultural fit is as important as technical competence, and we are honest about that from day zero.
Our DNA
#AwesomePeople — Autonomous, curious people who raise the bar for the team. In practice: you do not wait for instructions, you seek context and act. When you see something wrong, you fix it instead of pointing it out. When a colleague is stuck, you help instead of ignoring it. We do not hire to fill a seat — we hire people who make the entire team better. If you are the weakest person on the squad, either you grow fast or you do not stay.
#EpicPerformance — Real autonomy with real accountability. In practice: your Lead will not chase you for progress if you are delivering. They will if you are not. The metric is results, not activity. Status meetings without decisions are waste. An updated card without real progress is theater. Performance is measured by output, not by presence.
#BetaMindset — Constant growth, fail fast, learn faster. In practice: ship imperfect v1 > plan perfect v3. Feedback is a gift, not aggression. Post-mortems without blame — the goal is to learn, not to punish. If you are not uncomfortable with the speed, you are probably too slow.
#DirectByDefault — Direct communication is the default, not the exception. In practice: if you have a problem with someone, tell the person — not Slack, not a third party, not the CEO before trying to resolve it directly. Feedback is given in the moment, not accumulated for the quarterly. Bad news is communicated fast — a negative surprise is the worst thing you can give the team. What does not exist is politics, triangulation, or passive-aggressive communication.
#TechLovers — Replace service with software, replace human with agent. In practice: if you are doing manually something an AI can do for you, you are working wrong. We use MCP integrations, Claude, automations — your time is for thinking, deciding, and creating. If your first instinct is to open a spreadsheet and fill in cell by cell, stop and ask: "how would an AI do this in 10 seconds?" The C-137 platform exists so that each new venture costs less than the previous one.
What we expect from you
Deliver what you agreed to, by the deadline you agreed to. Deadlines are defined jointly, but once agreed upon, they are real commitments. If you will be late, notify before — never after.
Communicate proactively. Keep your issues in Linear updated. Respond on Slack within one shift. If you are stuck, ask for help. If you finished early, pick up the next task. Silence is not a sign of productivity — it is a sign of risk.
Deliver yours first. Your primary responsibility is what you agreed to deliver. Before getting involved in someone else's work, make sure yours is on track. Helping is welcome — but never as an excuse for not having delivered your own. If yours is on schedule and you see someone stuck, then yes: offer help. The order matters.
Use AI-first as the default. Before doing any task, ask: "can an AI do this better or faster?" If the answer is yes, use it. We are not asking you to know how to code — we are asking you to think like someone who has an army of intelligent assistants at their disposal. Because you do.
What you can expect from us
Clarity about what matters. You will always know what the venture's North Star is and which Projects are in the cycle. If you do not know, it is our failure — hold us accountable.
Real recognition and skin in the game. For those who deliver consistently and want to build together for the long term, we have a Partnership model. It is not just a fee — it is real participation in what we are creating.
Honest and fast feedback. We do not save feedback for the quarter. If something is not good, you will know now. If it is excellent, also.
Autonomy with support. You are a manager of one, but you are not alone. There is a Lead, there is leadership, there is the entire squad. The initiative is yours — the support is ours.
The Operating Model
C-137 operates with a dedicated fulltime team, organized by thesis areas, with an async-first culture and an already defined development workflow (bets → Shape Up → cycles). The C-137 platform — code scaffold, deploy pipeline, standardized analytics, shared libs — exists so that each new venture costs less than the previous one. Strategic decisions live in the Venture Builder System (Notion); execution lives in the Platform Modules (code). Architecture details are in the Platform Vision doc.
What this handbook covers is the people management layer that supports all of this: how to ensure ceremonies happen consistently, that each person knows where they are and where they are going, that goals are clear and measurable, and that compensation is aligned with real results. If you have a C-137 email, you are treated equally and held equally accountable — regardless of contracting model.
Two specific problems need to be solved: weak accountability (people who disappear or slow down without notice) and ceremonies without rhythm (they exist on paper but not in practice).
Design Principles
Visibility as an accountability mechanism. We do not need control — we need each person's work to be visible. Those who deliver consistently stand out. Those who disappear, also.
Minimal but non-negotiable ceremonies. Few ceremonies, but those that exist are mandatory. Missing without notice is a serious signal. The consistency of the rhythm is more important than the perfection of the format.
Compensation as an alignment lever. The fixed fee ensures stability. The quarterly bonus is what differentiates those who deliver from those who just clock in. The connection between performance and financial reward needs to be direct and predictable.
Culture is what happens when nobody is watching. Values written on the wall do not change behavior. Real consequences do.
Iterate to Greatness. The first version does not need to be perfect, but it needs to exist. Ship v1 fast, then improve obsessively. Aggressive deadlines expose hidden complexity. If there is no deadline, it will take 3x longer. If the deadline is 2 weeks and it takes 1 month, you still shipped 3x faster than with no deadline at all.
Handbook-First. If something is asked twice, the answer becomes documentation. If a decision is made on a call, the result is written in Notion within 24 hours. If a process exists only in someone's head, it does not exist. Optimize for knowledge retrieval speed (anyone can find the information on their own), not for knowledge transfer (depending on someone to explain it to you).
Managers of One. Every person at C-137 is expected to be able to set their own direction, identify what needs to be done, and execute without being told. Hiring people who need constant supervision is a hiring mistake, not a process problem.
Founder Mode. Coexists with Managers of One — it is not a contradiction. Managers of One means nobody needs to be managed. Founder Mode means projects, products, and deliverables need quality curation and consistency. They are different things: one is about people (autonomy), the other is about the work (standards). The Venture Lead — the CEO for some ventures, an EIR for others — is in the details of the product, reviews client-facing deliverables, and ensures that what ships meets the right bar. They are not managing people. They are ensuring the collective output has the quality the venture demands. The premise of Manager Mode ("hire good people and get out of the way") destroys early-stage ventures because it confuses people autonomy with absence of work curation. At C-137, people are autonomous AND the work is curated. At the holding level, the Business Lead operates as the CEO's operational arm, ensuring the machine runs without centralizing everything on the CEO.
1. Role Structure
C-137 operates on two levels: the holding company (C-137 Labs) and the ventures (Alana Shopping, Noma Guide, etc). Each level has distinct roles with clear responsibilities. The holding exists to create, fund, and support ventures — not to manage them day-to-day.
Design principle: human roles exist for decisions that require judgment. Everything that is tracking, follow-up, reminders, pattern detection, and data compilation is the responsibility of automated agents, not people. No human at C-137 should spend time doing bot work.
Human Roles
CEO — Holding + Selected Ventures
Owner of the vision, theses, and betting table of C-137 Labs. Defines which ventures to create, kill, or scale. Last resort for decision-making in priority conflicts between theses. Owner of capital and resource allocation across ventures.
At the holding level, the CEO defines portfolio strategy, leads the Betting Table, decides compensation, and ensures C-137's culture remains coherent as the number of ventures grows. The CEO does not manage the holding's day-to-day — the Business Lead exists for that.
In ventures, the CEO is Venture Lead of selected ventures — typically the most strategic ones or those in early stages where direct founder presence is critical (e.g., Alana Shopping). In these ventures, they follow the cadence described below in the Venture Lead role. In ventures where an EIR is Venture Lead, the CEO maintains governance via the Betting Table, Initiative Reviews, and skip-level when necessary — but is not in the product day-to-day.
The decision of when the CEO enters or exits as Venture Lead of a venture is strategic: new or pre-PMF ventures generally need the CEO directly. Ventures that have reached PMF and have a strong EIR can transition. The handoff is a milestone, not a default.
Business Lead (BL) — Holding
The CEO's operational arm at C-137 Labs. Ensures the venture builder machine runs without everything going through the CEO.
Profile: experience in startups and/or consulting (McKinsey, Bain, BCG, or equivalent in speed and rigor). Comfortable with ambiguity. Capable of building a board deck in the morning and debugging an onboarding process in the afternoon. Senior generalist who knows when to go deep and when to delegate.
Responsibilities:
Cross-venture operations: shared services (payments, auth, AI core), hiring processes, onboarding, legal, accounting, compliance. Everything that is holding infrastructure, not specific to a venture. The first level of administrative operations (invoices, expenses, time-off, onboarding checklist, contracts) is automated by agents — the BL intervenes only in exceptions and decisions that require judgment.
GTM and new thesis validation: before a venture has a Venture Lead, the BL can lead discovery, market validation, and initial pitch preparation. Prepares the thesis for a Venture Lead (CEO or EIR) to take over.
Handoff: the BL builds the structure, documents, and passes it to the venture team. They do not stay permanently inside a venture — they operate at the holding level and "lend" time to ventures as needed. If the BL spends more than 50% of their time in a single venture for more than 2 cycles, something is wrong: either the venture needs a Venture Lead, or the BL is compensating for the squad's lack of autonomy.
Governance and metrics: maintains portfolio dashboards, prepares material for the Betting Table, tracks cross-venture unit economics, monitors each venture's health.
Reports to the CEO. Works in partnership with Venture Leads, but has no authority over any venture's product direction — that belongs to the Venture Lead.
Venture Lead — Per venture (Founder Mode)
The person responsible for the success of a specific venture. Can be the CEO (for strategic ventures) or an EIR who took over the venture. Same title, same accountability. The Venture Lead operates in Founder Mode: is in the product details, knows every feature, reviews every client-facing deliverable, and maintains the quality bar.
Presence in the venture, not in the holding. The Venture Lead reviews the venture's work directly — features, releases, UX, market communication. If something ships to the client without the Venture Lead's review (or without having consciously chosen not to review), the process failed. This does not mean they approve every commit — it means no significant product decision, no client-facing deliverable, and no external communication goes out without the Venture Lead having seen and approved it.
Review Cadence (per venture). Each venture has the following review frequency led by the Venture Lead:
| Venture Area | Review Frequency | Format |
|---|---|---|
| Product (features, releases, UX) | Weekly | Async review in Linear + sync when necessary |
| Brand and external communication | Per piece (before publishing) | Async review |
| Architecture and structural technical decisions | Biweekly or on demand | Async or 25-min call |
| Venture operations and metrics | Monthly | Heartbeat review |
| Unit economics and venture financials | Quarterly | Initiative Review |
The Venture Lead starts in the details and gradually steps back as the Lead develops muscle memory and earns trust. But the step-back is earned, not assumed. New venture or new Lead = Venture Lead more present. Mature venture with a Lead with track record = Venture Lead delegates more.
Skip-Level Access. The Venture Lead has a direct relationship with any squad member, not just the Lead. Participating in squad calls, doing deep dives (2-4 weeks of focused audit), and maintaining informal conversations with Builders. The goal is not to bypass the Lead — it is to have first-hand information about the product and execution. Leads who feel threatened by skip-level are probably hiding something.
Co-Hire. The Venture Lead participates in every hire for the venture. Not as a rubber stamp, but as an active interviewer and decision-maker. In a squad of 2-4, every hire changes the entire dynamic.
Deep Dives. Once or twice a year, the Venture Lead does a deep dive into the venture: 2-4 weeks of complete audit — product, deliverables, processes, quality, people. "Nobody is going to be fired for being honest, show me the good and the bad."
Functional Org, not Divisional. If a venture grows to the point of creating sub-teams with "managers of managers," something is wrong. Engineering, design, and product are cross-cutting disciplines, not silos. The Lead manages the venture's work, people through the work — not the other way around.
When the CEO is the Venture Lead: operates exactly as described above, accumulating with holding responsibilities. When an EIR is the Venture Lead: operates with the same cadence and standard, with CEO governance via the Betting Table and quarterly Initiative Reviews.
EIR (Entrepreneur in Residence) — Program, not a permanent role
Founder profile allocated to the C-137 program. The EIR who receives a venture becomes its Venture Lead — same title, same accountability. The EIR program is the talent pipeline for Venture Leads.
The EIR has more autonomy than any other role. Participates in defining bets (not just execution), has a voice at the Betting Table for their venture, and potentially significant phantom equity in the venture they are building.
Typical path: the CEO or BL validates the thesis → EIR takes over as Venture Lead → if the venture reaches PMF and the EIR proves capability, they can become the venture's permanent CEO (with equity adjustment). If the venture pivots or dies, the EIR can be reallocated to another thesis or exit C-137.
Difference between EIR and BL: the BL operates at the holding and "lends" time to ventures. The EIR lives inside a venture and owns its results. The BL builds the machine. The EIR drives the car.
Lead — Senior IC of the squad (Player-Coach)
Senior IC who also handles squad coordination. It is not a separate role — it is what IC3+ naturally does when they take responsibility for the group's output. Ensures Initiatives are progressing, does code review, leads squad ceremonies when needed. Reports to the venture's Venture Lead.
Accountability: if the squad does not deliver, the Lead is the first to respond. It is not an individual member's fault — it is the Lead's responsibility for not having escalated the problem earlier.
Coordination is a responsibility of the Lead, not their main job. Most of the time is IC — in the code, in the design, in the product. If a Lead is spending more than 30% of their time on pure coordination, something is wrong: either the squad has grown too much, or the members are not autonomous enough. Bored managers become micromanagers. A Lead who does not know how to do the work they are coordinating is "a cavalry general who doesn't know how to ride a horse" (Chesky) — they should not be Lead.
The long-term goal is Make Yourself Obsolete: share maximum context, in written format, in public channels. If the Lead can take a 1-week vacation and the squad continues operating normally, they are doing it right. If they are an information bottleneck, they are failing.
Relationship with Founder Mode: the Lead is a Manager of One — operates with full autonomy over how to organize their work and the squad's. But the Venture Lead is in the product details. This means the Venture Lead will review deliverables, question product decisions, and do deep dives on quality. It is not people management — it is work curation. The right reaction is: "great, more eyes on the product = better results." The wrong reaction is confusing quality review with lack of trust. Trust is built by the quality of deliverables, not by the absence of curation.
Builder
Executes within the squad. Fulltime dedicated. Has full autonomy over how and when to organize their day (see Work Schedule Philosophy below), but not over what to deliver or when to deliver — that is agreed upon in planning. Communicates progress daily. Escalates blockers immediately.
Agents (Operational Automation)
Everything that is tracking, follow-up, reminders, pattern detection, data compilation, and first-level back office is done by agents, not by humans. No Lead should spend time doing bot work. No Business Lead should process invoices manually. Agents operate in channels and escalate to humans only when judgment is needed.
Squad Ops
Standup Agent: Monitors whether each member posted their daily update by 11am. If not posted, sends an automatic DM asking if everything is ok. Detects patterns: 3+ misses in 2 weeks without prior notice → notifies the Lead for an alignment 1:1. The agent follows up; the Lead decides what to do with the information.
Deadline Agent: Monitors cards in Linear. If a card does not move for 2+ days, sends a reminder to the owner. If it does not move for 3+ days, notifies the Lead. Deadline approaching without progress → automatic escalation.
Feedback Agent: Compiles biweekly feedback. Sends reminders on Friday at 1pm to those who have not submitted. Compiles responses for the Lead and Venture Lead.
ACK Agent: For communications that require reading (process change, strategic decision): monitors reactions on the post. No ACK in 24h → channel reminder. No ACK in 48h → direct DM.
Metrics Agent: Collects and compiles operational metrics automatically: cycle time, deployment frequency, standup compliance, card health. Feeds dashboards without any human needing to compile data manually.
Back Office / HR
Invoice Agent: Monitors receipt of invoices on the 1st business day of the month. If not received, sends an automatic DM to the member. Validates format and required data (amounts, bank details, period). Forwards for processing. Confirms payment to the member. Human only intervenes on exceptions (divergent amount, inconsistent data, first invoice from a new member).
Expense Agent: Receives expense submissions via channel or form. Validates: has a receipt? Is it within policy (no business class, no upgrades)? Amount within expected range? If OK, approves automatically and schedules reimbursement on the next invoice. If outside the standard, escalates to the Business Lead.
Time-off Agent: Receives time-off requests. Records in tracking (Notion DB). Checks conflicts (another member from the same squad in the same period). If no conflict and with 2+ weeks advance notice, confirms automatically and notifies the Lead. If there is a conflict or it is last-minute, escalates for the Lead to decide. Keeps balance updated.
Onboarding Agent: When a new member is confirmed, triggers an automated checklist: account creation (email, Slack, Linear, Notion, GitHub), sending required documents, scheduling first week ceremonies (chat with CEO, technical assignment, team meeting), sending the Personal README template, and tracking completion of each step. Lead and Business Lead are notified of progress, they do not need to manage the checklist.
Contract Agent: Monitors contract terms. Alerts 30 days before expiration. Compiles data for renewal (performance score, current fee, salary band for the level). Generates draft of updated terms for CEO review. Human decides; agent prepares.
Principle: if an agent can do it, a human should not be doing it. When in doubt, automate first, revert if it does not work. The first level of any administrative process is always agent. Human enters at the second level — when there is an exception, judgment, or a decision that affects people.
DRI (Directly Responsible Individual) — per Project
Each Project in Linear has a DRI — one person, not "the squad." The DRI is responsible for the outcome, not just the execution. If the Project went wrong, the first question goes to the DRI. If it went right, the credit goes to the DRI (and the squad that supported). Eliminates the diffusion of responsibility that kills delivery in small teams.
The DRI can be any member, not just the Lead. Project leads rotate — it is not always the same person leading. This develops ownership across the entire squad.
Implementation: "DRI" field in each Linear Project. Lead defines it at each Cycle Kickoff.
How, When, and Where We Work
Remote-first, from anywhere in the world. C-137 is 100% remote. There is no office, there is no expectation of physical presence. You can work from home, from a coffee shop, from another country. Where you are is irrelevant — what matters is what you deliver and whether you are accessible at the moments we agreed upon.
Results, not the clock. C-137 does not track hours. There is no start time, no end time, no expectation of being online during business hours, nor any activity monitoring.
Want to go to the beach in the middle of the day? Go. Want to work at dawn? Work. Want to take Tuesday off and make up on Saturday? Do it. Want to work on Sunday because the idea will not leave your head? The laptop is yours.
What we track: deliverables and agreements. Each person agrees on goals with the Lead in weekly planning. How, when, and where to meet those goals is a 100% individual decision. The only constraint is respecting mandatory ceremonies (daily standup by 11am, Squad Sync on Monday, etc.) — because ceremonies exist to synchronize the squad, and synchronization requires commitment to presence at the agreed-upon moments.
Put another way: total autonomy over time and location, total accountability over results. If you deliver consistently, nobody will question how you organize your day. If you do not deliver, the problem is not your schedule — it is performance, and it will be treated as such (see Section 3).
This philosophy is possible because we hire "managers of one" — people who do not need supervision to produce.
1.1. Career Ladder
C-137 has two career tracks: IC (Individual Contributor) and M (Management). Both are legitimate and valued. There is no hierarchy between tracks — an IC4 Staff and an M1 Lead can have equivalent compensation.
Most people at C-137 are ICs. The M track exists because coordinating squads is a real responsibility that consumes time and energy, and should be recognized separately — not absorbed as "extra" in the day-to-day of someone already contributing technically.
IC Track — Tech
Based on the engineering levels model from Google/Amazon/Meta, adapted for the venture builder context.
| Level | C-137 Title | Market Equivalence | Impact Scope | Typical Time |
|---|---|---|---|---|
| IC1 | Junior Builder | Google L3 · Amazon L4 · Meta E3 | Executes well-defined issues with supervision. Delivers within the Project scope. | 0-2 years |
| IC2 | Builder | Google L4 · Amazon L5 · Meta E4 | Executes issues with autonomy. Defines solutions for problems within the Project. Contributes to code review and quality. | 2-4 years |
| IC3 | Senior Builder | Google L5 · Amazon L6 · Meta E5 | Leads Projects as DRI. Defines architecture and standards within the venture. Mentors IC1-IC2. Technical reference for the squad. | 4-7 years |
| IC4 | Staff Builder | Google L6 · Amazon L7 · Meta E6 | Impact beyond the individual Project. Defines standards the entire venture follows. Solves problems nobody else can. Venture Lead consults on technical decisions. Player-Coach: ~70% craft, ~30% technical coordination. | 7-12 years |
| IC5 | Principal Builder | Google L7-L8 · Amazon L8 | Cross-venture impact. Defines how shared services work. Creates standards that multiple ventures adopt. Reference for all of C-137 in their area. Player-Coach: ~60% craft, ~40% coordination. | 10+ years |
| IC6 | Distinguished Builder | Google L9+ · Amazon L10 | Portfolio and industry impact. Defines C-137 Labs' technical direction. Influences the market. Rare role — maximum 1-2 in the company. | Exceptional |
IC Track — Non-Tech (Design, Ops, Growth, Content, Analytics)
Same progression principle by impact scope, not by tenure. Starts at IC1.
| Level | C-137 Title | Impact Scope |
|---|---|---|
| IC1 | Associate | Executes well-defined tasks. Learns C-137 processes and tools. Receives active mentorship. |
| IC2 | Specialist | Executes with autonomy in their area. Proposes process improvements. Contributes to venture quality. |
| IC3 | Senior Specialist | Leads initiatives in their area as DRI. Defines processes and standards within the venture. Mentors IC1-IC2. Functional reference for the squad. |
| IC4 | Lead Specialist | Impact beyond the venture — defines cross-venture standards in their area. CEO consults on functional decisions. Player-Coach: ~70% craft, ~30% coordination. |
| IC5 | Principal Specialist | Portfolio impact. Defines how the area works across all of C-137. External reference in the discipline. Rare role. |
M Track — Management
The M track exists for those who want and know how to amplify the work of others. It is not a promotion — it is a track change. Paying M1 or above is not a reward for good technical work; it is recognition that the person generates more impact coordinating than contributing individually.
Every M operates as a Player-Coach. There is no pure manager at C-137. The craft/coordination split changes by level, but craft never reaches zero.
| Level | C-137 Title | Scope | Craft / Coordination |
|---|---|---|---|
| M1 | Lead | Senior IC who also coordinates a squad of 2-5 people. DRI of venture Initiatives. Removes blockers, leads ceremonies, gives feedback. Reports to the Venture Lead. | 60% / 40% |
| M2 | Venture Lead | Owner of an entire venture's results. Operates in Founder Mode. Defines product direction, leads squads, makes priority decisions. Participates in the Betting Table. | 40% / 60% |
| M3 | Business Lead | Operates at the holding level. Coordinates shared services, validates new theses, prepares material for the Betting Table. CEO's operational arm. Reports to the CEO. | 50% / 50% |
Track Transitions
IC → M: you need to demonstrate that you know how to amplify others' work, not just your own. Evidence: feedback that changes behavior, removing blockers before they become problems, willingness to be accountable for the squad's results. The transition is discussed at the People Committee.
M → IC: legitimate and without stigma. Not everyone wants to stay in management. If an M1 discovers they prefer contributing directly, they return to IC at the equivalent level. This is not a demotion — it is realignment.
What changes from level to level
Progression is by impact scope, not by tenure. Each level is defined by: the size of the problem you solve on your own, the amount of ambiguity you absorb without supervision, and the number of people who benefit from your work.
IC1 → IC2: You solve issues without needing someone to define each step. You contribute to code review and quality. You escalate problems proactively.
IC2 → IC3: You define the solution, not just execute. You are DRI of Projects and they are delivered on time. Other members come to you for guidance. You mentor naturally.
IC3 → IC4: Your impact goes beyond the Project you are leading. You define standards the venture follows. You solve problems nobody else can. The Venture Lead consults your opinion on technical decisions.
IC4 → IC5: Your impact goes beyond your venture. You define how shared services work, or create standards that multiple ventures adopt. You are the reference for all of C-137 in your area.
IC to M1: You want and know how to amplify others' work. You give feedback that changes behavior. You remove blockers before they become problems. You are willing to be accountable for the squad's results, not just your own.
Promotion
Promotions are discussed at the People Committee (CEO + Lead + at least 1 other lead). There is no "promotion cycle" — when the evidence is clear, the promotion happens. But the criterion is retrospective: you are promoted when you are already operating at the next level consistently, not when you promise you will.
The Lead is responsible for bringing the recommendation with concrete evidence: Projects delivered, peer feedback, documented impact. The CEO validates.
Promotions are communicated in #c137-hq. Career transparency is part of #DirectByDefault.
Fee per Level
Each level has a salary band. Within the band: 75% = entry into the level, 100% = reference, 125% = top performer pre-promotion. The midpoint is benchmarked against the top 10% of the LatAm remote market for equivalent roles. We do not pay by local cost of living — we pay by the value of the contribution. An IC3 in Florianopolis earns the same range as an IC3 in Sao Paulo.
The bands are communicated internally. They are not published externally, but any member can ask what their level's band is and where they fall within it.
Total compensation (fee + quarterly bonus + Venture Pool + phantom equity) targets the top 1% for the best performers. The fee alone is competitive. The variable layers are what differentiates.
2. Ceremony Cadence
The rhythm below is the minimum viable. Each ceremony has an owner, a maximum duration, and a consequence if it does not happen.
5-Hour Meeting Rule principle: before scheduling any synchronous call, calculate the real cost. 5 people x 1 hour = 5 hours of work consumed. Ask: "Is this worth 5 hours of production? Can it be resolved async in a 15-minute post?" If the answer is yes to async, it does not become a meeting. Anyone can question "does this need to be a call?" without it being disrespectful — it is operational common sense.
Synchronous calls use the "Speedy Meeting" format: 25 min instead of 30, 50 min instead of 60. The remaining time is a buffer for the person to breathe between calls.
Daily
Async Standup (mandatory)
Format: each member posts in the squad channel (Slack) by 11am in the squad's timezone. It is not a status report — Linear already shows what each person is doing. The standup captures what Linear does not: momentum, confidence, and signals that something needs attention.
Three questions:
- Which issue/project did I advance and what did I discover? (Real progress + learnings — not "worked on card X")
- What is my confidence level that the current Project ships on time? (high/medium/low) (If low, say why in one sentence)
- Do I need someone? (yes/no) (If yes, tag the person directly — do not wait for the weekly)
Rules:
- Blockers do not wait for the standup. If something is blocking you, escalate immediately in the channel or DM the Lead. The standup is for squad visibility, not for resolving blockers.
- If Linear is updated and the day was pure execution with no news, "Normal execution, confidence high, do not need anyone" is a valid standup. Nobody needs to invent drama.
- If there is nothing to report because you did not work, say that. Transparency > productivity theater.
Owner: each person owns their own update. The Standup Agent monitors compliance — the Lead intervenes only when the agent detects a pattern.
Consequence of not posting: the Standup Agent sends an automatic DM asking if everything is ok. If it becomes a pattern (3+ times in 2 weeks without notice), the agent notifies the Lead, who initiates an alignment 1:1.
Linear card updates (mandatory)
Cards must reflect real status by end of day. If a card does not move for 2+ days, the Deadline Agent sends a reminder to the owner. If it persists for 3+ days, it notifies the Lead. It is not micromanagement — it is automated visibility.
Weekly
Squad Sync — Monday, 25 min max (mandatory)
Format: synchronous call. The Lead facilitates.
Content: what goes into this week's cycle, who is doing what, dependencies between members, identified risks. It is not a status report — it is planning.
Owner: Lead.
Technical Alignment — Thursday, async or 25-min call
The Lead reviews technical deliverables in progress. Code review, architecture, quality. Can be async (PR comments) or synchronous if there is relevant discussion.
Owner: Lead.
Weekly Project Update — automatic
The Lead publishes an update per active Project directly in Linear. Status, progress, blockers, health (The Needle: On Track / At Risk / Off Track). Auto-posted to the squad channel via Linear → Slack integration. Everyone follows progress without needing an additional meeting.
Biweekly
Bidirectional Feedback — Friday
Format: asynchronous form or structured message.
Builder sends feedback about the squad and the Lead (Friday 2pm).
Lead responds with individual feedback for each member (Friday 8pm).
Minimum feedback content:
- What is working well
- What needs improvement
- Recognition (Clappys — see culture section)
Critical feedback should be given fast, not saved for Friday. "When you delay critical feedback, you steal from the person the chance to improve." The biweekly is the backstop, not the only channel.
Release Review — Friday (when applicable)
Internal validation before going to production. The squad reviews together what is being delivered. Functions as a quality gate.
Leads Sync — Biweekly, 25 min (synchronous)
Leads only, no CEO. Cross-thesis grooming: what each squad is building that could impact another, reuse opportunities for shared services, cross-dependencies, technical context sharing. It is not decision-making — that happens at the betting table. This is preparation and lateral alignment.
Owner: Leads (rotating — a different one facilitates each session).
Monthly
1:1 Venture Lead ↔Lead — 45 min
Individual conversation. It is not a status report — it is development, challenges, strategic alignment, and squad health. The Lead brings:
- Initiative and North Star Metric progress
- Any people risk (someone disengaging, conflict, etc.)
- Resource or decision requests
1:1 Lead ↔Builder — 25 min (adaptable frequency)
New member: weekly during the first 45 days. After 45 days: biweekly. After 90 days: monthly. If at any point the member or the lead feels the need to increase frequency, increase without bureaucracy.
The Builder brings:
- How they are feeling about the work
- What they need to be more effective
- Feedback about the squad and leadership
The Lead brings:
- Direct feedback on performance
- Clear expectations for the next period
- Specific recognition (not generic)
Fixed questions in every 1:1 (template in Notion):
- "What do you need to do your job better?"
- "What can I do better as your lead?"
- "Was there any information you needed and could not find in Notion?"
Heartbeat (Cycle Summary) — async, published in Notion
At the end of each cycle, the Lead writes a summary: what was shipped, what we learned, what was left out and why, what changes for the next cycle. Published in Notion, visible to all of C-137. Replaces the Monthly Review when the cycle and the month do not coincide — the Heartbeat is anchored to the real delivery rhythm, not the calendar.
Social Question Bot — monthly
Monthly bot in Slack (#cultura or #random) with a social question: "What are you reading?", "Did you try anything new this month?", "What was the last thing that inspired you?", "Best meal you had this week?" 100% optional, no pressure. Serves to maintain human connection and discover who people are beyond work.
Per Cycle
Cycle Kickoff — start of the cycle (async)
On the first day of each cycle, the Lead publishes a written post in the squad channel with: what was bet on this cycle, which Projects are in, who is DRI of each one, what the appetite is (allocated time), and what is NOT included. Anyone can comment or ask questions. If it is not in the Kickoff, it does not enter the cycle.
Radical Deadline Compression applied here: before defining the appetite, ask "What would be needed to ship this in half the time?" The appetite of each Project in the cycle (Shape Up) already serves as a deadline — the principle is always to question whether it can be shorter.
Cooldown — 2 weeks between cycles
After each 6-week cycle, the squad enters a 2-week cooldown. It is the time dedicated to everything that does not fit into a shaped bet: tech debt, refactoring, minor bugs, deeper code review, UX polish, test improvements, technical exploration, small fixes, and cross-squad pair building.
The cooldown is C-137's quality mechanism — there is no fixed day dedicated to debt during the cycle. During the 6 weeks, the squad is 100% focused on the bet Projects. During cooldown, the type of work changes: the focus is "what is wrong" instead of "what is missing."
What happens during cooldown:
- Tech debt and refactoring noted during the cycle (label "Cooldown" in Linear)
- Accumulated P2 bugs
- Exploration: technical spikes, prototypes, ideas someone wants to test before becoming a candidate project
- Documentation updates (Notion, READMEs, runbooks)
- Cross-squad pair building sessions
- Heartbeat (cycle summary) — written during cooldown while the context is fresh
Cooldown is not vacation — it is work at a different cadence. The Lead publishes a prioritized list (async, in the squad channel), and each member picks what to take on. Maximum autonomy, output expectation remains.
Macro cadence: 6+2, 6+2 = 1 quarter. Each quarter contains exactly 2 complete cycles (16 weeks). The fiscal year (Apr-Mar) contains 3 quarters, totaling 6 cycles per year.
Quarterly
Culture Check-in — 25 min, synchronous (Venture Lead or Lead ↔each member)
A conversation separate from the performance 1:1. Exclusive focus on how the person is feeling on the team, whether C-137's values are alive in practice, whether something is bothering them that does not surface in biweekly feedback. Guiding questions:
- Do you feel part of the team or are you operating solo?
- Is there something about the culture that bothers you but you have never mentioned?
- What should we stop doing? What should we start?
- Can you make decisions in your work without needing to wait for the lead's approval?
This check-in catches disengagement signals and cultural erosion before they become departures. It is the most underestimated early warning mechanism that exists.
Initiative Review & Planning — 50-min call with CEO + Venture Leads + Leads
Quarter review: how did the North Star move? Which Initiatives progressed, which stalled, which need to pivot? Then, define new Initiatives or adjust existing ones for the next quarter. Each venture brings its candidate Projects for the betting table. BLs present consolidated portfolio metrics.
Quarterly Sync — 50-min call with everyone (CEO + Business Leads + Venture Leads + Leads + squads)
Cross-squad sharing: what each thesis delivered, what we learned, what changes. It is not a performance review — it is alignment and context.
Individual Performance Review
Formal assessment of each person's contribution. Based on data, not impressions. See KPIs section.
Meeting Audit
The Lead reviews all squad ceremonies: is this meeting still necessary? Can it be async? Which participants are truly essential? Did any ceremony emerge informally and should be formalized? Retroactively applies the 5-Hour Meeting Rule.
Ceremonies accumulate naturally. The audit prevents "meeting bloat" before it kills productivity.
Hack Day (1 day per quarter)
One day per quarter where everyone pauses regular work and builds something on their own. Can be a feature, internal tool, new thesis prototype, integration, anything. Quick presentation at the end of the day (5 min per person, async video also accepted). No judgment, no production expectation.
The Hack Day serves three purposes: it generates ideas that sometimes become real projects, it provides creative space that daily work does not, and it creates a shared moment that strengthens the team.
Portfolio Cadences (Holding)
The ceremonies above are squad/venture-level. Below are the holding cadences — where decisions are made about what to build, what to kill, and how the portfolio evolves. Even if you do not directly participate in all of them, understanding that they exist explains why certain decisions happen.
Idea Box Triage — Weekly, 30 min, Leads
Every Monday, Leads review submissions in the Idea Box (Notion). Anyone can submit an idea — friction is minimal. The triage classifies each entry by the PMF Framework: Hair on Fire (customer is actively seeking a solution, maximum priority), Hard Fact (problem accepted as normal, need to convince that change is worthwhile), or Future Vision (market needs to be created, C-137 generally avoids). Rule: even if the proposed idea is weak, if the problem is Hair on Fire + Core AI, explore alternative solutions. Prioritize the problem, not the solution.
Betting Table — Biweekly, 2h, CEO + Venture Leads + EIRs
The venture builder's most important ceremony. Where new bets are approved, stage transitions are decided, and ventures that did not pass kill criteria are killed. Functions as adapted Shape Up: bet candidates are presented with thesis fit, acquirer fit score, shared assets, approach (Replacement / Augmentation / Net New), and kill criteria. The exit path is thought through before building.
Portfolio Review — Monthly, 1h, CEO + Business Lead
First Monday of the month. Consolidated view of all active ventures: MRR, customers, gross margin, NRR, CAC payback, health status. BLs prepare the material. The goal is to quickly identify which ventures are performing and which need intervention or a kill decision.
EIR Review — Monthly, 1h, CEO + Venture Leads + EIRs
Second Monday of the month. Focus on people, not numbers: how each EIR is performing, what needs support, whether any reallocation makes sense. It is the mechanism that ensures EIRs do not get stuck in ventures that should have been killed.
M&A Intelligence Review — Monthly, 1h, CEO + Leads
Third Monday of the month. Update of the strategic acquirers map: new players, acquisition strategy changes, updated fit scores. Feeds the Betting Table with exit context.
Thesis Review — Quarterly, 2h, CEO + Leads
Deep review of each portfolio thesis: updated TAM, mapped acquirers, active bets vs. target, aggregate performance. Can result in a new thesis, pivot of an existing thesis, or thesis closure. Shared Assets Review (1h, Leads + Tech Leads) follows the next week — which assets can be reused, which need investment.
Kill Decision Meeting — Ad-hoc, 1h, CEO + Venture Lead + Lead
When a venture reaches its pre-defined kill criteria. Postponement is non-negotiable. Checklist: learnings documentation, shared assets preserved, EIR reallocated or offboarded, Linear Initiative archived, post-mortem documented. Killing fast is as important as building fast.
Annual
Annual Offsite (in-person, 3-5 days)
Once a year, the entire team meets in person. Agenda intentionally light: some strategic alignment, but mainly unstructured time together. Coworking, exploring the city, meals together. The goal is to build trust that sustains the rest of the remote year.
For a team of 6-12 people, a hub city in Brazil works. Combine with the T1 or T3 Initiative Review & Planning. When the team grows and there is geographic concentration, consider coworking meetups in clusters.
3. Goals and Performance Tracking
Framework: Initiatives + North Star Metric + Projects
We do not use OKRs. OKRs create cascading bureaucracy, become outdated mid-quarter, and force artificial metrics on teams that should be focused on shipping. Instead, we use the model that Linear practices internally and that already aligns with our bets and Shape Up workflow:
North Star Metric (per venture) — The single number that matters for the venture at this moment. Changes by stage. Examples: Alana Shopping in early-stage might be "merchants with active integration"; a post-PMF venture might be "MRR". Each venture has only one. No exceptions.
Initiatives (in Linear) — High-level strategic goals. Represent the bets approved at the betting table. Each Initiative has an owner (Lead), a target date, and a health status. They are not metrics — they are directions.
Projects (in Linear) — The real unit of planning and execution. Each Initiative contains several Projects. Each Project has a defined scope, assigned DRI, priority (High / Medium / Low / No priority), and concrete issues. This is what the team sees and works on day-to-day.
Project Updates (weekly) — The Lead publishes an update per active Project, directly in Linear, with The Needle (On Track / At Risk / Off Track). This replaces the need for a separate "goal review" — progress is visible in real time. The CEO and other Leads can see all Needles at once (Mission Control view) without entering each squad.
The hierarchy looks like this:
`
North Star Metric (per venture)
└── Initiative (strategic bet)
├── Project A (workstream with defined scope) — DRI: [name]
│ ├── Issue 1
│ ├── Issue 2
│ └── Issue 3
├── Project B — DRI: [name]
└── Project C — DRI: [name]
`
Continuous Planning (instead of rigid OKR cycles)
Instead of stopping everything each quarter to define OKRs, we use continuous planning:
Ideas become candidate projects all the time — when a customer insight, a technical opportunity, or a team idea emerges, it is triaged and organized as a candidate project in Linear. It does not wait for the next "planning cycle."
At each Shape Up cycle (6 weeks), we review priorities — which Projects to promote to execution? Which to keep as candidates? Which to discard? This happens at the betting table, which already exists in the workflow.
Each quarter, we review the North Star and the Initiatives — is the strategic direction correct? Is the North Star still the right metric for this stage? Does any Initiative need to be added, paused, or closed?
This eliminates the "blank page problem" of quarterly planning. When you sit down to decide what to do in the next cycle, you already have a curated list of candidate Projects waiting.
Squad KPIs (collective)
Each squad tracks operational metrics that indicate execution health. These are not formal goals — they are signals.
Product Squad (e.g., AI Commerce)
- On-time delivery within the cycle (% of Projects completed within the 6 weeks)
- Cycle speed (average time from issue opened → merged)
- Quality coverage (% of PRs with approved review before merge)
- Production bugs (trend — should decrease with dedicated cooldown + Zero-Bug Policy)
- Tech debt resolved per cooldown (items closed vs. accumulated)
- Venture North Star Metric (the one that really matters)
Platform Squad (e.g., C-137 Platform)
- Shared services uptime
- New venture onboarding time (days from initial setup → first deploy)
- Escalated infrastructure issues (fewer = better)
- Effective reuse (% of ventures using shared services vs. building from scratch)
Individual KPIs (accountability)
These are not formal goals — they are operational health signals. Measured automatically or by the Lead.
Presence consistency
- Async standup posted on time (% of days)
- Cards updated in Linear (% of days)
- Participation in mandatory ceremonies (% attendance)
Delivery
- Issues completed within the cycle commitment
- Code quality (PRs approved on first review vs. revisions needed)
- Blockers escalated proactively vs. discovered by the Lead
Collaboration
- Clappys received (peer recognition)
- Contribution to code review of other members
- Proactive communication when there is a problem
- Participation in Pair Building Sessions (see section 9)
Quarterly Scoring
Each quarter, each person receives a score based on 3 dimensions:
| Dimension | Weight | Source |
|---|---|---|
| Squad Result (North Star + Projects) | 40% | North Star progress + Projects delivered within cycle |
| Individual Delivery | 40% | Issues, quality, consistency |
| Culture & Collaboration | 20% | Clappys, 360 feedback, attendance |
Scores are calibrated by the Lead and validated by the CEO.
| Score | Classification | Consequence |
|---|---|---|
| 90-100 | Exceptional | Maximum bonus + priority for equity/phantom equity |
| 70-89 | Solid | Proportional bonus |
| 50-69 | Needs improvement | 30-day improvement plan + no bonus |
| <50 | Below expectations | Serious conversation about continuity |
Performance Rating (Quarterly)
Beyond the numerical score (0-100), each member receives a qualitative rating in the quarterly Performance Review. The rating is a holistic assessment by the Lead, validated by the CEO.
| Rating | Definition | Expected Distribution |
|---|---|---|
| Exceptional | Disproportionate impact. Consistently operates above current level. Candidate for promotion. | ~5% of the team (hard cap) |
| Exceeds Expectations | Consistently delivers above expected. Clear impact beyond individual scope. | ~25-30% |
| Meets Expectations | Solid delivery at the expected level. Reliable, autonomous, contributes to the squad. | ~55-60% |
| Below Expectations | Inconsistent deliveries or below level. Needs active support to improve. | ~5-10% |
The ~5% cap on "Exceptional" exists to prevent rating inflation. If everyone is exceptional, no one is. The discipline of maintaining a realistic distribution is what makes the rating meaningful. When a Lead wants to give "Exceptional" to someone, they need to justify it with concrete evidence at the People Committee.
A "Below Expectations" rating for 2 consecutive quarters automatically triggers the Improvement Plan (see Progressive Discipline).
Bi-Weekly Feedback Template
The biweekly feedback from the member to the Lead follows this structure. Answer each question with substance — "everything is fine" or "nothing to say" is not acceptable.
About your delivery:
- What was your most significant contribution in these 2 weeks?
- What fell below what you expected to deliver? Why?
- What were your biggest difficulties and how did you resolve them?
About the squad:
- Did someone help you in a significant way? Who and how?
- Is any process or tool getting in your way?
- Is anything preventing the squad from performing better?
About growth:
- What did you learn in these 2 weeks?
- In what area do you want to develop in the next month?
Clappys: Distribute up to 2 Clappys to colleagues who stood out (name + specific reason).
3.1. Progressive Discipline
When performance does not meet expectations, the process is clear, documented, and fair. Nobody is caught by surprise.
Stage 1: Direct Feedback
The Lead identifies the gap and gives direct feedback in the 1:1. Specific, with examples. "In the last 2 cycles, 3 of the 4 Projects you led were late. The squad is compensating, and that is not sustainable." Documented in Notion (1:1 note). Deadline for improvement: next quarter.
Stage 2: Improvement Plan (30 days)
If after direct feedback there was no visible improvement, or if the quarterly rating is "Below Expectations" for 2 consecutive quarters, the Lead formalizes a written Improvement Plan.
The Improvement Plan contains: specific documented gaps, measurable objectives for the next 30 days, weekly check-ins with the Lead, and explicit consequence ("if objectives are not met in 30 days, the case goes to the People Committee").
The member signs (ACK) the Improvement Plan. It is not punishment — it is the last structured opportunity.
Stage 3: People Committee
If the Improvement Plan was not met, the case goes to the People Committee (CEO + Lead + 1 other lead). The Committee decides: plan extension (rare, only if there was clear partial progress), reallocation to another squad or role (if the problem is fit, not competence), or offboarding.
Stage 4: Offboarding
If the People Committee decides on offboarding: direct and respectful communication, fulfillment of contractual conditions, and a clean process. Nobody is humiliated on the way out. The Lead communicates to the squad in a factual manner, without drama.
Accelerators: Some situations skip stages. Fraud, confidentiality violation, harassment, or work abandonment without notice lead directly to the People Committee (Stage 3), without the need for an Improvement Plan.
4. Compensation: Partnership, not Employment
Philosophy
There is work and there is the work of your life. The kind of work that has your fingerprint. The kind you refuse to do halfway. The kind that makes you open the laptop on Sunday because the idea keeps pulling you in.
At C-137, you build ventures that would not exist anywhere else. These are not consulting projects. These are not features inside someone else's product. These are real companies, with real customers, that solve problems nobody else is solving the way we solve them. Nobody comes to C-137 to play it safe. You come so that the work represents something big.
Compensation is built to reflect that. C-137 operates as a partnership: those who build earn together when the business grows. There is no upside ceiling. The more the ventures grow, the more everyone earns — including those in another venture, because being part of the network already connects you to the entire portfolio's success.
The tradeoff is clear: C-137 demands excellence. The workload is high, the intensity is real, and every person is expected to operate at the limit of what they can deliver. Those who join know what they are getting into. Those who stay do so because they want to build something that matters and be rewarded for it.
The prize for exceptional results is not "working less." It is earning more, and having built something you can point to and say: this exists because of me.
Compensation Structure (4 layers)
Layer 1: Fixed Monthly Fee (stability)
The contractual base. Paid against invoice, first business day of the month. Reviewed annually or in case of significant scope change.
Each Career Ladder level has a salary band. Within the band: 75% = entry into the level, 100% = reference, 125% = top performer pre-promotion. The midpoint is benchmarked against the top 10% of the LatAm remote market for equivalent roles, adjusted annually. Location-independent: an IC3 in Florianopolis earns the same range as an IC3 in Sao Paulo.
The fee is the floor. It ensures nobody worries about subsistence while building. But it is not what makes C-137 financially interesting — layers 2, 3, and 4 are.
Layer 2: Quarterly Performance Bonus (execution)
Variable tied to the individual quarterly score (see Performance Section). It is the mechanism that separates "fulfilling the contract" from "generating results."
| Score | Base bonus (% of monthly fee) |
|---|---|
| 90-100 | 100% of 1 monthly fee |
| 70-89 | 50% of 1 monthly fee |
| 50-69 | 0% |
| < 50 | 0% |
Level multiplier (applied on top of the base bonus):
| Level | Multiplier |
|---|---|
| IC1-IC2 / M1 | 1.0x |
| IC3 / M2 | 1.25x |
| IC4+ / M2+ | 1.5x |
Example: IC3 Senior Builder with a fee of R$ 20,000 who achieves a score of 92 receives a bonus of R$ 20,000 x 100% x 1.25 = R$ 25,000 at the end of the quarter.
The bonus is paid in the first month of the following quarter, together with the regular invoice.
Annual Consolidated Bonus: at the end of the fiscal year (March), the average of the 3 quarterly scores determines an additional annual bonus for those who maintained consistency. Floor: average >= 70 to be eligible. The level multiplier also applies.
Layer 3: Venture Pool (shared growth)
Each quarter, the CEO defines financial pools that reward both those building the venture that is growing and those who are part of the C-137 network as a whole.
The principle: being in the right venture at the right time should be rewarded. But being part of C-137, sharing infrastructure, knowledge, and culture, is also worth something.
Thesis Pool (higher multiplier). Distributed among the squad members of the venture that generated results. General C-137 Pool (lower multiplier). Distributed among ALL members, regardless of venture.
Distribution multipliers by level:
| Pool | Level | Weight |
|---|---|---|
| Thesis Pool | IC4+ / M2+ | 4x |
| IC3 / M2 | 3x | |
| IC2 / M1 | 2x | |
| IC1 | 1x | |
| General C-137 Pool | IC4+ / M2+ | 3x |
| IC3 / M2 | 2x | |
| IC2 / M1 | 1.5x | |
| IC1 | 1x |
The CEO defines the size of both pools each quarter, considering: venture revenue, margin, stage, cash position, and milestones achieved. It is not a fixed formula — it is a CEO decision calibrated by business reality. The pools and distribution logic are communicated with transparency.
Pre-revenue ventures can have a thesis pool based on milestones (launch, first customer, PMF signals). The pools grow as the portfolio grows.
Layer 4: Phantom Equity (long-term upside)
For members with founder-level contribution to the venture. Phantom equity is tied to a liquidity event (sale, fundraise, etc.). Standard vesting: 4 years, 1-year cliff.
| Level / Role | Phantom Equity Range |
|---|---|
| M2+ / Venture Lead / EIR | 5-15% |
| IC4+ / M2 with founder contribution | 3-8% |
| IC3 / M1 with exceptional contribution | 1-3% |
| IC2 with exceptional contribution | 0.5-1% (case by case) |
Annual rebalancing: Each fiscal year, phantom equity can be adjusted based on performance. Those who consistently exceed expectations can receive additional grants. Those who are below may have vesting paused. This ensures equity flows to those generating value — not to those who simply remained.
Phantom equity is formalized through a specific phantom equity/SAR (Stock Appreciation Rights) contract. Functions as a bonus tied to a liquidity event without creating a corporate partnership.
Fee Review
Fees are reviewed once a year, at the start of T1 (April). Criteria:
- Average score from the last 3 quarters >= 80
- Career Ladder level promotion (automatic adjustment to the new level's band)
- Market benchmark (if below the band, adjusted regardless of score)
- Accumulated inflation (IPCA) — the review should consider purchasing power
There is no automatic raise. There is a data-based review.
What we do NOT offer (and why)
We do not offer traditional corporate benefits (meal vouchers, food vouchers, health insurance). The value proposition is different: ventures that would not exist without you, real autonomy to build them, direct financial upside when they grow, and the network of a venture builder that exposes you to multiple businesses simultaneously.
What we invest so everyone operates at the highest level: access to tools and platforms paid for by C-137 (the best in the world — AI tools, dev tools, design tools), real schedule flexibility (async-first, no fixed hours), Annual Offsite in person (3-5 days, company-paid), quarterly Hack Day (time for creative exploration and innovation), and Birthday Off.
5. Culture in Practice
C-137's values (#AwesomePeople, #EpicPerformance, #BetaMindset, #DirectByDefault, #TechLovers) are defined at the beginning of this handbook. This section defines how they materialize in day-to-day operations.
Recognition
Clappy System — Peer-to-peer recognition. In each biweekly feedback, each person distributes up to 2 Clappys to colleagues who stood out. This creates visibility about who truly impacts the squad, directly from peers' perspective — not from the manager's.
Clappys have no direct material reward. Recognition is public and recorded — it appears in history and feeds the "Culture & Collaboration" dimension of the quarterly score, which in turn impacts the bonus. The path from Clappy to money goes through performance, not through a shortcut.
Fast Feedback — Critical feedback is given on the spot, not saved for Friday. "When you delay critical feedback, you steal from the person the chance to improve." The biweekly feedback is the backstop, not the only channel.
Good feedback is specific ("the way you refactored module X saved the squad 2 days of work"), honest ("you were stuck for 3 days without escalating, and that delayed the release"), and constructive ("I suggest that next time, if you are stuck for more than 4 hours, post in the squad channel").
The quality of the feedback you give is as important as what you receive. Generic feedback ("everything is fine", "nothing to say") is worse than no feedback. If someone consistently gives feedback without substance, the Lead addresses it in the 1:1.
Communication
Low-Context Communication — When communicating via text, always provide as much background as possible. Assume the person has no context. Do not say "about that thing we discussed" — say "about the decision to use Stripe for Alana's checkout, which we discussed on the Monday call." In a remote and async team, ambiguity kills speed.
ACK Process — For communications that require everyone to read (process change, new compensation model, strategic decision): post on Slack + request explicit reaction (emoji eye = "I read and understood"). The ACK Agent monitors: no ACK in 24h, automatic channel reminder. No ACK in 48h, direct DM. Nobody can say "I didn't see it."
HQ Channel — Central Slack channel (#c137-hq) for announcements that affect the entire company: new hires, process changes, milestones achieved, strategic decisions, quarterly Venture Pool communication. It is the channel for C-137 as an organization.
Suggestion Box — Asynchronous channel (#improvements on Slack) where any member can suggest improvements. CEO or Leads review biweekly and respond to each suggestion. Suggestions without a response in 2 weeks = process failure, not the fault of the person who suggested.
Disagree and Commit — Everyone can disagree during the discussion, but once the decision is made (by the DRI, Lead, or CEO), everyone commits to execution. There is no passive sabotage. If the decision proves wrong, the group learns together — there is no "I told you so."
JOMO (Joy of Missing Out) — In an async team, it is impossible and unnecessary to follow everything in real time. If something is really important, it will come through the ACK process or the standup. Nobody needs to be online all the time, nobody needs to read all threads.
When to use what — quick tool guide:
| Tool | Use for | Do not use for |
|---|---|---|
| Slack | Day-to-day communication, standups, quick questions, light decisions, celebrations, #improvements | Permanent documentation, decisions needing records, project briefs |
| Linear | Product work: issues, projects, cycles, bugs, project updates, DRI tracking | Strategic thesis discussion, process documentation, knowledge base |
| Notion | Permanent documentation, templates, 1:1 notes, Heartbeats, Personal READMEs, Venture Builder System, knowledge base, processes | Quick communication, daily execution tracking |
| Call (Google Meet) | Complex decisions requiring nuance, 1:1s, pair building, ceremonies with sync component | Anything that can be resolved in text. If the call has no agenda, it should not exist |
| External communication (clients, partners, vendors), contracts, invoices | Internal communication. If you are emailing a colleague, use Slack | |
| GitHub | Code reviews, PRs, technical discussions about specific implementation | Product planning, business decisions, general communication |
Rule: if the information needs to survive more than 1 week, it goes to Notion or Linear. If it is ephemeral, Slack. If it involves code, GitHub. If it is external, email. If it needs voice, call — but document the result in text afterward.
Quality as a Discipline
Zero-Bug Policy with SLA — Production bugs are immediate priority, they do not go to the backlog.
| Severity | Definition | SLA |
|---|---|---|
| P0 | Product down / data loss | Fix in 4h |
| P1 | Core feature broken | Fix in 24h |
| P2 | Minor / cosmetic bug | Enters next cycle |
Weekly bug dashboard reviewed by the Lead. Accumulated tech debt is the silent killer of speed.
Internal Dogfooding with Feature Flags — Every new feature is shipped first behind a feature flag for the internal team. The squad uses the product before any external user: Ship → internal flag → team tests for 2-3 days → release to beta users → general release.
Human Connection in a Remote Team
Personal READMEs — Each member creates a personal README (template in Notion): how they prefer to communicate, work hours, what annoys them, what motivates them, how they give and receive feedback, timezone, interests outside of work. Used during onboarding and when two members start a project together for the first time.
Coffee Chats — Informal 25-min call between two members before starting a project together for the first time, or between members from different squads to build cross-thesis relationships. It is not a formal ceremony — it is an encouraged practice when it makes sense.
Pair Building Sessions — Optional 60-90 min sessions where two members solve a problem together in real time (call with screen share). At least 1x per week per squad recommended. Especially valuable for onboarding (senior + new) and complex problems.
Informal Communication Channels — Optional Slack channels: #random, #off-topic, and any thematic channels the team wants to create. The existence of these channels signals that the company values people as people. Leads set the example by participating.
Functional Cross-Pollination — When there are 2+ members with the same role in different squads, create an exchange channel (#engineering on Slack). It is not a reporting line — it is an informal community of practice.
Non-Negotiable Rules
The "Do Not Disappear" Rule
If you are going to be offline, notify in the squad channel beforehand. You do not need to give details — you just need to notify. Disappearing without notice affects the entire squad.
Onboarding and Initial Evaluation (45 Days)
Let us be direct: many people assume the first few weeks are for "getting settled." At C-137, they are not. The first 45 days are the most rigorous evaluation period the person will experience here — more intense than any quarterly review that comes after. The speed at which someone absorbs context, delivers real results, and integrates into the squad says more about fit than any interview.
Every day counts. On day 15 there is a formal evaluation. On day 45, a binary decision to continue or not. There is no margin of courtesy, and there is no "let's give them more time to see." Anyone who joins C-137 knows they are being evaluated from the first hour.
New member joins as fulltime from day 1. Full ownership from day 1. There is no light version of the first weeks — the light version is the exit.
Week 1 (Day 1-7): Context + First Delivery
The Lead is responsible for:
- Before arrival: real issue ready for the new member, access to Linear/Notion/Slack configured
- Day 1: Chat with CEO (25 min) + Technical Assignment + Squad meeting + reading colleagues' READMEs
- Day 1: New member creates their Personal README
- Day 2: Environment configured (template clone, first deploy). Can merge to production with review.
- Day 2-3: Pair Building Session with a senior squad member
- Day 3-5: First real delivery (small issue, end to end)
- Day 7: Check-in with Lead — are they understanding the context? Are they producing?
If by day 7 the person has not completed any real delivery, it is a sign of a fit problem. Better to address it early than to drag it out.
Day 15 Milestone: First Formal Evaluation
The day 15 milestone is not an "informal check-in." It is a structured evaluation where the Lead confronts real data: how many deliveries the person completed, with what quality, with how much autonomy. The questions are direct: is the person delivering at the expected pace? Have they absorbed the venture and squad context? Do they operate with autonomy or do they need constant hand-holding? Is the output quality at the level the squad needs?
If the answer to any of these questions is "no," the Lead communicates with clarity: "You have 30 days to demonstrate concrete change. If by day 45 the situation has not changed, we end this." No beating around the bush, no ambiguity. This warning is the real opportunity — those who take it seriously correct course. Those who do not confirm the day 45 decision.
Day 45 Milestone: Go/No-Go Decision
On day 45, Lead and CEO review together. The decision is binary: the person stays or leaves. There is no "let's give them one more chance." There is no "they are slowly improving." If in 45 days the person has not demonstrated the ability to operate at C-137's level, keeping them is unfair to the entire squad that is compensating. The cost of dragging a fit decision for another 30-60 days is extremely high — for the squad and for the person.
If the decision is "stay," the member enters the normal cadence: biweekly 1:1, biweekly feedback, quarterly performance review. If the decision is "no stay," direct and respectful communication, fulfillment of contractual conditions, and a clean termination.
The onboarding message is explicit: "The first 45 days are a mutual evaluation — and we take it seriously. Day 15 has a formal evaluation. Day 45 has a continuity decision. We evaluate you, and you evaluate C-137. Here the workload is high, we seek excellence, and we distribute financial results with those who build. If that motivates you, you are in the right place. If at any point you realize it is not, tell us — it is better for everyone."
Performance Visibility
Initiative progress and the North Star are public. Heartbeats are visible to all of C-137. Project Health (The Needle) is visible in Mission Control. Quarterly scores are shared with the squad (not the individual detail, but the collective result and trends). Quarterly Venture Pool is communicated with transparency: pool size and distribution logic.
This creates alignment: everyone sees the progress, everyone understands the connection between results and rewards.
6. Escalation Flow
When something goes wrong, the path is clear:
Level 1: Squad resolves internally
Member gets stuck → posts in the squad channel → colleague or Lead unblocks. Most problems die here.
Level 2: Lead intervenes
Problem persists for 2+ days, or it is a conflict between members, or it is a risk to the Initiative. The Lead pulls a 1:1 or extraordinary squad sync.
Level 3: CEO decides
Conflict between theses (shared services priority), offboarding decision, bet pivot, or anything involving money or strategy.
Golden rule: escalating early is a sign of maturity, not weakness. The Lead who escalates a problem on day 2 is more valuable than the one who "absorbs" and delivers late on day 15.
People Committee (Hiring, Offboarding, and Processes)
People decisions are not unilateral. For hires and offboardings, there is a minimum committee:
Composition: CEO + Lead of the affected squad + at least 1 other Lead (external perspective).
When it meets:
- Before any hire: to validate that the profile, scope, and fee make sense for the thesis
- Before any offboarding: to confirm the process was fair (feedback given, improvement plan offered if applicable, data supports the decision)
- When there is a process change affecting all squads (e.g., new ceremony format, bonus policy change)
Why this matters: prevents impulsive hiring, prevents emotional offboarding, and creates a formal record of people decisions. In a small team, every hire or departure has disproportionate impact. The committee adds 30 minutes of governance for decisions that affect months of operations.
Hiring Philosophy (Founder Mode)
Hiring is the most important decision and the easiest to get wrong. Most companies operate with "presumption of innocence" — looking for the absence of weaknesses. We operate with "guilty until proven innocent" — we look for concrete evidence of excellence. Candidates need to prove they are exceptional, not merely that they have no red flags.
Start with the results, work backwards to the people. Do not start with the resume brand ("worked at Google"). Start with the product: "which product do I admire? Who built it? Who really built it?" It is detective work to discover who actually did the work vs. who was on the team when the work was done.
CEO as co-hiring manager. The CEO interviews every candidate. Not as a ceremonial final step — as an active evaluator. The logic: if a Lead can hire someone without the CEO's help, that person is probably not good enough. In a team of 6-12, every person who joins changes the entire dynamic.
Interview: the 2 follow-ups rule. Never accept the first answer. Ask them to elaborate. Then ask again. At the third layer, those who do not know what they are doing run out of details. Those who actually did the work can go deep indefinitely.
The Shackleton approach. At the end of the hiring process, instead of selling C-137 as an amazing place, talk about why the person should NOT accept: the workload is high, expectations are brutal, the CEO is in the details, there is no coast mode, and quality standards are extremely high. This solves two problems: it filters out those who want comfort (these people will leave in 3 months anyway) and attracts those who want a real challenge. The best people want the equivalent of Navy SEALs, not the navy.
Scaling proxy. To evaluate whether someone internally is scaling or not (and whether external hires are needed): whoever is doing today what they should be doing 6 months from now is scaling. Whoever is doing what they should be doing now is on track. Whoever is doing today what they should have done 6 months ago is not scaling — and the trend almost never reverses.
Always be recruiting. Even without an open position, the CEO and Leads should maintain an active talent network. Recruiting only when there is a position creates a sales pipeline. Recruiting continuously creates a network. The difference between hiring fast and hiring well is having the pipeline ready before you need it.
Kill Process (Ventures)
Killing ventures is as important as creating them. C-137 defines kill criteria before building — at the Betting Table, at the time of bet approval. If a venture reaches the kill criteria, the Kill Decision Meeting is convened (ad-hoc, 1h). There is no "one more month to see if it improves."
Venture stages:
Shaping → Building → Validation → Traction → Growth → (Exit or Killed)
Reference timelines: 2 weeks (idea → MLP), 4 weeks (MLP → 10 customers), 6 weeks (10 → R$100k MRR path). Total: 12 weeks to clear traction signals. If at week 12 there are no signals, the kill conversation begins.
These timelines are not absolute, but they are the reference against which we measure speed. If a Builder or Lead thinks "we are doing well" but the venture is at week 10 without an MLP, the timeline resolves the ambiguity.
Kill Checklist:
- Kill Decision Meeting held with CEO + Venture Lead + Lead
- Learnings documented in the Bets database
- Shared assets identified and preserved for future ventures
- EIR reallocated to another thesis or offboarded
- Linear Initiative archived
- Post-mortem documented and shared with the team
The post-mortem is not blame — it is learning. Every kill generates insights that improve the next bet. The C-137 that kills fast and learns is more valuable than the one that maintains zombie ventures out of fear of admitting the mistake.
7. Policies
Time-Off
C-137 does not track hours and does not operate as traditional employment. But rest is mandatory — not as a benefit, but as a performance requirement. Nobody operates at maximum for 12 consecutive months without pausing.
Annual rest: 20 calendar days per 12 months of contract. Can be split (minimum 5 consecutive days at a time). Early use allowed up to half (10 days) after 6 months of contract.
Coordination: Register via the Time-off Agent with at least 2 weeks advance notice. No justification needed. The agent checks conflicts automatically. If two members from the same squad want the same period, resolve it between yourselves — if you cannot, the agent escalates.
Holidays: Irrelevant. We do not track days or hours. If you want to work on Christmas and take time off in February, it makes sense for you. If you want to take Christmas off, that too. What matters is that the squad knows when you are not available.
Year-end (Dec 23 to Jan 1): C-137 operates in reduced mode. Does not count against the 20 days. You will only be contacted if truly necessary. If you are in leadership, use this period for real builder mode — it is the quietest time of the year to think, prototype, and work on what normally does not fit into day-to-day.
Birthday Off: Day off in the month of your birthday. Choose any business day of the month. Notify the squad 1 week in advance. Does not count against the 20 days.
Special leaves: Situations such as medical leave, bereavement, parental leave, or personal emergencies will be analyzed case by case with maximum empathy and good judgment. We do not have a rigid table of days because each situation is different. What we guarantee: nobody will be penalized for needing time to take care of their health, family, or themselves. Register the request via the Time-off Agent as soon as possible — the sooner the system records it, the better we can reorganize the squad and give you the necessary support. For longer leaves (over 5 days), we align a coverage plan so the squad is not left uncovered and you do not return with backlog.
Equipment
C-137 is remote-first and operates with contractors. Each person is responsible for their own work equipment.
What C-137 provides: access to all necessary tools and platforms (Claude, Cursor, Vercel, Linear, Notion, Slack, Figma, and any other approved tool). Always the best tools in the world — no skimping on software.
If you need a tool or platform that C-137 does not currently provide, propose it in #improvements. If it makes sense, we approve and add to the stack.
Minimum recommended specs:
| Profile | Processor | RAM | Storage |
|---|---|---|---|
| Tech (dev, data) | Apple M2+ or equivalent | 16GB+ | 512GB SSD+ |
| Non-tech (design, ops, growth) | Apple M1+ or equivalent | 8GB+ | 256GB SSD+ |
If your current equipment does not meet the minimum specs and it is impacting your productivity, open a request via #improvements. We evaluate case by case.
Expense Policy
Principle: same policy for all levels, including CEO. If you want a personal upgrade (business class, nicer hotel), pay the difference out of pocket. C-137 covers what is necessary, not what is luxurious.
Work travel (when applicable):
- Airfare: economy class, most efficient fare available
- Accommodation: up to R$350/night (expensive markets like SP/Rio can be adjusted)
- Meals: up to R$80/day (with receipt)
- Local transportation: Uber/taxi with receipt
Annual Offsite: All expenses covered by C-137 (airfare, accommodation, meals, activities). Budget is communicated beforehand.
Reimbursement: Send receipts (invoice/receipt) via the agreed channel. Reimbursement processed with the next invoice. No receipt = no reimbursement. No exceptions.
Security
Data security is everyone's obligation. As a remote-first company with access to code, customer data, and intellectual property of multiple ventures, the attack surface is wide. Each member is a potential vector.
Mandatory for everyone (day 1):
- 2FA enabled on all tools (Slack, GitHub, Linear, Notion, Google, etc.)
- Password manager (1Password, Bitwarden, or equivalent) — unique passwords per service
- Disk encryption enabled on laptop (FileVault on Mac, BitLocker on Windows)
- Screen locked when away from computer — even at home
Mandatory for Tech:
- Never commit secrets, API keys, or credentials to the repository
- Use environment variables for sensitive configuration
- SSH keys instead of passwords for Git
If you lose or have equipment stolen: Report immediately in the #security channel (same hour). Access will be revoked before anything else.
Code of Conduct
C-137 is a high-performance environment, with direct feedback and frank communication. This is not a license for disrespect. The line is clear:
Zero tolerance for: harassment (sexual, moral, or any form), discrimination by race, gender, sexual orientation, religion, nationality, or any other personal characteristic, bullying or intimidation, retaliation against those who report problems.
How to report: DM on Slack or email to the CEO or any Lead. If the problem involves your direct Lead, escalate to another Lead or to the CEO. Reports are treated with confidentiality and investigated. Retaliation against those who report is treated with the same severity as the original offense.
Work conflicts (technical disagreements, priorities, communication style) are normal and expected. Resolved via Disagree and Commit, 1:1, or escalation to the Lead. Productive conflict is healthy. Personal conflict is unacceptable.
Moonlighting
Side work is allowed, with clear rules.
Allowed without notice: freelance/consulting in areas that do not compete with any C-137 venture, open-source projects, academic or teaching activities.
Allowed with prior notice to the CEO: work involving more than 10h/week, projects in areas adjacent to C-137's theses (to avoid conflict of interest), advisory boards of other companies.
Prohibited: direct work for competitors of any portfolio venture, use of C-137's intellectual property in external projects, any activity that compromises your availability or performance.
Golden rule: if you would have no problem telling the CEO about it over coffee, you are good. If you would feel uncomfortable, ask first.
Social Media & Public Representation
C-137 operates with multiple ventures, sensitive intellectual property, and strategic partnerships. What any member publishes online can impact the entire organization's and portfolio's reputation. This is not corporate paranoia — it is the reality of a world where any post becomes a screenshot.
LinkedIn and professional profiles: Only after passing the trial period (45 days) can you add C-137 or any portfolio venture to your profile. Before that, do not publicly associate. After, you can add title and company — without details of stack, architecture, internal projects, or metrics.
Prohibited without explicit CEO authorization: sharing details of any venture's technology stack, architecture, or infrastructure on any platform (LinkedIn, Twitter/X, personal blog, forum, public GitHub, conference). Disclosing business metrics, number of users, revenue, or any internal data. Speaking publicly on behalf of C-137 or any venture (interviews, podcasts, opinion posts about the company).
Public personal profile: You are free to have opinions on any subject. But if your profile is public and identifiable as a C-137 member, avoid politically sensitive topics, internet controversies, or debates that could be associated with the company. Not because we censor opinions — but because the association is inevitable and the risk is unnecessary. When in doubt: private profile solves it.
Who can speak for C-137: CEO for institutional positioning. Venture Leads for their respective ventures, with prior alignment. Nobody else, unless explicitly designated.
Golden rule: if you would post it in #c137-hq without a problem, it is probably ok. If you would not post it there, do not post it externally.
Learning & Development
Continuous learning is not a benefit — it is a prerequisite for doing good work at C-137. Our #BetaMindset DNA is not just about iterating on products. It is about iterating on yourself. Those who stop learning stop delivering results in months, not years.
C-137 invests seriously in education. We have dedicated budget and a formal development program. We have already funded master's degrees, postgraduate programs, language courses, technical specializations, and professional certifications. It is not an exception — it is recurring practice.
How it works: Propose with a simple justification: what it is, how much it costs, how long it takes, and how it connects to what you do here. There is no fixed budget per person — each case is evaluated on merit. Small things (a $50 course, a book, a study tool) are approved quickly. Larger investments (postgraduate, months-long programs) require a more detailed conversation and are typically tied to a minimum tenure.
Conferences and events: Evaluated case by case. If you are presenting or representing C-137/venture, the company covers it. If it is for personal development, we evaluate together with the L&D budget.
Expected in return: Those who receive education investment share the learning with the team. It can be a Slack post, a 30-min session, or Notion documentation. Knowledge that stays in one person's head does not scale.
8. Full Annual Cycle
Why the fiscal year runs from April to March
C-137 adopts a fiscal year from April 1 to March 31, divided into 3 quarters of 16 weeks each. It is not arbitrary — it is an operational decision based on how Brazil actually works and how our cycles fit.
The conventional calendar (January-December) has a structural problem: January is a slow return month, February has Carnival, and December dies with holidays and collective vacation. You lose entire months to seasonality.
With the fiscal year starting in April, three concrete things are gained:
Strategic planning happens in March — when the team is present, focused, and has already passed the holiday and vacation period. Instead of competing with December (when nobody is paying attention) or January (when everyone is coming back), the annual planning happens at the moment of greatest mental clarity of the year.
Fiscal T1 (Apr-Jul) is a real productive quarter — nobody is on vacation, there are no relevant extended holidays, and the team enters the year already with momentum. Compare with trying to kick things off in January with half the team still returning.
Fiscal T3 (Dec-Mar) absorbs seasonality — December is the first month of T3, not the end of the year. The holiday impact is diluted at the beginning of a quarter, with 3 months of full execution ahead (Jan-Mar). And the Annual Review + Offsite happen in March, when it is possible to reflect on the entire year with lucidity.
This model is used by the UK, Japan, India, and Australia. In the venture builder context, it has an additional benefit: LP reporting follows the same quarterly cadence, misaligned from the conventional corporate calendar — less competition for investor attention in the same period everyone else is doing annual reviews.
Perfect mathematical fit: each quarter = 2 Shape Up cycles (6 weeks build + 2 weeks cooldown = 8 weeks x 2 = 16 weeks = 4 months). The fiscal year contains exactly 6 cycles, with no orphan week, no leftover.
Calendar
With continuous planning, there is no quarterly "big bang." Candidate Projects are triaged and prioritized all the time. The quarterly moments exist to review strategic direction, not to start from scratch.
| Month | Special Ceremony | Focus |
|---|---|---|
| April | Start of Fiscal Year + Initiative Review T1 | Annual North Star review (already defined at the March Offsite) enters execution. T1 betting table. |
| May | — | Execution (cycle 1 build) |
| June | — | Execution (cycle 1 cooldown → cycle 2 build) |
| July | T1 Review + Performance Review + Hack Day | T1 assessment + T1 bonus + Meeting Audit + day of creative exploration |
| August | Initiative Review T2 | Initiative adjustment + T2 betting table |
| September | — | Execution (cycle 3 build) |
| October | — | Execution (cycle 3 cooldown → cycle 4 build) |
| November | T2 Review + Performance Review + Annual Fee Review + Hack Day | T2 assessment + T2 bonus + Meeting Audit + compensation review (effective starting the following April) |
| December | Initiative Review T3 | T3 Initiative adjustment. Holiday seasonality absorbed at the beginning of the quarter. |
| January | — | Execution (cycle 5 build) |
| February | — | Execution (cycle 5 cooldown → cycle 6 build) |
| March | T3 Review + Performance Review + Annual Review + Annual Offsite + Hack Day | T3 assessment + T3 bonus + annual retro + next fiscal year planning + in-person team |
9. Implementation: Where Everything Lives
| Component | Tool | Detail |
|---|---|---|
| North Star + Initiatives | Linear (Initiatives) + Notion | Initiatives in Linear with health status; North Star tracked in Notion (Venture Builder System) |
| Issues, Projects, and Cycles | Linear | Projects = planning unit with DRI; Issues = daily work; Cycles = execution sprints |
| Project Health (The Needle) | Linear | Status field in each Project: On Track / At Risk / Off Track — updated weekly |
| Candidate Projects (backlog) | Linear | Projects with "Backlog" status or no priority — continuously triaged |
| Project Updates | Linear → Slack | Lead publishes weekly; auto-posted to the squad channel |
| Bug Dashboard + SLAs | Linear | "Bug" label + Priority P0/P1/P2; weekly dashboard reviewed by the Lead |
| Cooldown issues | Linear | "Cooldown" label — issues noted during the cycle to be addressed in cooldown |
| Async standup | Slack | Squad channel, Standup Agent monitors compliance |
| Standup Agent | Slack bot | Automatic DM to those who have not posted; detects patterns (3+ misses) and notifies Lead |
| Deadline Agent | Linear + Slack bot | Monitors cards stuck 2+ days; automatic escalation to Lead at 3+ days |
| Feedback Agent | Slack bot | Compiles biweekly feedback, sends reminders, consolidates responses |
| ACK Agent | Slack bot | Monitors reactions on critical posts; automatic follow-up at 24h/48h |
| Metrics Agent | Linear + Notion | Automatic collection: cycle time, deployment frequency, standup compliance, card health |
| Invoice Agent | Slack + Notion DB | Monitors receipt, validates format, forwards for processing, confirms payment |
| Expense Agent | Slack + Notion DB | Receives submissions, validates receipt + policy, auto-approves or escalates |
| Time-off Agent | Slack + Notion DB | Records requests, checks conflicts, confirms or escalates, maintains balance |
| Onboarding Agent | Slack + Notion + Linear | Triggers automated checklist for new members, completion tracking |
| Contract Agent | Notion DB | Monitors term, alerts 30 days before, compiles data for renewal |
| Biweekly feedback | Slack or Notion form | Structured, not free-form |
| Clappys | Slack bot | Culture channel, "Give Recognition" bot — pure recognition, feeds quarterly score |
| Social Question Bot | Slack | Monthly bot in #random or #cultura (Donut/Geekbot) |
| Announcements | Slack (#c137-hq) | Central channel for communications affecting the entire company |
| Process Improvements | Slack (#improvements) | Process suggestions — reviewed biweekly |
| Informal channels | Slack (#random, #off-topic, etc.) | Optional human connection channels |
| Functional channels | Slack (#engineering, etc.) | Cross-squad community of practice (when applicable) |
| 1:1 notes | Notion | Private page per person, accumulated history, fixed questions in the template |
| Personal README | Notion | Template per member, created during onboarding |
| Quarterly score | Notion | Dashboard per person, fed by the Lead |
| Culture Check-in notes | Notion | Private page per person, quarterly |
| Cycle Kickoff | Slack (squad channel) | Written post at the start of each cycle |
| Heartbeat (Cycle Summary) | Notion | Published in the squad space, visible to all of C-137 |
| Leads Sync | Linear + Call | Biweekly, cross-thesis grooming |
| People Committee | Notion | Record of hiring/offboarding decisions |
| CEO Review Cadence | Linear + Notion | Review cadence by area (weekly/biweekly/monthly/quarterly) — see Section 1 |
| Talent Pipeline | Notion DB | Active talent network, always updated — even without an open position |
| Templates | Notion | Cycle Kickoff, Heartbeat, 1:1, Performance Review, Personal README, Betting Table record, Onboarding checklist, CEO Review cadence |
| Fee, bonus, Venture Pool, and invoices | Spreadsheet or Notion DB | Confidential, visible only to CEO. Pool communicated to the squad quarterly. Invoices on the 1st business day |
| Career Ladder tracker | Notion | Dashboard per person: current level, salary band, next level, identified gaps |
| Idea Box Triage | Notion (Idea Box DB) | Weekly, Leads review submissions and classify by PMF Framework |
| Betting Table | Notion + Call | Biweekly, CEO + Venture Leads + EIRs. Decision records in the Venture Builder System |
| Portfolio Review | Notion + Call | Monthly, CEO + Business Lead. Consolidated venture dashboard in the Venture Builder System |
| EIR Review | Notion + Call | Monthly, CEO + Venture Leads + EIRs. Performance tracking and reallocation |
| M&A Intelligence Review | Notion (Strategic Acquirers DB) + Call | Monthly, CEO + Leads. Fit scores update |
| Thesis Review | Notion (Thesis Portfolio DB) + Call | Quarterly, CEO + Leads. Deep thesis review |
| Kill Decision | Notion (Bets DB) | Ad-hoc. Mandatory record: learnings, shared assets, post-mortem |
| Venture Stages | Notion (Bets DB) | Shaping → Building → Validation → Traction → Growth → Exit/Killed. Stage transition checklists |
| Performance Rating | Notion | Quarterly record: score + qualitative rating |
| Improvement Plan | Notion | Template: gaps + 30-day objectives + weekly check-ins + consequence |
| Bi-Weekly Feedback | Notion form or Slack | Template with 8 structured questions + Clappys |
| Expense Reports | Notion DB | Receipts + approval. Reimbursement on the next invoice |
| Time-off Tracking | Notion DB | Record of days used/available per member |
10. Sources and Inspirations
This model absorbs practices from ten sources with cultures and philosophies compatible with C-137:
Founder Mode (Paul Graham + Brian Chesky/Airbnb) — Coexists with Managers of One. Venture Lead in the product details, review cadence, skip-level as the norm, co-hire, functional org, deep dives. Hiring philosophy: "guilty until proven innocent", Shackleton approach, always be recruiting.
Linear (99 people, 15+ countries) — Cooldown between cycles, zero-bug policy with SLAs, weekly written updates, hack weeks, rotating project leads, dogfooding with feature flags, annual offsite.
PostHog (~100 people, full remote) — Small teams as startups, management spread thin, "make yourself obsolete", adaptable 1:1s, functional cross-pollination.
Basecamp/37signals (~70 people, remote-first) — Heartbeats, cycle kickoffs, The Needle, 5-hour meeting rule, managers of one, JOMO, disagree and commit.
GitLab (1,600+ people, all-remote) — DRI, handbook-first, meeting audit, ACK process, low-context communication, personal READMEs, coffee chats, suggestion box.
Vercel (~175 people, remote-first) — Iterate to Greatness, radical deadline compression, full ownership from day 1, pair building sessions, fast feedback.
BTG Pactual (largest investment bank in Latin America) — Scalable partnership culture: Player-Coach model (managers keep craft active), Performance Rating with forced distribution (~5% cap on "Exceptional"), annual equity rebalancing by performance, bonus pool as % of revenue, egalitarian expense policy (CEO = junior), grow-your-own-talent (90%+ internal promotion), earnings deferral for retention.
Google/Amazon Engineering Levels — Career Ladder framework with separate tracks for IC and Management. Progression by impact scope (issue → project → venture → portfolio), not by tenure. Market equivalences to calibrate seniority and compensation.
Rocket Internet — Proved that venture building scales (100+ companies, Zalando, HelloFresh, Lazada). Tech platforms per vertical, IT service centers, analytical excellence, pre-built business infrastructure, people machine (pipeline of execution entrepreneurs). Collapsed because it scaled linearly with headcount. C-137 has the same playbook but with near-zero marginal cost because every layer of the platform is software, not people.
Stanford University (PMF Framework) — Opportunity classification by market type: Hair on Fire (customer is actively seeking), Hard Fact (problem accepted as normal), Future Vision (market needs to be created). Used in the Idea Box triage and at the Betting Table to prioritize bets.
11. Glossary
| Term | Meaning |
|---|---|
| ACK (Acknowledge) | Explicit confirmation of having read and understood a communication. Done via eye emoji on Slack |
| Bet | A new venture or product that C-137 decides to build, with allocated resources and a defined timeline |
| Betting Table | Biweekly ceremony where CEO + Leads decide which bets advance, pause, or die |
| Clappys | Peer-to-peer recognition system via Slack. Feeds the quarterly culture score |
| Cooldown | Period between cycles to breathe: resolve tech debt, make improvements, document, and tackle accumulated issues |
| Cycle | Execution sprint in Linear (typically 6 weeks). Basic unit of delivery rhythm |
| DRI (Directly Responsible Individual) | The person responsible for a Project's outcome. One person, not a group |
| EIR (Entrepreneur in Residence) | Entrepreneur allocated to C-137 to lead the construction of a specific venture |
| Feature Flag | Mechanism that allows enabling/disabling features in production without deploy. Used for internal dogfooding |
| Forced Distribution | Rating model where at most ~5% of the team can receive "Exceptional" per quarter |
| Hair on Fire | Market type in the PMF Framework where the customer is actively seeking a solution |
| Hard Fact | Market type where the problem exists and is accepted as normal (people live with it) |
| Heartbeat | Written summary at the end of each cycle: what was shipped, learnings, what was left out |
| Idea Box | Notion database where any member can submit ideas for new ventures or products |
| Improvement Plan | Formal 30-day plan for members with below-expectations performance |
| Initiative | High-level strategic objective in Linear, linked to a venture's North Star Metric |
| JOMO (Joy of Missing Out) | Philosophy that it is not necessary to follow everything in real time in an async team |
| Kill Decision | Decision to shut down a venture or bet. Requires a post-mortem and learnings documentation |
| Lead (Venture Lead) | Leader of a thesis area or venture. Responsible for the squad and the venture's outcomes |
| Low-Context Communication | Practice of always providing complete context in written communications |
| Managers of One | Philosophy that each member manages themselves: prioritizes, executes, and communicates without needing follow-up |
| North Star Metric (NSM) | The metric that best indicates a venture is on the right path. One per venture, not one per squad |
| People Committee | Ad-hoc meeting between CEO + Leads to decide on hires, promotions, and offboardings |
| Personal README | Personal document for each member: how they communicate, schedule, preferences, timezone |
| Player-Coach | Model where leaders keep craft active (code, design, sell) in addition to leading |
| PMF Framework | Stanford framework for classifying opportunities: Hair on Fire, Hard Fact, Future Vision |
| Project | Planning unit in Linear. Each Project has a DRI, deadline, and health status |
| Quarterly Score | Performance assessment every 4 months, combining quantitative metrics and qualitative evaluation |
| Shape Up | Development methodology (Basecamp): shaped work → betting table → execution cycle |
| Squad | Team dedicated to a thesis area. Typically 3-6 people led by a Venture Lead |
| The Needle | Visual health indicator for each Project: On Track (green), At Risk (yellow), Off Track (red) |
| Thesis | C-137 investment thesis — a market area where we believe AI-first can win |
| Venture Builder System | Notion system that manages the portfolio: theses, bets, Idea Box, strategic acquirers |
| Venture Pool | Percentage of equity or venture upside allocated to the team, distributed by performance |
Changelog
This is the public v3.0 of the C-137 Labs Culture & Operations Handbook. Previous versions existed as fragmented internal documents, oral practices, and decisions accumulated over time. This is the first time we consolidated everything into a single structured document.
v3.0 — February 2026 (this version)
First official publication. Consolidates into a single document: C-137's mission and DNA, complete operating model (Shape Up + cycles + agents), role structure and Career Ladder (IC1-IC6, NT1-NT5, M1-M4), cadence of all ceremonies (squad and portfolio), goals and performance system (Initiatives + NSM + Projects + quarterly score), compensation model (fee + bonus + Venture Pool + partnership), culture in practice (communication, quality, human connection, 45-day onboarding), escalation flow and People Committee, complete policies (time-off, special leaves, equipment, expenses, security, code of conduct, moonlighting, social media, L&D), annual cycle, implementation map (tools + agents), and glossary of terms.
Next planned revision: Q2 FY26 (Jul-Sep 2025) or when there is a relevant structural change.
C-137 Labs · Culture & Operations Handbook v3.0
Founder Mode in ventures. Partnership culture. The work of your life.
Absorbs practices from Airbnb/Chesky, Linear, PostHog, Basecamp/37signals, GitLab, Vercel, BTG Pactual, Google/Amazon Engineering Levels, Rocket Internet, and Stanford University.
This is a living document. If something here does not work in practice, it changes.
Company Handbook
Why this document exists
Este manual no es decoración de pared. Es un contrato bilateral entre vos y C-137 Labs.
Define quiénes somos, cómo operamos, qué esperamos de vos y qué podés esperar de nosotros. Si algo aquí no tiene sentido en la práctica, es un bug — y los bugs los arreglamos rápido.
Leelo con atención. No porque sea obligatorio, sino porque es la forma más rápida de entender si este es el lugar correcto para vos.
What C-137 Labs is
Somos un venture builder AI-First. Creamos, financiamos y operamos empresas de tecnología desde cero — en mercados que ya existen, con modelos que aún no existen.
No somos una agencia. No somos una software house. No somos una aceleradora. Somos socios operativos: aportamos capital, producto, tecnología y go-to-market. Compartimos el riesgo y los resultados.
Nuestro modelo funciona porque combinamos tres cosas que raramente coexisten: velocidad de startup, disciplina de fondo de inversión e infraestructura compartida de venture builder.
Who C-137 is for — and who it is not for
Este es un entorno de alto rendimiento con autonomía real. Eso significa que funciona muy bien para algunas personas y muy mal para otras. Ninguna de las dos situaciones es un defecto.
C-137 es para vos si funcionás bien con ambigüedad. No necesitás que alguien te diga exactamente qué hacer — necesitás contexto y espacio para resolver las cosas. Preferís pedir perdón antes que permiso, pero tenés suficiente buen juicio para saber cuándo necesitás alinearte antes. Te molesta el trabajo mediocre — el tuyo, especialmente. Y entendés que el feedback directo no es agresión, es respeto.
C-137 probablemente no es para vos si necesitás procesos rígidos y supervisión constante para entregar. Evitás el conflicto aunque sea necesario. Tratás los plazos como sugerencias. O preferís entornos donde el ritmo de cambio es bajo y predecible.
Ninguno de estos perfiles está mal. Pero el fit cultural es tan importante como la competencia técnica, y somos honestos al respecto desde el día cero.
Our DNA
#AwesomePeople — Personas autónomas y curiosas que elevan el nivel del equipo. En la práctica: no esperás instrucciones, buscás contexto y actuás. Cuando ves algo mal, lo arreglás en lugar de señalarlo. Cuando un colega está trancado, ayudás en lugar de ignorarlo. No contratamos para llenar un puesto — contratamos personas que hacen mejor a todo el equipo. Si sos la persona más débil del squad, o crecés rápido o no te quedás.
#EpicPerformance — Autonomía real con accountability real. En la práctica: tu Lead no te va a perseguir por avances si estás entregando. Sí lo hará si no estás entregando. La métrica son los resultados, no la actividad. Las reuniones de status sin decisiones son desperdicio. Una card actualizada sin progreso real es teatro. El desempeño se mide por output, no por presencia.
#BetaMindset — Crecimiento constante, fallar rápido, aprender más rápido. En la práctica: shippear una v1 imperfecta > planear una v3 perfecta. El feedback es un regalo, no una agresión. Post-mortems sin culpa — el objetivo es aprender, no castigar. Si no te sentís incómodo con la velocidad, probablemente vas demasiado lento.
#DirectByDefault — La comunicación directa es el default, no la excepción. En la práctica: si tenés un problema con alguien, decíselo a esa persona — no a Slack, no a un tercero, no al CEO antes de intentar resolverlo directamente. El feedback se da en el momento, no se acumula para el trimestral. Las malas noticias se comunican rápido — una sorpresa negativa es lo peor que le podés dar al equipo. Lo que no existe es la política, la triangulación o la comunicación pasivo-agresiva.
#TechLovers — Reemplazá el servicio con software, reemplazá al humano con un agente. En la práctica: si estás haciendo manualmente algo que una IA puede hacer por vos, estás trabajando mal. Usamos integraciones MCP, Claude, automatizaciones — tu tiempo es para pensar, decidir y crear. Si tu primer instinto es abrir una planilla y completarla celda por celda, pará y preguntate: "¿cómo haría esto una IA en 10 segundos?" La plataforma C-137 existe para que cada nuevo venture cueste menos que el anterior.
What we expect from you
Entregá lo que acordaste, en el plazo que acordaste. Los plazos se definen conjuntamente, pero una vez acordados son compromisos reales. Si vas a llegar tarde, avisá antes — nunca después.
Comunicá proactivamente. Mantené tus issues en Linear actualizados. Respondé en Slack dentro de un turno. Si estás trancado, pedí ayuda. Si terminaste antes, agarrá la siguiente tarea. El silencio no es señal de productividad — es señal de riesgo.
Entregá lo tuyo primero. Tu responsabilidad principal es lo que acordaste entregar. Antes de involucrarte en el trabajo de otra persona, asegurate de que el tuyo esté en camino. Ayudar está bien — pero nunca como excusa para no haber entregado lo propio. Si lo tuyo está en orden y ves a alguien trancado, entonces sí: ofrecé ayuda. El orden importa.
Usá AI-first como default. Antes de hacer cualquier tarea, preguntate: "¿puede una IA hacer esto mejor o más rápido?" Si la respuesta es sí, usala. No te pedimos que sepas programar — te pedimos que pienses como alguien que tiene un ejército de asistentes inteligentes a su disposición. Porque lo tenés.
What you can expect from us
Claridad sobre lo que importa. Siempre vas a saber cuál es el North Star del venture y qué Projects están en el ciclo. Si no lo sabés, es nuestro error — hacenos responsables.
Reconocimiento real y skin in the game. Para quienes entregan de forma consistente y quieren construir juntos a largo plazo, tenemos un modelo de Partnership. No es solo un fee — es participación real en lo que estamos creando.
Feedback honesto y rápido. No guardamos el feedback para el trimestre. Si algo no está bien, lo vas a saber ahora. Si está excelente, también.
Autonomía con soporte. Sos un manager de uno, pero no estás solo. Hay un Lead, hay liderazgo, hay todo el squad. La iniciativa es tuya — el soporte es nuestro.
The Operating Model
C-137 opera con un equipo fulltime dedicado, organizado por áreas de tesis, con una cultura async-first y un flujo de desarrollo ya definido (bets → Shape Up → ciclos). La plataforma C-137 — scaffold de código, pipeline de deploy, analytics estandarizado, libs compartidas — existe para que cada nuevo venture cueste menos que el anterior. Las decisiones estratégicas viven en el Venture Builder System (Notion); la ejecución vive en los Platform Modules (código). Los detalles de arquitectura están en el doc de Platform Vision.
Lo que cubre este manual es la capa de gestión de personas que soporta todo esto: cómo asegurar que las ceremonias ocurran de forma consistente, que cada persona sepa dónde está y hacia dónde va, que los objetivos sean claros y medibles, y que la compensación esté alineada con resultados reales. Si tenés un email de C-137, sos tratado con igualdad y exigido con igualdad — independientemente del modelo de contratación.
Hay dos problemas específicos que resolver: accountability débil (personas que desaparecen o bajan el ritmo sin aviso) y ceremonias sin ritmo (existen en el papel pero no en la práctica).
Design Principles
Visibilidad como mecanismo de accountability. No necesitamos control — necesitamos que el trabajo de cada persona sea visible. Quienes entregan de forma consistente se destacan. Quienes desaparecen, también.
Ceremonias mínimas pero no negociables. Pocas ceremonias, pero las que existen son obligatorias. Faltar sin aviso es una señal grave. La consistencia del ritmo es más importante que la perfección del formato.
Compensación como palanca de alineación. El fee fijo asegura estabilidad. El bono trimestral es lo que diferencia a quienes entregan de quienes simplemente cumplen horario. La conexión entre desempeño y recompensa económica debe ser directa y predecible.
La cultura es lo que pasa cuando nadie está mirando. Los valores escritos en la pared no cambian el comportamiento. Las consecuencias reales sí.
Iterate to Greatness. La primera versión no necesita ser perfecta, pero sí tiene que existir. Shipeá la v1 rápido, después mejorá de forma obsesiva. Los plazos agresivos exponen complejidad oculta. Si no hay un deadline, va a tardar 3 veces más. Si el deadline es 2 semanas y tarda 1 mes, igual shippeaste 3 veces más rápido que sin deadline.
Handbook-First. Si algo se pregunta dos veces, la respuesta se convierte en documentación. Si una decisión se toma en una llamada, el resultado queda escrito en Notion en 24 horas. Si un proceso existe solo en la cabeza de alguien, no existe. Optimizá la velocidad de recuperación de conocimiento (cualquiera puede encontrar la información por su cuenta), no la transferencia de conocimiento (dependiendo de que alguien te lo explique).
Managers of One. Se espera que cada persona en C-137 sea capaz de definir su propia dirección, identificar qué hay que hacer y ejecutar sin que nadie se lo indique. Contratar personas que necesitan supervisión constante es un error de contratación, no un problema de proceso.
Founder Mode. Coexiste con Managers of One — no es una contradicción. Managers of One significa que nadie necesita ser gestionado. Founder Mode significa que los proyectos, productos y entregables necesitan curación de calidad y consistencia. Son cosas distintas: una es sobre las personas (autonomía), la otra es sobre el trabajo (estándares). El Venture Lead — el CEO en algunos ventures, un EIR en otros — está en los detalles del producto, revisa los entregables que van al cliente y asegura que lo que se lanza cumpla el estándar correcto. No está gestionando personas. Está asegurando que el output colectivo tenga la calidad que el venture exige. La premisa del Manager Mode ("contratá gente buena y salite del camino") destruye los ventures en etapa temprana porque confunde autonomía de las personas con ausencia de curación del trabajo. En C-137, las personas son autónomas Y el trabajo es curado. A nivel del holding, el Business Lead opera como el brazo operativo del CEO, asegurando que la máquina funcione sin centralizar todo en el CEO.
1. Role Structure
C-137 opera en dos niveles: el holding (C-137 Labs) y los ventures (Alana Shopping, Noma Guide, etc). Cada nivel tiene roles distintos con responsabilidades claras. El holding existe para crear, financiar y apoyar ventures — no para gestionarlos en el día a día.
Principio de diseño: los roles humanos existen para decisiones que requieren juicio. Todo lo que es tracking, follow-up, recordatorios, detección de patrones y compilación de datos es responsabilidad de agentes automatizados, no de personas. Ningún humano en C-137 debería pasar tiempo haciendo trabajo de bot.
Human Roles
CEO — Holding + Ventures Seleccionados
Dueño de la visión, las tesis y la mesa de apuestas de C-137 Labs. Define qué ventures crear, matar o escalar. Último recurso para la toma de decisiones en conflictos de prioridades entre tesis. Dueño del capital y la asignación de recursos entre ventures.
A nivel del holding, el CEO define la estrategia de portfolio, lidera la Betting Table, decide la compensación y asegura que la cultura de C-137 se mantenga coherente a medida que crece el número de ventures. El CEO no gestiona el día a día del holding — el Business Lead existe para eso.
En los ventures, el CEO es Venture Lead de ventures seleccionados — típicamente los más estratégicos o aquellos en etapas tempranas donde la presencia directa del fundador es crítica (por ejemplo, Alana Shopping). En estos ventures, sigue la cadencia descripta más adelante en el rol de Venture Lead. En ventures donde un EIR es el Venture Lead, el CEO mantiene la gobernanza vía la Betting Table, las Initiative Reviews y skip-levels cuando sea necesario — pero no está en el día a día del producto.
La decisión de cuándo el CEO entra o sale como Venture Lead de un venture es estratégica: los ventures nuevos o pre-PMF generalmente necesitan al CEO directamente. Los ventures que alcanzaron PMF y tienen un EIR sólido pueden hacer la transición. El traspaso es un hito, no un default.
Business Lead (BL) — Holding
El brazo operativo del CEO en C-137 Labs. Asegura que la máquina del venture builder funcione sin que todo pase por el CEO.
Perfil: experiencia en startups y/o consultoría (McKinsey, Bain, BCG, o equivalente en velocidad y rigor). Cómodo con la ambigüedad. Capaz de armar un board deck por la mañana y debuggear un proceso de onboarding por la tarde. Generalista senior que sabe cuándo profundizar y cuándo delegar.
Responsabilidades:
Operaciones cross-venture: servicios compartidos (pagos, auth, AI core), procesos de contratación, onboarding, legal, contabilidad, compliance. Todo lo que es infraestructura del holding, no específico de un venture. El primer nivel de operaciones administrativas (facturas, gastos, tiempo libre, checklist de onboarding, contratos) está automatizado por agentes — el BL interviene solo en excepciones y decisiones que requieren juicio.
GTM y validación de nuevas tesis: antes de que un venture tenga un Venture Lead, el BL puede liderar el discovery, la validación de mercado y la preparación del pitch inicial. Prepara la tesis para que un Venture Lead (CEO o EIR) la tome.
Traspaso: el BL construye la estructura, la documenta y se la pasa al equipo del venture. No se queda permanentemente dentro de un venture — opera a nivel del holding y "presta" tiempo a los ventures según sea necesario. Si el BL pasa más del 50% de su tiempo en un único venture durante más de 2 ciclos, algo está mal: o el venture necesita un Venture Lead, o el BL está compensando la falta de autonomía del squad.
Gobernanza y métricas: mantiene dashboards de portfolio, prepara material para la Betting Table, hace seguimiento de la economía unitaria cross-venture, monitorea la salud de cada venture.
Reporta al CEO. Trabaja en asociación con los Venture Leads, pero no tiene autoridad sobre la dirección de producto de ningún venture — eso le corresponde al Venture Lead.
Venture Lead — Por venture (Founder Mode)
La persona responsable del éxito de un venture específico. Puede ser el CEO (para ventures estratégicos) o un EIR que tomó el venture. Mismo título, mismo nivel de accountability. El Venture Lead opera en Founder Mode: está en los detalles del producto, conoce cada feature, revisa cada entregable que va al cliente y mantiene el estándar de calidad.
Presencia en el venture, no en el holding. El Venture Lead revisa el trabajo del venture directamente — features, releases, UX, comunicación de mercado. Si algo llega al cliente sin la revisión del Venture Lead (o sin haber elegido conscientemente no revisarlo), el proceso falló. Esto no significa que apruebe cada commit — significa que ninguna decisión de producto relevante, ningún entregable al cliente y ninguna comunicación externa sale sin que el Venture Lead lo haya visto y aprobado.
Cadencia de revisión (por venture). Cada venture tiene la siguiente frecuencia de revisión liderada por el Venture Lead:
| Área del Venture | Frecuencia de revisión | Formato |
|---|---|---|
| Producto (features, releases, UX) | Semanal | Revisión async en Linear + sync cuando sea necesario |
| Marca y comunicación externa | Por pieza (antes de publicar) | Revisión async |
| Arquitectura y decisiones técnicas estructurales | Quincenal o a demanda | Async o llamada de 25 min |
| Operaciones y métricas del venture | Mensual | Heartbeat review |
| Economía unitaria y finanzas del venture | Trimestral | Initiative Review |
El Venture Lead empieza en los detalles y gradualmente da un paso atrás a medida que el Lead desarrolla músculo y gana confianza. Pero el paso atrás se gana, no se asume. Venture nuevo o Lead nuevo = Venture Lead más presente. Venture maduro con un Lead con track record = Venture Lead delega más.
Acceso Skip-Level. El Venture Lead tiene una relación directa con cualquier miembro del squad, no solo con el Lead. Participa en llamadas del squad, hace deep dives (2-4 semanas de auditoría enfocada) y mantiene conversaciones informales con los Builders. El objetivo no es saltear al Lead — es tener información de primera mano sobre el producto y la ejecución. Los Leads que se sienten amenazados por el skip-level probablemente están ocultando algo.
Co-Hire. El Venture Lead participa en cada contratación para el venture. No como sello de goma, sino como entrevistador activo y tomador de decisiones. En un squad de 2-4, cada contratación cambia toda la dinámica.
Deep Dives. Una o dos veces al año, el Venture Lead hace un deep dive en el venture: 2-4 semanas de auditoría completa — producto, entregables, procesos, calidad, personas. "Nadie va a ser despedido por ser honesto, mostrame lo bueno y lo malo."
Org Funcional, no Divisional. Si un venture crece hasta el punto de crear sub-equipos con "managers de managers", algo está mal. Engineering, diseño y producto son disciplinas transversales, no silos. El Lead gestiona el trabajo del venture, las personas a través del trabajo — no al revés.
Cuando el CEO es el Venture Lead: opera exactamente como se describió arriba, acumulando las responsabilidades del holding. Cuando un EIR es el Venture Lead: opera con la misma cadencia y estándar, con gobernanza del CEO vía la Betting Table y las Initiative Reviews trimestrales.
EIR (Entrepreneur in Residence) — Programa, no un rol permanente
Perfil de fundador asignado al programa de C-137. El EIR que recibe un venture se convierte en su Venture Lead — mismo título, mismo nivel de accountability. El programa EIR es el pipeline de talento para Venture Leads.
El EIR tiene más autonomía que cualquier otro rol. Participa en la definición de apuestas (no solo en la ejecución), tiene voz en la Betting Table para su venture y potencialmente phantom equity significativo en el venture que está construyendo.
Camino típico: el CEO o el BL valida la tesis → el EIR toma el liderazgo como Venture Lead → si el venture alcanza PMF y el EIR demuestra capacidad, puede convertirse en el CEO permanente del venture (con ajuste de equity). Si el venture pivota o muere, el EIR puede ser reasignado a otra tesis o salir de C-137.
Diferencia entre EIR y BL: el BL opera en el holding y "presta" tiempo a los ventures. El EIR vive dentro de un venture y es dueño de sus resultados. El BL construye la máquina. El EIR maneja el auto.
Lead — IC Senior del squad (Player-Coach)
IC senior que también se ocupa de la coordinación del squad. No es un rol separado — es lo que el IC3+ naturalmente hace cuando asume responsabilidad por el output del grupo. Asegura que las Iniciativas avancen, hace code review, lidera las ceremonias del squad cuando es necesario. Reporta al Venture Lead del venture.
Accountability: si el squad no entrega, el Lead es el primero en responder. No es culpa de un miembro individual — es responsabilidad del Lead por no haber escalado el problema antes.
La coordinación es una responsabilidad del Lead, no su trabajo principal. La mayor parte del tiempo es IC — en el código, en el diseño, en el producto. Si un Lead está pasando más del 30% de su tiempo en coordinación pura, algo está mal: o el squad creció demasiado, o los miembros no son lo suficientemente autónomos. Los managers aburridos se convierten en micromanagers. Un Lead que no sabe hacer el trabajo que coordina es "un general de caballería que no sabe montar a caballo" (Chesky) — no debería ser Lead.
El objetivo a largo plazo es Make Yourself Obsolete: compartir el máximo contexto, en formato escrito, en canales públicos. Si el Lead puede tomarse una semana de vacaciones y el squad sigue operando normalmente, lo está haciendo bien. Si es un cuello de botella de información, está fallando.
Relación con Founder Mode: el Lead es un Manager of One — opera con plena autonomía sobre cómo organizar su trabajo y el del squad. Pero el Venture Lead está en los detalles del producto. Esto significa que el Venture Lead va a revisar entregables, cuestionar decisiones de producto y hacer deep dives de calidad. No es gestión de personas — es curación del trabajo. La reacción correcta es: "genial, más ojos en el producto = mejores resultados." La reacción incorrecta es confundir la revisión de calidad con falta de confianza. La confianza se construye con la calidad de los entregables, no con la ausencia de curación.
Builder
Ejecuta dentro del squad. Fulltime dedicado. Tiene plena autonomía sobre cómo y cuándo organizar su día (ver Work Schedule Philosophy más abajo), pero no sobre qué entregar o cuándo entregarlo — eso se acuerda en el planning. Comunica el progreso diariamente. Escala los blockers de inmediato.
Agents (Operational Automation)
Todo lo que es tracking, follow-up, recordatorios, detección de patrones, compilación de datos y back office de primer nivel lo hacen agentes, no humanos. Ningún Lead debería pasar tiempo haciendo trabajo de bot. Ningún Business Lead debería procesar facturas manualmente. Los agentes operan en canales y escalan a humanos solo cuando se requiere juicio.
Squad Ops
Standup Agent: Monitorea si cada miembro publicó su actualización diaria antes de las 11am. Si no fue publicada, envía un DM automático preguntando si todo está bien. Detecta patrones: 3 o más ausencias en 2 semanas sin aviso previo → notifica al Lead para un 1:1 de alineación. El agente hace el seguimiento; el Lead decide qué hacer con la información.
Deadline Agent: Monitorea las cards en Linear. Si una card no se mueve en 2 o más días, envía un recordatorio al dueño. Si no se mueve en 3 o más días, notifica al Lead. Plazo próximo sin progreso → escalación automática.
Feedback Agent: Compila el feedback quincenal. Envía recordatorios el viernes a la 1pm a quienes no lo hayan enviado. Compila las respuestas para el Lead y el Venture Lead.
ACK Agent: Para comunicaciones que requieren lectura (cambio de proceso, decisión estratégica): monitorea las reacciones en el post. Sin ACK en 24hs → recordatorio en el canal. Sin ACK en 48hs → DM directo.
Metrics Agent: Recopila y compila métricas operativas automáticamente: cycle time, frecuencia de deploy, cumplimiento del standup, salud de las cards. Alimenta dashboards sin que ningún humano necesite compilar datos manualmente.
Back Office / HR
Invoice Agent: Monitorea la recepción de facturas el primer día hábil del mes. Si no se recibió, envía un DM automático al miembro. Valida el formato y los datos requeridos (montos, datos bancarios, período). Reenvía para su procesamiento. Confirma el pago al miembro. El humano solo interviene en excepciones (monto distinto, datos inconsistentes, primera factura de un nuevo miembro).
Expense Agent: Recibe envíos de gastos vía canal o formulario. Valida: ¿tiene comprobante? ¿Está dentro de la política (sin business class, sin upgrades)? ¿Monto dentro del rango esperado? Si está OK, aprueba automáticamente y programa el reembolso en la próxima factura. Si está fuera del estándar, escala al Business Lead.
Time-off Agent: Recibe solicitudes de tiempo libre. Las registra en el tracking (Notion DB). Verifica conflictos (otro miembro del mismo squad en el mismo período). Si no hay conflicto y hay 2 o más semanas de anticipación, confirma automáticamente y notifica al Lead. Si hay conflicto o es de último momento, escala para que el Lead decida. Mantiene el saldo actualizado.
Onboarding Agent: Cuando se confirma un nuevo miembro, dispara un checklist automatizado: creación de cuentas (email, Slack, Linear, Notion, GitHub), envío de documentos requeridos, agendamiento de las ceremonias de la primera semana (charla con el CEO, asignación técnica, reunión de equipo), envío de la plantilla de Personal README y seguimiento de la completitud de cada paso. El Lead y el Business Lead son notificados del progreso, no necesitan gestionar el checklist.
Contract Agent: Monitorea los términos de los contratos. Alerta 30 días antes del vencimiento. Compila datos para la renovación (performance score, fee actual, banda salarial del nivel). Genera un borrador de los términos actualizados para revisión del CEO. El humano decide; el agente prepara.
Principio: si un agente puede hacerlo, un humano no debería estar haciéndolo. Ante la duda, automatizá primero, revertí si no funciona. El primer nivel de cualquier proceso administrativo siempre es el agente. El humano entra en el segundo nivel — cuando hay una excepción, un juicio o una decisión que afecta a personas.
DRI (Directly Responsible Individual) — por Project
Cada Project en Linear tiene un DRI — una persona, no "el squad." El DRI es responsable del resultado, no solo de la ejecución. Si el Project salió mal, la primera pregunta va al DRI. Si salió bien, el crédito va al DRI (y al squad que lo apoyó). Elimina la difusión de responsabilidad que mata la entrega en equipos pequeños.
El DRI puede ser cualquier miembro, no solo el Lead. Los project leads rotan — no siempre es la misma persona liderando. Esto desarrolla ownership en todo el squad.
Implementación: campo "DRI" en cada Project de Linear. El Lead lo define en cada Cycle Kickoff.
How, When, and Where We Work
Remote-first, desde cualquier lugar del mundo. C-137 es 100% remoto. No hay oficina, no hay expectativa de presencia física. Podés trabajar desde casa, desde un café, desde otro país. Dónde estés es irrelevante — lo que importa es qué entregás y si estás accesible en los momentos que acordamos.
Resultados, no el reloj. C-137 no controla horas. No hay horario de entrada, no hay horario de salida, no hay expectativa de estar online en horario de oficina, ni ningún monitoreo de actividad.
¿Querés ir a la playa en el medio del día? Andá. ¿Querés trabajar de madrugada? Trabajá. ¿Querés tomarte el martes y recuperarlo el sábado? Hacelo. ¿Querés trabajar el domingo porque la idea no te deja en paz? La laptop es tuya.
Lo que seguimos: entregables y acuerdos. Cada persona acuerda objetivos con el Lead en el planning semanal. Cómo, cuándo y dónde cumplir esos objetivos es una decisión 100% individual. La única restricción es respetar las ceremonias obligatorias (standup diario antes de las 11am, Squad Sync el lunes, etc.) — porque las ceremonias existen para sincronizar al squad, y la sincronización requiere compromiso de presencia en los momentos acordados.
Dicho de otra forma: autonomía total sobre el tiempo y el lugar, accountability total sobre los resultados. Si entregás de forma consistente, nadie va a cuestionar cómo organizás tu día. Si no entregás, el problema no es tu horario — es desempeño, y se tratará como tal (ver Sección 3).
Esta filosofía es posible porque contratamos "managers of one" — personas que no necesitan supervisión para producir.
1.1. Career Ladder
C-137 tiene dos tracks de carrera: IC (Individual Contributor) y M (Management). Ambos son legítimos y valorados. No hay jerarquía entre tracks — un IC4 Staff y un M1 Lead pueden tener compensaciones equivalentes.
La mayoría de las personas en C-137 son ICs. El track M existe porque coordinar squads es una responsabilidad real que consume tiempo y energía, y debe ser reconocida por separado — no absorbida como "algo extra" en el día a día de alguien que ya contribuye técnicamente.
IC Track — Tech
Basado en el modelo de niveles de engineering de Google/Amazon/Meta, adaptado para el contexto de venture builder.
| Nivel | Título en C-137 | Equivalencia de mercado | Alcance de impacto | Tiempo típico |
|---|---|---|---|---|
| IC1 | Junior Builder | Google L3 · Amazon L4 · Meta E3 | Ejecuta issues bien definidos con supervisión. Entrega dentro del alcance del Project. | 0-2 años |
| IC2 | Builder | Google L4 · Amazon L5 · Meta E4 | Ejecuta issues con autonomía. Define soluciones para problemas dentro del Project. Contribuye al code review y la calidad. | 2-4 años |
| IC3 | Senior Builder | Google L5 · Amazon L6 · Meta E5 | Lidera Projects como DRI. Define arquitectura y estándares dentro del venture. Mentorea IC1-IC2. Referente técnico del squad. | 4-7 años |
| IC4 | Staff Builder | Google L6 · Amazon L7 · Meta E6 | Impacto más allá del Project individual. Define estándares que sigue todo el venture. Resuelve problemas que nadie más puede. El Venture Lead consulta sus decisiones técnicas. Player-Coach: ~70% craft, ~30% coordinación técnica. | 7-12 años |
| IC5 | Principal Builder | Google L7-L8 · Amazon L8 | Impacto cross-venture. Define cómo funcionan los servicios compartidos. Crea estándares que adoptan múltiples ventures. Referente de todo C-137 en su área. Player-Coach: ~60% craft, ~40% coordinación. | 10+ años |
| IC6 | Distinguished Builder | Google L9+ · Amazon L10 | Impacto a nivel de portfolio e industria. Define la dirección técnica de C-137 Labs. Influye en el mercado. Rol excepcional — máximo 1-2 en la empresa. | Excepcional |
IC Track — Non-Tech (Design, Ops, Growth, Content, Analytics)
Mismo principio de progresión por alcance de impacto, no por antigüedad. Comienza en IC1.
| Nivel | Título en C-137 | Alcance de impacto |
|---|---|---|
| IC1 | Associate | Ejecuta tareas bien definidas. Aprende los procesos y herramientas de C-137. Recibe mentoría activa. |
| IC2 | Specialist | Ejecuta con autonomía en su área. Propone mejoras de proceso. Contribuye a la calidad del venture. |
| IC3 | Senior Specialist | Lidera iniciativas en su área como DRI. Define procesos y estándares dentro del venture. Mentroea IC1-IC2. Referente funcional del squad. |
| IC4 | Lead Specialist | Impacto más allá del venture — define estándares cross-venture en su área. El CEO consulta sus decisiones funcionales. Player-Coach: ~70% craft, ~30% coordinación. |
| IC5 | Principal Specialist | Impacto de portfolio. Define cómo funciona el área en todo C-137. Referente externo en la disciplina. Rol excepcional. |
M Track — Management
El track M existe para quienes quieren y saben cómo amplificar el trabajo de otros. No es una promoción — es un cambio de track. Pagar M1 o superior no es una recompensa por buen trabajo técnico; es el reconocimiento de que la persona genera más impacto coordinando que contribuyendo individualmente.
Todo M opera como Player-Coach. No hay managers puros en C-137. La proporción craft/coordinación cambia por nivel, pero el craft nunca llega a cero.
| Nivel | Título en C-137 | Alcance | Craft / Coordinación |
|---|---|---|---|
| M1 | Lead | IC senior que también coordina un squad de 2-5 personas. DRI de las Iniciativas del venture. Elimina blockers, lidera ceremonias, da feedback. Reporta al Venture Lead. | 60% / 40% |
| M2 | Venture Lead | Dueño de los resultados de un venture completo. Opera en Founder Mode. Define la dirección del producto, lidera squads, toma decisiones de prioridad. Participa en la Betting Table. | 40% / 60% |
| M3 | Business Lead | Opera a nivel del holding. Coordina servicios compartidos, valida nuevas tesis, prepara material para la Betting Table. Brazo operativo del CEO. Reporta al CEO. | 50% / 50% |
Track Transitions
IC → M: necesitás demostrar que sabés amplificar el trabajo de otros, no solo el tuyo. Evidencia: feedback que cambia comportamientos, eliminación de blockers antes de que se conviertan en problemas, disposición a ser accountable por los resultados del squad. La transición se discute en el People Committee.
M → IC: legítimo y sin estigma. No todo el mundo quiere quedarse en management. Si un M1 descubre que prefiere contribuir directamente, vuelve al IC en el nivel equivalente. Esto no es una degradación — es realineación.
What changes from level to level
La progresión es por alcance de impacto, no por antigüedad. Cada nivel se define por: el tamaño del problema que resolvés solo, la cantidad de ambigüedad que absorbés sin supervisión y el número de personas que se benefician de tu trabajo.
IC1 → IC2: Resolvés issues sin necesitar que alguien defina cada paso. Contribuís al code review y la calidad. Escalás problemas de forma proactiva.
IC2 → IC3: Definís la solución, no solo la ejecutás. Sos DRI de Projects y se entregan a tiempo. Otros miembros acuden a vos para orientarse. Mentoreás de forma natural.
IC3 → IC4: Tu impacto va más allá del Project que estás liderando. Definís estándares que sigue el venture. Resolvés problemas que nadie más puede. El Venture Lead consulta tu opinión en decisiones técnicas.
IC4 → IC5: Tu impacto va más allá de tu venture. Definís cómo funcionan los servicios compartidos, o creás estándares que adoptan múltiples ventures. Sos el referente de todo C-137 en tu área.
IC to M1: Querés y sabés cómo amplificar el trabajo de otros. Dás feedback que cambia comportamientos. Eliminás blockers antes de que se conviertan en problemas. Estás dispuesto a ser accountable por los resultados del squad, no solo por los tuyos.
Promotion
Las promociones se discuten en el People Committee (CEO + Lead + al menos 1 lead más). No hay un "ciclo de promociones" — cuando la evidencia es clara, la promoción sucede. Pero el criterio es retrospectivo: sos promovido cuando ya estás operando al nivel siguiente de forma consistente, no cuando prometés que lo harás.
El Lead es responsable de traer la recomendación con evidencia concreta: Projects entregados, feedback de pares, impacto documentado. El CEO valida.
Las promociones se comunican en #c137-hq. La transparencia de carrera es parte de #DirectByDefault.
Fee per Level
Cada nivel tiene una banda salarial. Dentro de la banda: 75% = entrada al nivel, 100% = referencia, 125% = top performer pre-promoción. El midpoint está benchmarkeado contra el top 10% del mercado remoto de LatAm para roles equivalentes. No pagamos por costo de vida local — pagamos por el valor de la contribución. Un IC3 en Florianópolis gana el mismo rango que un IC3 en São Paulo.
Las bandas se comunican internamente. No se publican externamente, pero cualquier miembro puede preguntar cuál es la banda de su nivel y dónde cae dentro de ella.
La compensación total (fee + bono trimestral + Venture Pool + phantom equity) apunta al top 1% para los mejores performers. El fee solo ya es competitivo. Las capas variables son lo que diferencia.
2. Ceremony Cadence
El ritmo a continuación es el mínimo viable. Cada ceremonia tiene un responsable, una duración máxima y una consecuencia si no ocurre.
Principio de la Regla de las 5 Horas de Reunión: antes de agendar cualquier llamada sincrónica, calcula el costo real. 5 personas x 1 hora = 5 horas de trabajo consumidas. Pregunta: "¿Vale esto 5 horas de producción? ¿Se puede resolver de forma asíncrona en un post de 15 minutos?" Si la respuesta es sí a lo asíncrono, no se convierte en reunión. Cualquiera puede cuestionar "¿esto necesita ser una llamada?" sin que sea una falta de respeto — es sentido común operacional.
Las llamadas sincrónicas usan el formato "Speedy Meeting": 25 min en lugar de 30, 50 min en lugar de 60. El tiempo restante es un buffer para que la persona respire entre llamadas.
Daily
Async Standup (obligatorio)
Formato: cada miembro publica en el canal del squad (Slack) antes de las 11am en la zona horaria del squad. No es un reporte de estado — Linear ya muestra lo que hace cada persona. El standup captura lo que Linear no captura: momentum, confianza y señales de que algo necesita atención.
Tres preguntas:
- ¿Qué issue/proyecto avancé y qué descubrí? (Progreso real + aprendizajes — no "trabajé en la tarjeta X")
- ¿Cuál es mi nivel de confianza en que el Proyecto actual sale a tiempo? (alto/medio/bajo) (Si es bajo, decir por qué en una oración)
- ¿Necesito a alguien? (sí/no) (Si sí, taggear a la persona directamente — no esperar al weekly)
Reglas:
- Los blockers no esperan al standup. Si algo te está bloqueando, escálalo inmediatamente en el canal o por DM al Lead. El standup es para la visibilidad del squad, no para resolver blockers.
- Si Linear está actualizado y el día fue ejecución pura sin novedades, "Ejecución normal, confianza alta, no necesito a nadie" es un standup válido. Nadie necesita inventar drama.
- Si no hay nada que reportar porque no trabajaste, dilo. Transparencia > teatro de productividad.
Responsable: cada persona es dueña de su propia actualización. El Standup Agent monitorea el cumplimiento — el Lead interviene solo cuando el agente detecta un patrón.
Consecuencia de no publicar: el Standup Agent envía un DM automático preguntando si todo está bien. Si se convierte en un patrón (3+ veces en 2 semanas sin aviso), el agente notifica al Lead, quien inicia un 1:1 de alineación.
Actualizaciones de tarjetas en Linear (obligatorio)
Las tarjetas deben reflejar el estado real al final del día. Si una tarjeta no se mueve por 2+ días, el Deadline Agent envía un recordatorio al responsable. Si persiste por 3+ días, notifica al Lead. No es micromanagement — es visibilidad automatizada.
Weekly
Squad Sync — Lunes, 25 min máx (obligatorio)
Formato: llamada sincrónica. El Lead facilita.
Contenido: qué entra en el ciclo de esta semana, quién hace qué, dependencias entre miembros, riesgos identificados. No es un reporte de estado — es planificación.
Responsable: Lead.
Alineación Técnica — Jueves, asíncrona o llamada de 25 min
El Lead revisa entregables técnicos en progreso. Code review, arquitectura, calidad. Puede ser asíncrona (comentarios en PR) o sincrónica si hay discusión relevante.
Responsable: Lead.
Weekly Project Update — automática
El Lead publica una actualización por Proyecto activo directamente en Linear. Estado, progreso, blockers, salud (The Needle: On Track / At Risk / Off Track). Se publica automáticamente en el canal del squad vía integración Linear → Slack. Todos siguen el progreso sin necesidad de una reunión adicional.
Quincenal
Feedback Bidireccional — Viernes
Formato: formulario asíncrono o mensaje estructurado.
El Builder envía feedback sobre el squad y el Lead (viernes 2pm).
El Lead responde con feedback individual para cada miembro (viernes 8pm).
Contenido mínimo del feedback:
- Qué está funcionando bien
- Qué necesita mejorar
- Reconocimiento (Clappys — ver sección de cultura)
El feedback crítico debe darse rápido, no guardarse para el viernes. "Cuando retrasas el feedback crítico, le robas a la persona la oportunidad de mejorar." El quincenal es el respaldo, no el único canal.
Release Review — Viernes (cuando aplica)
Validación interna antes de pasar a producción. El squad revisa en conjunto lo que se está entregando. Funciona como un quality gate.
Leads Sync — Quincenal, 25 min (sincrónico)
Solo Leads, sin el CEO. Cross-thesis grooming: qué está construyendo cada squad que podría impactar a otro, oportunidades de reutilización para servicios compartidos, dependencias cruzadas, intercambio de contexto técnico. No es toma de decisiones — eso ocurre en la betting table. Es preparación y alineación lateral.
Responsable: Leads (rotativo — uno diferente facilita cada sesión).
Mensual
1:1 Venture Lead ↔Lead — 45 min
Conversación individual. No es un reporte de estado — es desarrollo, desafíos, alineación estratégica y salud del squad. El Lead trae:
- Progreso de la Initiative y la North Star Metric
- Cualquier riesgo de personas (alguien desenganchándose, conflicto, etc.)
- Solicitudes de recursos o decisiones
1:1 Lead ↔Builder — 25 min (frecuencia adaptable)
Miembro nuevo: semanal durante los primeros 45 días. Después de 45 días: quincenal. Después de 90 días: mensual. Si en algún momento el miembro o el lead sienten la necesidad de aumentar la frecuencia, se aumenta sin burocracia.
El Builder trae:
- Cómo se siente respecto al trabajo
- Qué necesita para ser más efectivo
- Feedback sobre el squad y el liderazgo
El Lead trae:
- Feedback directo sobre el desempeño
- Expectativas claras para el próximo período
- Reconocimiento específico (no genérico)
Preguntas fijas en cada 1:1 (template en Notion):
- "¿Qué necesitas para hacer mejor tu trabajo?"
- "¿Qué puedo hacer yo mejor como tu lead?"
- "¿Hubo alguna información que necesitabas y no pudiste encontrar en Notion?"
Heartbeat (Cycle Summary) — asíncrono, publicado en Notion
Al final de cada ciclo, el Lead escribe un resumen: qué se lanzó, qué aprendimos, qué quedó fuera y por qué, qué cambia para el próximo ciclo. Publicado en Notion, visible para todo C-137. Reemplaza el Monthly Review cuando el ciclo y el mes no coinciden — el Heartbeat está anclado al ritmo de entrega real, no al calendario.
Social Question Bot — mensual
Bot mensual en Slack (#cultura o #random) con una pregunta social: "¿Qué estás leyendo?", "¿Probaste algo nuevo este mes?", "¿Qué fue lo último que te inspiró?", "¿Mejor comida que tuviste esta semana?" 100% opcional, sin presión. Sirve para mantener la conexión humana y descubrir quiénes son las personas más allá del trabajo.
Por Ciclo
Cycle Kickoff — inicio del ciclo (asíncrono)
El primer día de cada ciclo, el Lead publica un post escrito en el canal del squad con: en qué se apostó en este ciclo, qué Proyectos están incluidos, quién es DRI de cada uno, cuál es el appetite (tiempo asignado) y qué NO está incluido. Cualquiera puede comentar o hacer preguntas. Si no está en el Kickoff, no entra al ciclo.
Radical Deadline Compression aplicada aquí: antes de definir el appetite, preguntar "¿Qué se necesitaría para lanzar esto en la mitad del tiempo?" El appetite de cada Proyecto en el ciclo (Shape Up) ya funciona como deadline — el principio es siempre cuestionar si puede ser más corto.
Cooldown — 2 semanas entre ciclos
Después de cada ciclo de 6 semanas, el squad entra en un cooldown de 2 semanas. Es el tiempo dedicado a todo lo que no cabe en una apuesta shaped: deuda técnica, refactoring, bugs menores, code review más profundo, polish de UX, mejoras de tests, exploración técnica, correcciones pequeñas y pair building entre squads.
El cooldown es el mecanismo de calidad de C-137 — no hay un día fijo dedicado a la deuda durante el ciclo. Durante las 6 semanas, el squad está 100% enfocado en los Proyectos apostados. Durante el cooldown, el tipo de trabajo cambia: el foco es "qué está mal" en lugar de "qué falta."
Qué ocurre durante el cooldown:
- Deuda técnica y refactoring anotados durante el ciclo (label "Cooldown" en Linear)
- Bugs P2 acumulados
- Exploración: spikes técnicos, prototipos, ideas que alguien quiere probar antes de convertirse en un proyecto candidato
- Actualizaciones de documentación (Notion, READMEs, runbooks)
- Sesiones de pair building entre squads
- Heartbeat (resumen del ciclo) — escrito durante el cooldown mientras el contexto está fresco
El cooldown no es vacaciones — es trabajo a un ritmo diferente. El Lead publica una lista priorizada (asíncrona, en el canal del squad), y cada miembro elige qué tomar. Máxima autonomía, la expectativa de output se mantiene.
Macro cadencia: 6+2, 6+2 = 1 trimestre. Cada trimestre contiene exactamente 2 ciclos completos (16 semanas). El año fiscal (Abr-Mar) contiene 3 trimestres, totalizando 6 ciclos por año.
Trimestral
Culture Check-in — 25 min, sincrónico (Venture Lead o Lead ↔cada miembro)
Una conversación separada del 1:1 de desempeño. Foco exclusivo en cómo se siente la persona en el equipo, si los valores de C-137 están vivos en la práctica, si algo la molesta y no ha surgido en el feedback quincenal. Preguntas orientadoras:
- ¿Te sientes parte del equipo o estás operando en solitario?
- ¿Hay algo de la cultura que te molesta pero nunca has mencionado?
- ¿Qué deberíamos dejar de hacer? ¿Qué deberíamos empezar?
- ¿Puedes tomar decisiones en tu trabajo sin necesitar la aprobación del lead?
Este check-in detecta señales de desenganche y erosión cultural antes de que se conviertan en salidas. Es el mecanismo de alerta temprana más subestimado que existe.
Initiative Review & Planning — llamada de 50 min con CEO + Venture Leads + Leads
Revisión del trimestre: ¿cómo se movió la North Star? ¿Qué Initiatives avanzaron, cuáles se estancaron, cuáles necesitan pivotar? Luego, definir nuevas Initiatives o ajustar las existentes para el próximo trimestre. Cada venture trae sus Proyectos candidatos para la betting table. Los BLs presentan métricas consolidadas del portafolio.
Quarterly Sync — llamada de 50 min con todos (CEO + Business Leads + Venture Leads + Leads + squads)
Intercambio entre squads: qué entregó cada thesis, qué aprendimos, qué cambia. No es una revisión de desempeño — es alineación y contexto.
Individual Performance Review
Evaluación formal de la contribución de cada persona. Basada en datos, no en impresiones. Ver sección de KPIs.
Meeting Audit
El Lead revisa todas las ceremonias del squad: ¿esta reunión sigue siendo necesaria? ¿Puede ser asíncrona? ¿Qué participantes son verdaderamente esenciales? ¿Surgió alguna ceremonia de forma informal y debería formalizarse? Aplica retroactivamente la Regla de las 5 Horas de Reunión.
Las ceremonias se acumulan naturalmente. La auditoría previene el "meeting bloat" antes de que mate la productividad.
Hack Day (1 día por trimestre)
Un día por trimestre donde todos pausan el trabajo regular y construyen algo por su cuenta. Puede ser un feature, una herramienta interna, un prototipo de nueva thesis, una integración, lo que sea. Presentación rápida al final del día (5 min por persona, también se acepta video asíncrono). Sin juicios, sin expectativa de producción.
El Hack Day cumple tres propósitos: genera ideas que a veces se convierten en proyectos reales, provee un espacio creativo que el trabajo diario no da, y crea un momento compartido que fortalece al equipo.
Cadencias de Portafolio (Holding)
Las ceremonias anteriores son a nivel squad/venture. A continuación están las cadencias del holding — donde se toman decisiones sobre qué construir, qué matar y cómo evoluciona el portafolio. Aunque no participes directamente en todas ellas, entender que existen explica por qué ocurren ciertas decisiones.
Idea Box Triage — Semanal, 30 min, Leads
Cada lunes, los Leads revisan las entradas en el Idea Box (Notion). Cualquiera puede enviar una idea — la fricción es mínima. El triage clasifica cada entrada por el PMF Framework: Hair on Fire (el cliente busca activamente una solución, máxima prioridad), Hard Fact (problema aceptado como normal, hay que convencer de que vale la pena cambiar), o Future Vision (el mercado necesita ser creado, C-137 generalmente evita). Regla: aunque la idea propuesta sea débil, si el problema es Hair on Fire + Core AI, explorar soluciones alternativas. Priorizar el problema, no la solución.
Betting Table — Quincenal, 2h, CEO + Venture Leads + EIRs
La ceremonia más importante del venture builder. Donde se aprueban nuevas apuestas, se deciden transiciones de etapa y se matan las ventures que no superaron los kill criteria. Funciona como Shape Up adaptado: los candidatos a apuesta se presentan con thesis fit, acquirer fit score, shared assets, enfoque (Replacement / Augmentation / Net New) y kill criteria. El exit path se piensa antes de construir.
Portfolio Review — Mensual, 1h, CEO + Business Lead
Primer lunes del mes. Vista consolidada de todas las ventures activas: MRR, clientes, margen bruto, NRR, CAC payback, estado de salud. Los BLs preparan el material. El objetivo es identificar rápidamente qué ventures están funcionando y cuáles necesitan intervención o una decisión de matar.
EIR Review — Mensual, 1h, CEO + Venture Leads + EIRs
Segundo lunes del mes. Foco en personas, no en números: cómo está funcionando cada EIR, qué necesita apoyo, si alguna reasignación tiene sentido. Es el mecanismo que asegura que los EIRs no se queden atascados en ventures que deberían haberse matado.
M&A Intelligence Review — Mensual, 1h, CEO + Leads
Tercer lunes del mes. Actualización del mapa de compradores estratégicos: nuevos jugadores, cambios en estrategia de adquisición, fit scores actualizados. Alimenta la Betting Table con contexto de exit.
Thesis Review — Trimestral, 2h, CEO + Leads
Revisión profunda de cada thesis del portafolio: TAM actualizado, compradores mapeados, apuestas activas vs. objetivo, desempeño agregado. Puede resultar en una nueva thesis, pivote de una thesis existente o cierre de thesis. El Shared Assets Review (1h, Leads + Tech Leads) ocurre la semana siguiente — qué assets pueden reutilizarse, cuáles necesitan inversión.
Kill Decision Meeting — Ad-hoc, 1h, CEO + Venture Lead + Lead
Cuando una venture alcanza sus kill criteria predefinidos. El aplazamiento no es negociable. Checklist: documentación de aprendizajes, assets compartidos preservados, EIR reasignado u offboardeado, Initiative en Linear archivada, post-mortem documentado. Matar rápido es tan importante como construir rápido.
Anual
Annual Offsite (presencial, 3-5 días)
Una vez al año, todo el equipo se reúne en persona. Agenda intencionalmente liviana: algo de alineación estratégica, pero principalmente tiempo no estructurado juntos. Coworking, explorar la ciudad, comidas en conjunto. El objetivo es construir la confianza que sostiene el resto del año remoto.
Para un equipo de 6-12 personas, una ciudad hub en Brasil funciona. Combinar con el T1 o T3 Initiative Review & Planning. Cuando el equipo crezca y haya concentración geográfica, considerar meetups de coworking en clusters.
3. Metas y Seguimiento del Desempeño
Framework: Initiatives + North Star Metric + Projects
No usamos OKRs. Los OKRs crean burocracia en cascada, quedan desactualizados a mitad del trimestre y fuerzan métricas artificiales en equipos que deberían estar enfocados en lanzar. En cambio, usamos el modelo que Linear practica internamente y que ya se alinea con nuestras apuestas y el workflow de Shape Up:
North Star Metric (por venture) — El único número que importa para la venture en este momento. Cambia según la etapa. Ejemplos: Alana Shopping en early-stage podría ser "merchants con integración activa"; una venture post-PMF podría ser "MRR". Cada venture tiene solo una. Sin excepciones.
Initiatives (en Linear) — Objetivos estratégicos de alto nivel. Representan las apuestas aprobadas en la betting table. Cada Initiative tiene un responsable (Lead), una fecha objetivo y un estado de salud. No son métricas — son direcciones.
Projects (en Linear) — La unidad real de planificación y ejecución. Cada Initiative contiene varios Projects. Cada Project tiene un scope definido, un DRI asignado, prioridad (High / Medium / Low / No priority) e issues concretos. Esto es lo que el equipo ve y trabaja día a día.
Project Updates (semanal) — El Lead publica una actualización por Proyecto activo, directamente en Linear, con The Needle (On Track / At Risk / Off Track). Esto reemplaza la necesidad de una "revisión de metas" separada — el progreso es visible en tiempo real. El CEO y otros Leads pueden ver todos los Needles de una vez (vista Mission Control) sin entrar a cada squad.
La jerarquía se ve así:
`
North Star Metric (por venture)
└── Initiative (apuesta estratégica)
├── Project A (workstream con scope definido) — DRI: [nombre]
│ ├── Issue 1
│ ├── Issue 2
│ └── Issue 3
├── Project B — DRI: [nombre]
└── Project C — DRI: [nombre]
`
Planificación Continua (en lugar de ciclos rígidos de OKR)
En lugar de pausar todo cada trimestre para definir OKRs, usamos planificación continua:
Las ideas se convierten en proyectos candidatos todo el tiempo — cuando surge un insight de cliente, una oportunidad técnica o una idea del equipo, se triage y organiza como proyecto candidato en Linear. No espera el próximo "ciclo de planificación."
En cada ciclo de Shape Up (6 semanas), revisamos prioridades — ¿qué Projects promover a ejecución? ¿Cuáles mantener como candidatos? ¿Cuáles descartar? Esto ocurre en la betting table, que ya existe en el workflow.
Cada trimestre, revisamos la North Star y las Initiatives — ¿es correcta la dirección estratégica? ¿Es la North Star todavía la métrica correcta para esta etapa? ¿Alguna Initiative necesita agregarse, pausarse o cerrarse?
Esto elimina el "problema de la página en blanco" de la planificación trimestral. Cuando te sientas a decidir qué hacer en el próximo ciclo, ya tienes una lista curada de Projects candidatos esperando.
Squad KPIs (colectivos)
Cada squad rastrea métricas operacionales que indican la salud de la ejecución. No son metas formales — son señales.
Product Squad (ej. AI Commerce)
- Entrega a tiempo dentro del ciclo (% de Projects completados dentro de las 6 semanas)
- Velocidad del ciclo (tiempo promedio desde que se abre el issue → merge)
- Cobertura de calidad (% de PRs con review aprobado antes del merge)
- Bugs en producción (tendencia — debería disminuir con cooldown dedicado + Zero-Bug Policy)
- Deuda técnica resuelta por cooldown (items cerrados vs. acumulados)
- North Star Metric de la venture (la que realmente importa)
Platform Squad (ej. C-137 Platform)
- Uptime de servicios compartidos
- Tiempo de onboarding de nueva venture (días desde setup inicial → primer deploy)
- Issues de infraestructura escalados (menos = mejor)
- Reutilización efectiva (% de ventures que usan servicios compartidos vs. construyen desde cero)
KPIs Individuales (accountability)
No son metas formales — son señales de salud operacional. Medidas automáticamente o por el Lead.
Consistencia de presencia
- Async standup publicado a tiempo (% de días)
- Tarjetas actualizadas en Linear (% de días)
- Participación en ceremonias obligatorias (% de asistencia)
Entrega
- Issues completados dentro del compromiso del ciclo
- Calidad del código (PRs aprobados en primera revisión vs. revisiones necesarias)
- Blockers escalados proactivamente vs. descubiertos por el Lead
Colaboración
- Clappys recibidos (reconocimiento de pares)
- Contribución al code review de otros miembros
- Comunicación proactiva cuando hay un problema
- Participación en Pair Building Sessions (ver sección 9)
Scoring Trimestral
Cada trimestre, cada persona recibe un puntaje basado en 3 dimensiones:
| Dimensión | Peso | Fuente |
|---|---|---|
| Resultado del Squad (North Star + Projects) | 40% | Progreso de North Star + Projects entregados dentro del ciclo |
| Entrega Individual | 40% | Issues, calidad, consistencia |
| Cultura y Colaboración | 20% | Clappys, feedback 360, asistencia |
Los puntajes son calibrados por el Lead y validados por el CEO.
| Puntaje | Clasificación | Consecuencia |
|---|---|---|
| 90-100 | Excepcional | Bono máximo + prioridad para equity/phantom equity |
| 70-89 | Sólido | Bono proporcional |
| 50-69 | Necesita mejorar | Plan de mejora de 30 días + sin bono |
| <50 | Por debajo de las expectativas | Conversación seria sobre continuidad |
Performance Rating (Trimestral)
Más allá del puntaje numérico (0-100), cada miembro recibe una calificación cualitativa en el Performance Review trimestral. La calificación es una evaluación holística del Lead, validada por el CEO.
| Calificación | Definición | Distribución Esperada |
|---|---|---|
| Excepcional | Impacto desproporcionado. Opera consistentemente por encima de su nivel actual. Candidato a promoción. | ~5% del equipo (hard cap) |
| Supera las Expectativas | Entrega consistentemente por encima de lo esperado. Impacto claro más allá del scope individual. | ~25-30% |
| Cumple las Expectativas | Entrega sólida al nivel esperado. Confiable, autónomo, contribuye al squad. | ~55-60% |
| Por Debajo de las Expectativas | Entregas inconsistentes o por debajo del nivel. Necesita apoyo activo para mejorar. | ~5-10% |
El cap del ~5% en "Excepcional" existe para evitar la inflación de calificaciones. Si todos son excepcionales, nadie lo es. La disciplina de mantener una distribución realista es lo que hace que la calificación sea significativa. Cuando un Lead quiere dar "Excepcional" a alguien, necesita justificarlo con evidencia concreta ante el People Committee.
Una calificación "Por Debajo de las Expectativas" por 2 trimestres consecutivos activa automáticamente el Plan de Mejora (ver Disciplina Progresiva).
Template de Feedback Quincenal
El feedback quincenal del miembro al Lead sigue esta estructura. Responde cada pregunta con sustancia — "todo está bien" o "no tengo nada que decir" no es aceptable.
Sobre tu entrega:
- ¿Cuál fue tu contribución más significativa en estas 2 semanas?
- ¿Qué quedó por debajo de lo que esperabas entregar? ¿Por qué?
- ¿Cuáles fueron tus mayores dificultades y cómo las resolviste?
Sobre el squad:
- ¿Alguien te ayudó de manera significativa? ¿Quién y cómo?
- ¿Algún proceso o herramienta te está obstaculizando?
- ¿Hay algo que esté impidiendo que el squad rinda mejor?
Sobre el crecimiento:
- ¿Qué aprendiste en estas 2 semanas?
- ¿En qué área quieres desarrollarte en el próximo mes?
Clappys: Distribuye hasta 2 Clappys a colegas que se destacaron (nombre + razón específica).
3.1. Disciplina Progresiva
Cuando el desempeño no cumple las expectativas, el proceso es claro, documentado y justo. Nadie es tomado por sorpresa.
Etapa 1: Feedback Directo
El Lead identifica la brecha y da feedback directo en el 1:1. Específico, con ejemplos. "En los últimos 2 ciclos, 3 de los 4 Projects que lideraste se retrasaron. El squad está compensando, y eso no es sostenible." Documentado en Notion (nota del 1:1). Plazo para mejorar: próximo trimestre.
Etapa 2: Plan de Mejora (30 días)
Si después del feedback directo no hubo mejora visible, o si la calificación trimestral es "Por Debajo de las Expectativas" por 2 trimestres consecutivos, el Lead formaliza un Plan de Mejora escrito.
El Plan de Mejora contiene: brechas específicas documentadas, objetivos medibles para los próximos 30 días, check-ins semanales con el Lead y consecuencia explícita ("si los objetivos no se cumplen en 30 días, el caso va al People Committee").
El miembro firma (ACK) el Plan de Mejora. No es un castigo — es la última oportunidad estructurada.
Etapa 3: People Committee
Si el Plan de Mejora no se cumplió, el caso va al People Committee (CEO + Lead + 1 lead más). El Committee decide: extensión del plan (poco frecuente, solo si hubo progreso parcial claro), reasignación a otro squad o rol (si el problema es de fit, no de competencia), u offboarding.
Etapa 4: Offboarding
Si el People Committee decide el offboarding: comunicación directa y respetuosa, cumplimiento de condiciones contractuales y un proceso limpio. Nadie es humillado al salir. El Lead comunica al squad de manera factual, sin drama.
Aceleradores: Algunas situaciones saltan etapas. Fraude, violación de confidencialidad, acoso o abandono del trabajo sin aviso llevan directamente al People Committee (Etapa 3), sin necesidad de un Plan de Mejora.
4. Compensación: Sociedad, no Empleo
Filosofía
Hay trabajo y hay el trabajo de tu vida. El tipo de trabajo que lleva tu huella. El que te niegas a hacer a medias. El que te hace abrir la laptop un domingo porque la idea no para de jalarte.
En C-137, construyes ventures que no existirían en ningún otro lugar. No son proyectos de consultoría. No son features dentro del producto de otro. Son empresas reales, con clientes reales, que resuelven problemas que nadie más está resolviendo de la manera en que nosotros los resolvemos. Nadie llega a C-137 a jugar a lo seguro. Llegas para que el trabajo represente algo grande.
La compensación está diseñada para reflejar eso. C-137 opera como una sociedad: quienes construyen ganan juntos cuando el negocio crece. No hay techo para el upside. Cuanto más crecen los ventures, más gana todo el mundo — incluyendo a quienes están en otro venture, porque ser parte de la red ya te conecta al éxito de todo el portafolio.
El trade-off es claro: C-137 exige excelencia. La carga de trabajo es alta, la intensidad es real, y se espera que cada persona opere en el límite de lo que puede entregar. Quienes se unen saben en qué se están metiendo. Quienes se quedan lo hacen porque quieren construir algo que importe y ser recompensados por ello.
El premio por resultados excepcionales no es "trabajar menos." Es ganar más, y haber construido algo que puedas señalar y decir: esto existe gracias a mí.
Estructura de Compensación (4 capas)
Capa 1: Fee Mensual Fijo (estabilidad)
La base contractual. Se paga contra factura, el primer día hábil del mes. Se revisa anualmente o en caso de cambio significativo de alcance.
Cada nivel del Career Ladder tiene una banda salarial. Dentro de la banda: 75% = entrada al nivel, 100% = referencia, 125% = top performer antes de la promoción. El punto medio está benchmarked contra el top 10% del mercado remoto de LatAm para roles equivalentes, ajustado anualmente. Independiente de la ubicación: un IC3 en Florianópolis gana el mismo rango que un IC3 en São Paulo.
El fee es el piso. Garantiza que nadie se preocupe por la subsistencia mientras construye. Pero no es lo que hace a C-137 financieramente interesante — las capas 2, 3 y 4 sí lo son.
Capa 2: Bono de Desempeño Trimestral (ejecución)
Variable vinculado al score trimestral individual (ver Sección de Desempeño). Es el mecanismo que separa "cumplir el contrato" de "generar resultados."
| Score | Bono base (% del fee mensual) |
|---|---|
| 90-100 | 100% de 1 fee mensual |
| 70-89 | 50% de 1 fee mensual |
| 50-69 | 0% |
| < 50 | 0% |
Multiplicador por nivel (aplicado sobre el bono base):
| Nivel | Multiplicador |
|---|---|
| IC1-IC2 / M1 | 1.0x |
| IC3 / M2 | 1.25x |
| IC4+ / M2+ | 1.5x |
Ejemplo: IC3 Senior Builder con fee de R$ 20,000 que alcanza un score de 92 recibe un bono de R$ 20,000 x 100% x 1.25 = R$ 25,000 al final del trimestre.
El bono se paga en el primer mes del siguiente trimestre, junto con la factura regular.
Bono Anual Consolidado: al final del año fiscal (marzo), el promedio de los 3 scores trimestrales determina un bono anual adicional para quienes mantuvieron consistencia. Piso: promedio >= 70 para ser elegible. El multiplicador por nivel también aplica.
Capa 3: Venture Pool (crecimiento compartido)
Cada trimestre, el CEO define pools financieros que recompensan tanto a quienes construyen el venture que está creciendo como a quienes son parte de la red C-137 en su conjunto.
El principio: estar en el venture correcto en el momento correcto debe ser recompensado. Pero ser parte de C-137, compartir infraestructura, conocimiento y cultura, también vale algo.
Thesis Pool (mayor multiplicador). Distribuido entre los miembros del squad del venture que generó resultados. General C-137 Pool (menor multiplicador). Distribuido entre TODOS los miembros, independientemente del venture.
Multiplicadores de distribución por nivel:
| Pool | Nivel | Peso |
|---|---|---|
| Thesis Pool | IC4+ / M2+ | 4x |
| IC3 / M2 | 3x | |
| IC2 / M1 | 2x | |
| IC1 | 1x | |
| General C-137 Pool | IC4+ / M2+ | 3x |
| IC3 / M2 | 2x | |
| IC2 / M1 | 1.5x | |
| IC1 | 1x |
El CEO define el tamaño de ambos pools cada trimestre, considerando: ingresos del venture, margen, etapa, posición de caja y milestones alcanzados. No es una fórmula fija — es una decisión del CEO calibrada por la realidad del negocio. Los pools y la lógica de distribución se comunican con transparencia.
Los ventures pre-revenue pueden tener un thesis pool basado en milestones (lanzamiento, primer cliente, señales de PMF). Los pools crecen a medida que crece el portafolio.
Capa 4: Phantom Equity (upside a largo plazo)
Para miembros con contribución a nivel de fundador en el venture. El phantom equity está vinculado a un evento de liquidez (venta, fundraise, etc.). Vesting estándar: 4 años, cliff de 1 año.
| Nivel / Rol | Rango de Phantom Equity |
|---|---|
| M2+ / Venture Lead / EIR | 5-15% |
| IC4+ / M2 con contribución de fundador | 3-8% |
| IC3 / M1 con contribución excepcional | 1-3% |
| IC2 con contribución excepcional | 0.5-1% (caso a caso) |
Rebalanceo anual: Cada año fiscal, el phantom equity puede ajustarse según el desempeño. Quienes superan consistentemente las expectativas pueden recibir grants adicionales. Quienes están por debajo pueden tener el vesting pausado. Esto garantiza que el equity fluya hacia quienes generan valor — no hacia quienes simplemente permanecieron.
El phantom equity se formaliza a través de un contrato específico de phantom equity/SAR (Stock Appreciation Rights). Funciona como un bono vinculado a un evento de liquidez sin crear una sociedad corporativa.
Revisión de Fee
Los fees se revisan una vez al año, al inicio del T1 (abril). Criterios:
- Promedio de score de los últimos 3 trimestres >= 80
- Promoción de nivel en el Career Ladder (ajuste automático a la banda del nuevo nivel)
- Benchmark de mercado (si está por debajo de la banda, se ajusta independientemente del score)
- Inflación acumulada (IPCA) — la revisión debe considerar el poder adquisitivo
No hay aumento automático. Hay una revisión basada en datos.
Lo que NO ofrecemos (y por qué)
No ofrecemos beneficios corporativos tradicionales (vale de comida, vale de alimentación, seguro médico). La propuesta de valor es diferente: ventures que no existirían sin ti, autonomía real para construirlos, upside financiero directo cuando crecen, y la red de un venture builder que te expone a múltiples negocios simultáneamente.
Lo que invertimos para que todos operen al máximo nivel: acceso a herramientas y plataformas pagadas por C-137 (las mejores del mundo — herramientas de IA, dev tools, herramientas de diseño), flexibilidad de horario real (async-first, sin horarios fijos), Offsite Anual presencial (3-5 días, pagado por la empresa), Hack Day trimestral (tiempo para exploración creativa e innovación), y Cumpleaños libre.
5. La Cultura en la Práctica
Los valores de C-137 (#AwesomePeople, #EpicPerformance, #BetaMindset, #DirectByDefault, #TechLovers) se definen al inicio de este handbook. Esta sección define cómo se materializan en las operaciones del día a día.
Reconocimiento
Sistema Clappy — Reconocimiento peer-to-peer. En cada feedback quincenal, cada persona distribuye hasta 2 Clappys a colegas que se destacaron. Esto genera visibilidad sobre quién realmente impacta al squad, directamente desde la perspectiva de los pares — no desde la del manager.
Los Clappys no tienen recompensa material directa. El reconocimiento es público y queda registrado — aparece en el historial y alimenta la dimensión "Cultura y Colaboración" del score trimestral, que a su vez impacta el bono. El camino de Clappy a dinero pasa por el desempeño, no por un atajo.
Fast Feedback — El feedback crítico se da en el momento, no se guarda para el viernes. "Cuando retrasas el feedback crítico, le robas a la persona la oportunidad de mejorar." El feedback quincenal es el respaldo, no el único canal.
El buen feedback es específico ("la forma en que refactorizaste el módulo X le ahorró 2 días de trabajo al squad"), honesto ("estuviste bloqueado 3 días sin escalar, y eso retrasó el release"), y constructivo ("te sugiero que la próxima vez, si estás bloqueado más de 4 horas, lo pongas en el canal del squad").
La calidad del feedback que das es tan importante como lo que recibes. El feedback genérico ("todo está bien", "nada que decir") es peor que ningún feedback. Si alguien consistentemente da feedback sin sustancia, el Lead lo aborda en el 1:1.
Comunicación
Comunicación Low-Context — Al comunicarse por texto, siempre proporcionar el mayor contexto posible. Asumir que la persona no tiene contexto. No decir "sobre esa cosa que discutimos" — decir "sobre la decisión de usar Stripe para el checkout de Alana, que discutimos en la llamada del lunes." En un equipo remoto y async, la ambigüedad mata la velocidad.
Proceso ACK — Para comunicaciones que requieren que todos lean (cambio de proceso, nuevo modelo de compensación, decisión estratégica): publicar en Slack + solicitar reacción explícita (emoji de ojo = "leí y entendí"). El ACK Agent monitorea: sin ACK en 24h, recordatorio automático al canal. Sin ACK en 48h, DM directo. Nadie puede decir "no lo vi."
Canal HQ — Canal central de Slack (#c137-hq) para anuncios que afectan a toda la empresa: nuevas incorporaciones, cambios de proceso, milestones alcanzados, decisiones estratégicas, comunicación trimestral del Venture Pool. Es el canal de C-137 como organización.
Buzón de Sugerencias — Canal asíncrono (#improvements en Slack) donde cualquier miembro puede sugerir mejoras. El CEO o los Leads revisan quincenalmente y responden a cada sugerencia. Sugerencias sin respuesta en 2 semanas = falla del proceso, no es culpa de quien sugirió.
Disagree and Commit — Todos pueden disentir durante la discusión, pero una vez que se toma la decisión (por el DRI, Lead o CEO), todos se comprometen con la ejecución. No hay sabotaje pasivo. Si la decisión resulta equivocada, el grupo aprende junto — no hay "te lo dije."
JOMO (Joy of Missing Out) — En un equipo async, es imposible e innecesario seguir todo en tiempo real. Si algo es realmente importante, llegará a través del proceso ACK o del standup. Nadie necesita estar en línea todo el tiempo, nadie necesita leer todos los hilos.
Cuándo usar qué — guía rápida de herramientas:
| Herramienta | Usar para | No usar para |
|---|---|---|
| Slack | Comunicación del día a día, standups, preguntas rápidas, decisiones ligeras, celebraciones, #improvements | Documentación permanente, decisiones que necesitan registro, briefs de proyectos |
| Linear | Trabajo de producto: issues, proyectos, cycles, bugs, actualizaciones de proyectos, seguimiento de DRI | Discusión de tesis estratégica, documentación de procesos, base de conocimiento |
| Notion | Documentación permanente, templates, notas de 1:1, Heartbeats, Personal READMEs, Venture Builder System, base de conocimiento, procesos | Comunicación rápida, seguimiento de ejecución diaria |
| Llamada (Google Meet) | Decisiones complejas que requieren matices, 1:1s, pair building, ceremonias con componente sync | Cualquier cosa que pueda resolverse en texto. Si la llamada no tiene agenda, no debería existir |
| Comunicación externa (clientes, socios, proveedores), contratos, facturas | Comunicación interna. Si le estás enviando un email a un colega, usa Slack | |
| GitHub | Code reviews, PRs, discusiones técnicas sobre implementación específica | Planificación de producto, decisiones de negocio, comunicación general |
Regla: si la información necesita sobrevivir más de 1 semana, va a Notion o Linear. Si es efímera, Slack. Si involucra código, GitHub. Si es externa, email. Si necesita voz, llamada — pero documenta el resultado en texto después.
La Calidad como Disciplina
Política Zero-Bug con SLA — Los bugs de producción son prioridad inmediata, no van al backlog.
| Severidad | Definición | SLA |
|---|---|---|
| P0 | Producto caído / pérdida de datos | Fix en 4h |
| P1 | Feature core rota | Fix en 24h |
| P2 | Bug menor / cosmético | Entra al siguiente cycle |
Dashboard de bugs semanal revisado por el Lead. La deuda técnica acumulada es el asesino silencioso de la velocidad.
Dogfooding Interno con Feature Flags — Cada nueva feature se lanza primero detrás de un feature flag para el equipo interno. El squad usa el producto antes que cualquier usuario externo: Ship → flag interno → el equipo prueba 2-3 días → release a usuarios beta → lanzamiento general.
Conexión Humana en un Equipo Remoto
Personal READMEs — Cada miembro crea un README personal (template en Notion): cómo prefiere comunicarse, horarios de trabajo, qué le molesta, qué lo motiva, cómo da y recibe feedback, zona horaria, intereses fuera del trabajo. Se usa durante el onboarding y cuando dos miembros comienzan un proyecto juntos por primera vez.
Coffee Chats — Llamada informal de 25 min entre dos miembros antes de comenzar un proyecto juntos por primera vez, o entre miembros de diferentes squads para construir relaciones cross-tesis. No es una ceremonia formal — es una práctica incentivada cuando tiene sentido.
Pair Building Sessions — Sesiones opcionales de 60-90 min donde dos miembros resuelven un problema juntos en tiempo real (llamada con pantalla compartida). Se recomienda al menos 1x por semana por squad. Especialmente valiosas para el onboarding (senior + nuevo) y problemas complejos.
Canales de Comunicación Informales — Canales opcionales de Slack: #random, #off-topic, y cualquier canal temático que el equipo quiera crear. La existencia de estos canales señala que la empresa valora a las personas como personas. Los Leads dan el ejemplo participando.
Cross-Pollination Funcional — Cuando hay 2+ miembros con el mismo rol en diferentes squads, crear un canal de intercambio (#engineering en Slack). No es una línea de reporte — es una comunidad de práctica informal.
Reglas No Negociables
La Regla de "No Desaparezcas"
Si vas a estar offline, notifica en el canal del squad de antemano. No necesitas dar detalles — solo necesitas notificar. Desaparecer sin aviso afecta a todo el squad.
Onboarding y Evaluación Inicial (45 Días)
Seamos directos: muchas personas asumen que las primeras semanas son para "acomodarse." En C-137, no lo son. Los primeros 45 días son el período de evaluación más riguroso que la persona experimentará aquí — más intenso que cualquier revisión trimestral que venga después. La velocidad con que alguien absorbe contexto, entrega resultados reales y se integra al squad dice más sobre el fit que cualquier entrevista.
Cada día cuenta. En el día 15 hay una evaluación formal. En el día 45, una decisión binaria de continuar o no. No hay margen de cortesía, y no hay "démosle más tiempo para ver." Quien se une a C-137 sabe que está siendo evaluado desde la primera hora.
El nuevo miembro se incorpora como fulltime desde el día 1. Ownership total desde el día 1. No existe una versión liviana de las primeras semanas — la versión liviana es la salida.
Semana 1 (Día 1-7): Contexto + Primera Entrega
El Lead es responsable de:
- Antes de la llegada: issue real listo para el nuevo miembro, acceso a Linear/Notion/Slack configurado
- Día 1: Chat con CEO (25 min) + Asignación Técnica + Reunión del Squad + lectura de los READMEs de los colegas
- Día 1: El nuevo miembro crea su Personal README
- Día 2: Entorno configurado (clone del template, primer deploy). Puede hacer merge a producción con revisión.
- Día 2-3: Pair Building Session con un miembro senior del squad
- Día 3-5: Primera entrega real (issue pequeño, de principio a fin)
- Día 7: Check-in con el Lead — ¿está entendiendo el contexto? ¿Está produciendo?
Si en el día 7 la persona no ha completado ninguna entrega real, es una señal de problema de fit. Mejor abordarlo temprano que arrastrarlo.
Milestone Día 15: Primera Evaluación Formal
El milestone del día 15 no es un "check-in informal." Es una evaluación estructurada donde el Lead confronta datos reales: cuántas entregas completó la persona, con qué calidad, con cuánta autonomía. Las preguntas son directas: ¿está la persona entregando al ritmo esperado? ¿Ha absorbido el contexto del venture y del squad? ¿Opera con autonomía o necesita asistencia constante? ¿Está la calidad del output al nivel que necesita el squad?
Si la respuesta a alguna de estas preguntas es "no," el Lead comunica con claridad: "Tienes 30 días para demostrar un cambio concreto. Si en el día 45 la situación no ha cambiado, terminamos esto." Sin rodeos, sin ambigüedad. Esta advertencia es la oportunidad real — quienes la toman en serio corrigen el rumbo. Quienes no lo hacen confirman la decisión del día 45.
Milestone Día 45: Decisión Go/No-Go
En el día 45, Lead y CEO revisan juntos. La decisión es binaria: la persona se queda o se va. No hay "démosle una oportunidad más." No hay "está mejorando lentamente." Si en 45 días la persona no ha demostrado la capacidad de operar al nivel de C-137, mantenerla es injusto para todo el squad que está compensando. El costo de arrastrar una decisión de fit por otros 30-60 días es extremadamente alto — para el squad y para la persona.
Si la decisión es "se queda," el miembro entra en la cadencia normal: 1:1 quincenal, feedback quincenal, revisión de desempeño trimestral. Si la decisión es "no se queda," comunicación directa y respetuosa, cumplimiento de las condiciones contractuales, y una salida limpia.
El mensaje del onboarding es explícito: "Los primeros 45 días son una evaluación mutua — y nos la tomamos en serio. El día 15 hay una evaluación formal. El día 45 hay una decisión de continuidad. Te evaluamos a ti, y tú evalúas a C-137. Aquí la carga de trabajo es alta, buscamos excelencia y distribuimos resultados financieros con quienes construyen. Si eso te motiva, estás en el lugar correcto. Si en algún momento te das cuenta de que no es así, dínoslo — es mejor para todos."
Visibilidad del Desempeño
El progreso de las iniciativas y el North Star son públicos. Los Heartbeats son visibles para todo C-137. El Project Health (The Needle) es visible en Mission Control. Los scores trimestrales se comparten con el squad (no el detalle individual, sino el resultado colectivo y las tendencias). El Venture Pool trimestral se comunica con transparencia: tamaño del pool y lógica de distribución.
Esto crea alineación: todos ven el progreso, todos entienden la conexión entre resultados y recompensas.
6. Flujo de Escalación
Cuando algo sale mal, el camino es claro:
Nivel 1: El squad resuelve internamente
El miembro se bloquea → publica en el canal del squad → un colega o el Lead desbloquea. La mayoría de los problemas mueren aquí.
Nivel 2: El Lead interviene
El problema persiste por 2+ días, o es un conflicto entre miembros, o es un riesgo para la Iniciativa. El Lead convoca un 1:1 o un squad sync extraordinario.
Nivel 3: El CEO decide
Conflicto entre tesis (prioridad de servicios compartidos), decisión de offboarding, pivote de apuesta, o cualquier cosa que involucre dinero o estrategia.
Regla de oro: escalar temprano es señal de madurez, no de debilidad. El Lead que escala un problema el día 2 es más valioso que el que lo "absorbe" y entrega tarde el día 15.
People Committee (Contratación, Offboarding y Procesos)
Las decisiones de personas no son unilaterales. Para contrataciones y offboardings, hay un comité mínimo:
Composición: CEO + Lead del squad afectado + al menos 1 Lead adicional (perspectiva externa).
Cuándo se reúne:
- Antes de cualquier contratación: para validar que el perfil, el alcance y el fee tienen sentido para la tesis
- Antes de cualquier offboarding: para confirmar que el proceso fue justo (feedback dado, plan de mejora ofrecido si aplica, los datos respaldan la decisión)
- Cuando hay un cambio de proceso que afecta a todos los squads (p. ej., nuevo formato de ceremonia, cambio de política de bonos)
Por qué importa: previene contrataciones impulsivas, previene offboardings emocionales, y crea un registro formal de las decisiones de personas. En un equipo pequeño, cada contratación o salida tiene un impacto desproporcionado. El comité agrega 30 minutos de gobernanza para decisiones que afectan meses de operaciones.
Filosofía de Contratación (Founder Mode)
Contratar es la decisión más importante y la más fácil de hacer mal. La mayoría de las empresas operan con "presunción de inocencia" — buscando la ausencia de debilidades. Nosotros operamos con "culpable hasta que se demuestre lo contrario" — buscamos evidencia concreta de excelencia. Los candidatos necesitan demostrar que son excepcionales, no meramente que no tienen señales de alerta.
Empieza con los resultados, trabaja hacia atrás hasta las personas. No empieces por la marca del currículum ("trabajó en Google"). Empieza por el producto: "¿qué producto admiro? ¿Quién lo construyó? ¿Quién realmente lo construyó?" Es trabajo de detective descubrir quién realmente hizo el trabajo vs. quién estaba en el equipo cuando el trabajo se hizo.
CEO como co-hiring manager. El CEO entrevista a cada candidato. No como un paso final ceremonial — como evaluador activo. La lógica: si un Lead puede contratar a alguien sin la ayuda del CEO, esa persona probablemente no es suficientemente buena. En un equipo de 6-12, cada persona que se une cambia toda la dinámica.
Entrevista: la regla de los 2 follow-ups. Nunca aceptar la primera respuesta. Pedirles que elaboren. Luego volver a preguntar. En la tercera capa, quienes no saben lo que hacen se quedan sin detalles. Quienes realmente hicieron el trabajo pueden profundizar indefinidamente.
El enfoque Shackleton. Al final del proceso de contratación, en lugar de vender C-137 como un lugar increíble, hablar de por qué la persona NO debería aceptar: la carga de trabajo es alta, las expectativas son brutales, el CEO está en los detalles, no hay modo relajado, y los estándares de calidad son extremadamente altos. Esto resuelve dos problemas: filtra a quienes buscan comodidad (estas personas se irán en 3 meses de todas formas) y atrae a quienes quieren un desafío real. Las mejores personas quieren el equivalente a los Navy SEALs, no a la marina regular.
Proxy de escalabilidad. Para evaluar si alguien internamente está escalando o no (y si se necesitan contrataciones externas): quien está haciendo hoy lo que debería hacer en 6 meses está escalando. Quien está haciendo lo que debería hacer ahora está en el camino correcto. Quien está haciendo hoy lo que debería haber hecho hace 6 meses no está escalando — y la tendencia casi nunca se revierte.
Siempre estar reclutando. Incluso sin una posición abierta, el CEO y los Leads deben mantener una red de talento activa. Reclutar solo cuando hay una posición crea un pipeline de ventas. Reclutar continuamente crea una red. La diferencia entre contratar rápido y contratar bien es tener el pipeline listo antes de necesitarlo.
Proceso de Kill (Ventures)
Matar ventures es tan importante como crearlos. C-137 define los criterios de kill antes de construir — en la Betting Table, al momento de aprobar la apuesta. Si un venture alcanza los criterios de kill, se convoca la Kill Decision Meeting (ad-hoc, 1h). No hay "un mes más para ver si mejora."
Etapas del venture:
Shaping → Building → Validation → Traction → Growth → (Exit o Killed)
Timelines de referencia: 2 semanas (idea → MLP), 4 semanas (MLP → 10 clientes), 6 semanas (10 → camino a R$100k MRR). Total: 12 semanas para tener señales claras de tracción. Si en la semana 12 no hay señales, comienza la conversación de kill.
Estos timelines no son absolutos, pero son la referencia contra la cual medimos la velocidad. Si un Builder o Lead piensa "estamos bien" pero el venture está en la semana 10 sin un MLP, el timeline resuelve la ambigüedad.
Kill Checklist:
- Kill Decision Meeting celebrada con CEO + Venture Lead + Lead
- Aprendizajes documentados en la base de datos de Bets
- Assets compartidos identificados y preservados para futuros ventures
- EIR reasignado a otra tesis u offboarded
- Iniciativa de Linear archivada
- Post-mortem documentado y compartido con el equipo
El post-mortem no es para culpar — es para aprender. Cada kill genera insights que mejoran la siguiente apuesta. El C-137 que mata rápido y aprende es más valioso que el que mantiene ventures zombis por miedo a admitir el error.
7. Políticas
Tiempo libre
C-137 no controla horas y no opera como un empleo tradicional. Pero el descanso es obligatorio — no como beneficio, sino como requisito de desempeño. Nadie opera al máximo durante 12 meses consecutivos sin pausar.
Descanso anual: 20 días calendario por cada 12 meses de contrato. Se puede dividir (mínimo 5 días consecutivos por vez). Se permite el uso anticipado de hasta la mitad (10 días) después de 6 meses de contrato.
Coordinación: Registrar a través del Time-off Agent con al menos 2 semanas de anticipación. No se necesita justificación. El agente verifica conflictos automáticamente. Si dos miembros del mismo squad quieren el mismo período, resuélvanlo entre ustedes — si no pueden, el agente escala.
Feriados: Irrelevante. No controlamos días ni horas. Si quieres trabajar en Navidad y tomarte días en febrero, tiene sentido para ti. Si quieres tomarte la Navidad libre, también. Lo que importa es que el squad sepa cuándo no estás disponible.
Fin de año (23 de dic al 1 de ene): C-137 opera en modo reducido. No se descuenta de los 20 días. Solo te contactarán si es verdaderamente necesario. Si estás en liderazgo, usa este período para el modo builder real — es el momento más tranquilo del año para pensar, prototipar y trabajar en lo que normalmente no cabe en el día a día.
Día de cumpleaños: Día libre en el mes de tu cumpleaños. Elige cualquier día hábil del mes. Notifica al squad con 1 semana de anticipación. No se descuenta de los 20 días.
Licencias especiales: Situaciones como licencia médica, duelo, licencia parental o emergencias personales se analizarán caso por caso con máxima empatía y buen criterio. No tenemos una tabla rígida de días porque cada situación es diferente. Lo que garantizamos: nadie será penalizado por necesitar tiempo para cuidar su salud, su familia o a sí mismo. Registra la solicitud a través del Time-off Agent lo antes posible — cuanto antes el sistema lo registre, mejor podemos reorganizar el squad y darte el apoyo necesario. Para licencias más largas (más de 5 días), alineamos un plan de cobertura para que el squad no quede descubierto y tú no regreses con backlog acumulado.
Equipamiento
C-137 es remote-first y opera con contratistas. Cada persona es responsable de su propio equipo de trabajo.
Lo que C-137 provee: acceso a todas las herramientas y plataformas necesarias (Claude, Cursor, Vercel, Linear, Notion, Slack, Figma y cualquier otra herramienta aprobada). Siempre las mejores herramientas del mundo — sin escatimar en software.
Si necesitas una herramienta o plataforma que C-137 no provee actualmente, proponla en #improvements. Si tiene sentido, la aprobamos y la agregamos al stack.
Especificaciones mínimas recomendadas:
| Perfil | Procesador | RAM | Almacenamiento |
|---|---|---|---|
| Tech (dev, data) | Apple M2+ o equivalente | 16GB+ | 512GB SSD+ |
| No-tech (design, ops, growth) | Apple M1+ o equivalente | 8GB+ | 256GB SSD+ |
Si tu equipo actual no cumple las especificaciones mínimas y está afectando tu productividad, abre una solicitud en #improvements. Evaluamos caso por caso.
Política de gastos
Principio: misma política para todos los niveles, incluido el CEO. Si quieres una mejora personal (business class, hotel más lujoso), paga la diferencia de tu bolsillo. C-137 cubre lo necesario, no lo lujoso.
Viajes de trabajo (cuando aplique):
- Pasajes: clase económica, tarifa más eficiente disponible
- Alojamiento: hasta R$350/noche (mercados caros como SP/Rio pueden ajustarse)
- Comidas: hasta R$80/día (con comprobante)
- Transporte local: Uber/taxi con comprobante
Offsite anual: Todos los gastos cubiertos por C-137 (pasajes, alojamiento, comidas, actividades). El presupuesto se comunica con anticipación.
Reembolso: Enviar comprobantes (factura/recibo) por el canal acordado. Reembolso procesado con la próxima factura. Sin comprobante = sin reembolso. Sin excepciones.
Seguridad
La seguridad de los datos es obligación de todos. Como empresa remote-first con acceso a código, datos de clientes y propiedad intelectual de múltiples ventures, la superficie de ataque es amplia. Cada miembro es un vector potencial.
Obligatorio para todos (desde el día 1):
- 2FA habilitado en todas las herramientas (Slack, GitHub, Linear, Notion, Google, etc.)
- Gestor de contraseñas (1Password, Bitwarden o equivalente) — contraseñas únicas por servicio
- Cifrado de disco habilitado en la laptop (FileVault en Mac, BitLocker en Windows)
- Pantalla bloqueada al alejarse de la computadora — incluso en casa
Obligatorio para Tech:
- Nunca hacer commit de secrets, API keys o credenciales al repositorio
- Usar variables de entorno para configuración sensible
- Claves SSH en lugar de contraseñas para Git
Si pierdes o te roban el equipo: Reporta inmediatamente en el canal #security (en la misma hora). El acceso se revocará antes que cualquier otra cosa.
Código de conducta
C-137 es un entorno de alto desempeño, con feedback directo y comunicación franca. Esto no es una licencia para la falta de respeto. La línea es clara:
Tolerancia cero para: acoso (sexual, moral o de cualquier tipo), discriminación por raza, género, orientación sexual, religión, nacionalidad o cualquier otra característica personal, bullying o intimidación, represalias contra quienes reportan problemas.
Cómo reportar: DM en Slack o correo al CEO o a cualquier Lead. Si el problema involucra a tu Lead directo, escala a otro Lead o al CEO. Los reportes se tratan con confidencialidad y se investigan. Las represalias contra quienes reportan se tratan con la misma severidad que la ofensa original.
Conflictos laborales (desacuerdos técnicos, prioridades, estilo de comunicación) son normales y esperados. Se resuelven mediante Disagree and Commit, 1:1 o escalación al Lead. El conflicto productivo es saludable. El conflicto personal es inaceptable.
Moonlighting
El trabajo paralelo está permitido, con reglas claras.
Permitido sin aviso: freelance/consultoría en áreas que no compiten con ningún venture de C-137, proyectos open-source, actividades académicas o de enseñanza.
Permitido con aviso previo al CEO: trabajo que involucre más de 10h/semana, proyectos en áreas adyacentes a las tesis de C-137 (para evitar conflicto de interés), advisory boards de otras empresas.
Prohibido: trabajo directo para competidores de cualquier venture del portafolio, uso de propiedad intelectual de C-137 en proyectos externos, cualquier actividad que comprometa tu disponibilidad o desempeño.
Regla de oro: si no tendrías problema en contárselo al CEO tomando un café, está bien. Si te sentirías incómodo, pregunta primero.
Redes sociales y representación pública
C-137 opera con múltiples ventures, propiedad intelectual sensible y alianzas estratégicas. Lo que cualquier miembro publica online puede impactar la reputación de toda la organización y el portafolio. Esto no es paranoia corporativa — es la realidad de un mundo donde cualquier publicación se convierte en un screenshot.
LinkedIn y perfiles profesionales: Solo después de pasar el período de prueba (45 días) puedes agregar C-137 o cualquier venture del portafolio a tu perfil. Antes de eso, no te asocies públicamente. Después, puedes agregar título y empresa — sin detalles del stack, arquitectura, proyectos internos o métricas.
Prohibido sin autorización explícita del CEO: compartir detalles del stack tecnológico, arquitectura o infraestructura de cualquier venture en cualquier plataforma (LinkedIn, Twitter/X, blog personal, foro, GitHub público, conferencia). Divulgar métricas de negocio, número de usuarios, ingresos o cualquier dato interno. Hablar públicamente en nombre de C-137 o cualquier venture (entrevistas, podcasts, posts de opinión sobre la empresa).
Perfil personal público: Eres libre de tener opiniones sobre cualquier tema. Pero si tu perfil es público e identificable como miembro de C-137, evita temas políticamente sensibles, controversias de internet o debates que puedan asociarse con la empresa. No porque censuremos opiniones — sino porque la asociación es inevitable y el riesgo es innecesario. En caso de duda: perfil privado lo resuelve.
Quién puede hablar por C-137: el CEO para el posicionamiento institucional. Los Venture Leads para sus respectivos ventures, con alineación previa. Nadie más, salvo que sea explícitamente designado.
Regla de oro: si lo publicarías en #c137-hq sin problema, probablemente está bien. Si no lo publicarías ahí, no lo publiques externamente.
Aprendizaje y desarrollo
El aprendizaje continuo no es un beneficio — es un requisito para hacer un buen trabajo en C-137. Nuestro ADN #BetaMindset no se trata solo de iterar en productos. Se trata de iterar en uno mismo. Quienes dejan de aprender dejan de entregar resultados en meses, no en años.
C-137 invierte seriamente en educación. Tenemos presupuesto dedicado y un programa formal de desarrollo. Ya hemos financiado maestrías, posgrados, cursos de idiomas, especializaciones técnicas y certificaciones profesionales. No es una excepción — es práctica recurrente.
Cómo funciona: Propón con una justificación simple: qué es, cuánto cuesta, cuánto tiempo toma y cómo se conecta con lo que haces aquí. No hay presupuesto fijo por persona — cada caso se evalúa por mérito. Cosas pequeñas (un curso de $50, un libro, una herramienta de estudio) se aprueban rápido. Inversiones mayores (posgrado, programas de varios meses) requieren una conversación más detallada y suelen estar vinculadas a una permanencia mínima.
Conferencias y eventos: Evaluados caso por caso. Si estás presentando o representando a C-137/venture, la empresa lo cubre. Si es para desarrollo personal, lo evaluamos junto con el presupuesto de L&D.
Lo que se espera a cambio: Quienes reciben inversión en educación comparten el aprendizaje con el equipo. Puede ser un post en Slack, una sesión de 30 min o documentación en Notion. El conocimiento que queda en la cabeza de una sola persona no escala.
8. Ciclo anual completo
Por qué el año fiscal va de abril a marzo
C-137 adopta un año fiscal del 1 de abril al 31 de marzo, dividido en 3 trimestres de 16 semanas cada uno. No es arbitrario — es una decisión operativa basada en cómo funciona realmente Brasil y cómo encajan nuestros ciclos.
El calendario convencional (enero-diciembre) tiene un problema estructural: enero es un mes de regreso lento, febrero tiene Carnaval y diciembre muere con feriados y vacaciones colectivas. Se pierden meses enteros por estacionalidad.
Con el año fiscal comenzando en abril, se ganan tres cosas concretas:
La planificación estratégica ocurre en marzo — cuando el equipo está presente, enfocado y ya pasó el período de feriados y vacaciones. En lugar de competir con diciembre (cuando nadie está prestando atención) o enero (cuando todos están regresando), la planificación anual ocurre en el momento de mayor claridad mental del año.
El T1 fiscal (abr-jul) es un trimestre productivo real — nadie está de vacaciones, no hay feriados extendidos relevantes y el equipo entra al año ya con impulso. Comparado con intentar arrancar en enero con la mitad del equipo todavía regresando.
El T3 fiscal (dic-mar) absorbe la estacionalidad — diciembre es el primer mes del T3, no el fin del año. El impacto de los feriados se diluye al inicio de un trimestre, con 3 meses de ejecución completa por delante (ene-mar). Y el Annual Review + Offsite ocurren en marzo, cuando es posible reflexionar sobre el año completo con lucidez.
Este modelo es usado por el Reino Unido, Japón, India y Australia. En el contexto de venture builder, tiene un beneficio adicional: el reporte a los LPs sigue la misma cadencia trimestral, desalineada del calendario corporativo convencional — menos competencia por la atención de los inversores en el mismo período en que todos los demás hacen sus revisiones anuales.
Encaje matemático perfecto: cada trimestre = 2 ciclos Shape Up (6 semanas de build + 2 semanas de cooldown = 8 semanas x 2 = 16 semanas = 4 meses). El año fiscal contiene exactamente 6 ciclos, sin semana huérfana, sin sobrante.
Calendario
Con la planificación continua, no hay un "big bang" trimestral. Los Candidate Projects se triajan y priorizan todo el tiempo. Los momentos trimestrales existen para revisar la dirección estratégica, no para empezar desde cero.
| Mes | Ceremonia especial | Foco |
|---|---|---|
| Abril | Inicio del Año Fiscal + Initiative Review T1 | Revisión del North Star anual (ya definido en el Offsite de marzo) entra en ejecución. Betting table T1. |
| Mayo | — | Ejecución (ciclo 1 build) |
| Junio | — | Ejecución (ciclo 1 cooldown → ciclo 2 build) |
| Julio | T1 Review + Performance Review + Hack Day | Evaluación T1 + bono T1 + Meeting Audit + día de exploración creativa |
| Agosto | Initiative Review T2 | Ajuste de iniciativas + betting table T2 |
| Septiembre | — | Ejecución (ciclo 3 build) |
| Octubre | — | Ejecución (ciclo 3 cooldown → ciclo 4 build) |
| Noviembre | T2 Review + Performance Review + Annual Fee Review + Hack Day | Evaluación T2 + bono T2 + Meeting Audit + revisión de compensación (efectiva a partir del siguiente abril) |
| Diciembre | Initiative Review T3 | Ajuste de iniciativas T3. Estacionalidad de feriados absorbida al inicio del trimestre. |
| Enero | — | Ejecución (ciclo 5 build) |
| Febrero | — | Ejecución (ciclo 5 cooldown → ciclo 6 build) |
| Marzo | T3 Review + Performance Review + Annual Review + Annual Offsite + Hack Day | Evaluación T3 + bono T3 + retro anual + planificación del próximo año fiscal + equipo presencial |
9. Implementación: dónde vive todo
| Componente | Herramienta | Detalle |
|---|---|---|
| North Star + Initiatives | Linear (Initiatives) + Notion | Initiatives en Linear con estado de salud; North Star rastreado en Notion (Venture Builder System) |
| Issues, Projects y Cycles | Linear | Projects = unidad de planificación con DRI; Issues = trabajo diario; Cycles = sprints de ejecución |
| Salud del proyecto (The Needle) | Linear | Campo de status en cada Project: On Track / At Risk / Off Track — actualizado semanalmente |
| Candidate Projects (backlog) | Linear | Projects con status "Backlog" o sin prioridad — triajados continuamente |
| Project Updates | Linear → Slack | Lead publica semanalmente; auto-publicado en el canal del squad |
| Bug Dashboard + SLAs | Linear | Etiqueta "Bug" + Prioridad P0/P1/P2; dashboard semanal revisado por el Lead |
| Issues de Cooldown | Linear | Etiqueta "Cooldown" — issues anotados durante el ciclo para atender en el cooldown |
| Stand-up async | Slack | Canal del squad, Standup Agent monitorea cumplimiento |
| Standup Agent | Bot de Slack | DM automático a quienes no han publicado; detecta patrones (3+ ausencias) y notifica al Lead |
| Deadline Agent | Linear + bot de Slack | Monitorea cards bloqueadas 2+ días; escalación automática al Lead a los 3+ días |
| Feedback Agent | Bot de Slack | Compila feedback quincenal, envía recordatorios, consolida respuestas |
| ACK Agent | Bot de Slack | Monitorea reacciones en posts críticos; seguimiento automático a las 24h/48h |
| Metrics Agent | Linear + Notion | Recolección automática: cycle time, frecuencia de deploy, cumplimiento de stand-up, salud de cards |
| Invoice Agent | Slack + Notion DB | Monitorea recepción, valida formato, reenvía para procesamiento, confirma pago |
| Expense Agent | Slack + Notion DB | Recibe solicitudes, valida comprobante + política, auto-aprueba o escala |
| Time-off Agent | Slack + Notion DB | Registra solicitudes, verifica conflictos, confirma o escala, mantiene saldo |
| Onboarding Agent | Slack + Notion + Linear | Activa checklist automatizado para nuevos miembros, seguimiento de completitud |
| Contract Agent | Notion DB | Monitorea vigencia, alerta 30 días antes, compila datos para renovación |
| Feedback quincenal | Slack o formulario de Notion | Estructurado, no de forma libre |
| Clappys | Bot de Slack | Canal de cultura, bot "Give Recognition" — reconocimiento puro, alimenta el score trimestral |
| Social Question Bot | Slack | Bot mensual en #random o #cultura (Donut/Geekbot) |
| Anuncios | Slack (#c137-hq) | Canal central para comunicaciones que afectan a toda la empresa |
| Mejoras de proceso | Slack (#improvements) | Sugerencias de proceso — revisadas quincenalmente |
| Canales informales | Slack (#random, #off-topic, etc.) | Canales opcionales de conexión humana |
| Canales funcionales | Slack (#engineering, etc.) | Comunidad de práctica cross-squad (cuando aplique) |
| Notas de 1:1 | Notion | Página privada por persona, historial acumulado, preguntas fijas en el template |
| Personal README | Notion | Template por miembro, creado durante el onboarding |
| Score trimestral | Notion | Dashboard por persona, alimentado por el Lead |
| Notas de Culture Check-in | Notion | Página privada por persona, trimestral |
| Cycle Kickoff | Slack (canal del squad) | Post escrito al inicio de cada ciclo |
| Heartbeat (Resumen de ciclo) | Notion | Publicado en el espacio del squad, visible para todo C-137 |
| Leads Sync | Linear + Call | Quincenal, grooming cross-thesis |
| People Committee | Notion | Registro de decisiones de contratación/offboarding |
| Cadencia de revisión del CEO | Linear + Notion | Cadencia de revisión por área (semanal/quincenal/mensual/trimestral) — ver Sección 1 |
| Talent Pipeline | Notion DB | Red de talento activa, siempre actualizada — incluso sin posición abierta |
| Templates | Notion | Cycle Kickoff, Heartbeat, 1:1, Performance Review, Personal README, registro de Betting Table, checklist de onboarding, cadencia de revisión del CEO |
| Fee, bono, Venture Pool y facturas | Planilla o Notion DB | Confidencial, visible solo para el CEO. Pool comunicado al squad trimestralmente. Facturas el 1er día hábil |
| Career Ladder tracker | Notion | Dashboard por persona: nivel actual, banda salarial, siguiente nivel, brechas identificadas |
| Triage del Idea Box | Notion (Idea Box DB) | Semanal, los Leads revisan envíos y clasifican por PMF Framework |
| Betting Table | Notion + Call | Quincenal, CEO + Venture Leads + EIRs. Registros de decisiones en el Venture Builder System |
| Portfolio Review | Notion + Call | Mensual, CEO + Business Lead. Dashboard consolidado de ventures en el Venture Builder System |
| EIR Review | Notion + Call | Mensual, CEO + Venture Leads + EIRs. Seguimiento de desempeño y reasignación |
| M&A Intelligence Review | Notion (Strategic Acquirers DB) + Call | Mensual, CEO + Leads. Actualización de scores de fit |
| Thesis Review | Notion (Thesis Portfolio DB) + Call | Trimestral, CEO + Leads. Revisión profunda de tesis |
| Kill Decision | Notion (Bets DB) | Ad-hoc. Registro obligatorio: aprendizajes, activos compartidos, post-mortem |
| Venture Stages | Notion (Bets DB) | Shaping → Building → Validation → Traction → Growth → Exit/Killed. Checklists de transición de etapa |
| Performance Rating | Notion | Registro trimestral: puntuación + evaluación cualitativa |
| Improvement Plan | Notion | Template: brechas + objetivos a 30 días + check-ins semanales + consecuencia |
| Bi-Weekly Feedback | Formulario de Notion o Slack | Template con 8 preguntas estructuradas + Clappys |
| Informes de gastos | Notion DB | Comprobantes + aprobación. Reembolso en la próxima factura |
| Seguimiento de tiempo libre | Notion DB | Registro de días usados/disponibles por miembro |
10. Fuentes e inspiraciones
Este modelo absorbe prácticas de diez fuentes con culturas y filosofías compatibles con C-137:
Founder Mode (Paul Graham + Brian Chesky/Airbnb) — Coexiste con Managers of One. Venture Lead en los detalles del producto, cadencia de revisión, skip-level como norma, co-hire, org funcional, deep dives. Filosofía de contratación: "culpable hasta demostrar lo contrario", enfoque Shackleton, siempre estar reclutando.
Linear (99 personas, 15+ países) — Cooldown entre ciclos, política zero-bug con SLAs, actualizaciones semanales escritas, hack weeks, líderes de proyecto rotativos, dogfooding con feature flags, offsite anual.
PostHog (~100 personas, full remote) — Equipos pequeños como startups, management distribuido, "hazte obsoleto a ti mismo", 1:1s adaptables, polinización cruzada funcional.
Basecamp/37signals (~70 personas, remote-first) — Heartbeats, cycle kickoffs, The Needle, regla de 5 horas de reuniones, managers of one, JOMO, disagree and commit.
GitLab (1.600+ personas, all-remote) — DRI, handbook-first, meeting audit, proceso de ACK, comunicación de bajo contexto, personal READMEs, coffee chats, buzón de sugerencias.
Vercel (~175 personas, remote-first) — Iterate to Greatness, compresión radical de plazos, ownership completo desde el día 1, pair building sessions, feedback rápido.
BTG Pactual (banco de inversión más grande de América Latina) — Cultura de partnership escalable: modelo Player-Coach (los managers mantienen el craft activo), Performance Rating con distribución forzada (~5% de tope en "Excepcional"), reequilibrio anual de equity por desempeño, pool de bonos como % de ingresos, política igualitaria de gastos (CEO = junior), crecer talento propio (90%+ de promociones internas), diferimiento de ganancias para retención.
Google/Amazon Engineering Levels — Framework de Career Ladder con tracks separados para IC y Management. Progresión por alcance de impacto (issue → project → venture → portafolio), no por antigüedad. Equivalencias de mercado para calibrar seniority y compensación.
Rocket Internet — Demostró que el venture building escala (100+ empresas, Zalando, HelloFresh, Lazada). Plataformas tech por vertical, centros de servicio IT, excelencia analítica, infraestructura de negocio pre-construida, máquina de personas (pipeline de emprendedores de ejecución). Colapsó porque escalaba linealmente con headcount. C-137 tiene el mismo playbook pero con costo marginal casi cero porque cada capa de la plataforma es software, no personas.
Stanford University (PMF Framework) — Clasificación de oportunidades por tipo de mercado: Hair on Fire (el cliente está buscando activamente), Hard Fact (el problema se acepta como normal), Future Vision (el mercado debe ser creado). Usado en el triage del Idea Box y en el Betting Table para priorizar bets.
11. Glosario
| Término | Significado |
|---|---|
| ACK (Acknowledge) | Confirmación explícita de haber leído y entendido una comunicación. Se hace con el emoji de ojo en Slack |
| Bet | Un nuevo venture o producto que C-137 decide construir, con recursos asignados y un timeline definido |
| Betting Table | Ceremonia quincenal donde CEO + Leads deciden qué bets avanzan, se pausan o mueren |
| Clappys | Sistema de reconocimiento entre pares vía Slack. Alimenta el score de cultura trimestral |
| Cooldown | Período entre ciclos para respirar: resolver deuda técnica, hacer mejoras, documentar y atender issues acumulados |
| Cycle | Sprint de ejecución en Linear (típicamente 6 semanas). Unidad básica del ritmo de entrega |
| DRI (Directly Responsible Individual) | La persona responsable del resultado de un Project. Una persona, no un grupo |
| EIR (Entrepreneur in Residence) | Emprendedor asignado a C-137 para liderar la construcción de un venture específico |
| Feature Flag | Mecanismo que permite habilitar/deshabilitar funcionalidades en producción sin deploy. Usado para dogfooding interno |
| Forced Distribution | Modelo de evaluación donde como máximo ~5% del equipo puede recibir "Excepcional" por trimestre |
| Hair on Fire | Tipo de mercado en el PMF Framework donde el cliente está buscando activamente una solución |
| Hard Fact | Tipo de mercado donde el problema existe y se acepta como normal (las personas conviven con él) |
| Heartbeat | Resumen escrito al final de cada ciclo: qué se entregó, aprendizajes, qué quedó fuera |
| Idea Box | Base de datos en Notion donde cualquier miembro puede enviar ideas para nuevos ventures o productos |
| Improvement Plan | Plan formal de 30 días para miembros con desempeño por debajo de las expectativas |
| Initiative | Objetivo estratégico de alto nivel en Linear, vinculado al North Star Metric de un venture |
| JOMO (Joy of Missing Out) | Filosofía de que no es necesario seguir todo en tiempo real en un equipo async |
| Kill Decision | Decisión de cerrar un venture o bet. Requiere un post-mortem y documentación de aprendizajes |
| Lead (Venture Lead) | Líder de un área de tesis o venture. Responsable del squad y de los resultados del venture |
| Low-Context Communication | Práctica de siempre proveer contexto completo en las comunicaciones escritas |
| Managers of One | Filosofía de que cada miembro se gestiona a sí mismo: prioriza, ejecuta y comunica sin necesitar seguimiento |
| North Star Metric (NSM) | La métrica que mejor indica que un venture está en el camino correcto. Una por venture, no una por squad |
| People Committee | Reunión ad-hoc entre CEO + Leads para decidir sobre contrataciones, promociones y offboardings |
| Personal README | Documento personal de cada miembro: cómo se comunica, horario, preferencias, zona horaria |
| Player-Coach | Modelo donde los líderes mantienen el craft activo (codificar, diseñar, vender) además de liderar |
| PMF Framework | Framework de Stanford para clasificar oportunidades: Hair on Fire, Hard Fact, Future Vision |
| Project | Unidad de planificación en Linear. Cada Project tiene un DRI, deadline y estado de salud |
| Quarterly Score | Evaluación de desempeño cada 4 meses, combinando métricas cuantitativas y evaluación cualitativa |
| Shape Up | Metodología de desarrollo (Basecamp): trabajo shaped → betting table → ciclo de ejecución |
| Squad | Equipo dedicado a un área de tesis. Típicamente 3-6 personas lideradas por un Venture Lead |
| The Needle | Indicador visual de salud de cada Project: On Track (verde), At Risk (amarillo), Off Track (rojo) |
| Thesis | Tesis de inversión de C-137 — un área de mercado donde creemos que lo AI-first puede ganar |
| Venture Builder System | Sistema en Notion que gestiona el portafolio: tesis, bets, Idea Box, adquirentes estratégicos |
| Venture Pool | Porcentaje de equity o upside del venture asignado al equipo, distribuido por desempeño |
Changelog
Este es el v3.0 público del C-137 Labs Culture & Operations Handbook. Versiones anteriores existían como documentos internos fragmentados, prácticas orales y decisiones acumuladas con el tiempo. Esta es la primera vez que consolidamos todo en un único documento estructurado.
v3.0 — Febrero 2026 (esta versión)
Primera publicación oficial. Consolida en un único documento: la misión y ADN de C-137, modelo operativo completo (Shape Up + ciclos + agentes), estructura de roles y Career Ladder (IC1-IC6, NT1-NT5, M1-M4), cadencia de todas las ceremonias (squad y portafolio), sistema de objetivos y desempeño (Initiatives + NSM + Projects + score trimestral), modelo de compensación (fee + bono + Venture Pool + partnership), cultura en práctica (comunicación, calidad, conexión humana, onboarding de 45 días), flujo de escalación y People Committee, políticas completas (tiempo libre, licencias especiales, equipamiento, gastos, seguridad, código de conducta, moonlighting, redes sociales, L&D), ciclo anual, mapa de implementación (herramientas + agentes) y glosario de términos.
Próxima revisión planificada: Q2 FY26 (jul-sep 2025) o cuando haya un cambio estructural relevante.
C-137 Labs · Culture & Operations Handbook v3.0
Founder Mode en los ventures. Cultura de partnership. El trabajo de tu vida.
Absorbe prácticas de Airbnb/Chesky, Linear, PostHog, Basecamp/37signals, GitLab, Vercel, BTG Pactual, Google/Amazon Engineering Levels, Rocket Internet y Stanford University.
Este es un documento vivo. Si algo aquí no funciona en la práctica, cambia.